EBD – A Sutileza das Ideologias Contrárias a Família

Pr. Sérgio Loureiro
Pr. Sérgio Loureiro
Sou o Pastor Sérgio Loureiro, Casado com Neusimar Loureiro, Pai de Lucas e Daniela Loureiro. Graduando em Administração e Graduando em Teologia. Congrego na Assembleia de Deus em Bela Vista - SG
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Prezados alunos e professores,

Paz do Senhor!

“E disse O Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe–ei uma adjutora que esteja como diante dele.” (Gn 2.18).

Nesta lição aprenderemos que a família é um projeto especial de Deus. Em sua soberania Ele estabeleceu fundamentos que trazem estabilidade a essa magna instituição: monogamia, heterossexualidade e indissolubilidade. Esses valores blindam a família contra as sutilezas das novas configurações familiares que estão calcadas em ideologias malignas. Assim, veremos os princípios bíblicos de uma família sólida que vive na presença de Deus.

INTRODUÇÃO

Myer Pearlman, na cerimônia de casamento em seu Manual do Ministro, afirma o seguinte: “No jardim do Éden, Deus instituiu essa união a partir do primeiro casal humano, a fim de tomar feliz toda a humanidade. Desde então os seres humanos o têm praticado e, para dar-lhe consistência, o têm legalizado. Pode-se dizer que o casamento é o contrato jurídico de uma união espiritual”. Essa declaração é confirmada na Bíblia e na História.

As Escrituras Sagradas mostram que o casamento foi instituído por Deus no jardim do Éden (Gn 2.18-25) e sancionado pelo Senhor Jesus em sua presença nas bodas de Caná da Galileia (Jo 2.1-11). O propósito, entre outros, é a felicidade, o companheirismo mútuo do casal e a procriação, a maneira legítima da multiplicação dos seres humanos sobre a Terra. (Soares. Esequias,. Casamento, Divórcio E Sexo A Luz Da Bíblia. Editora CPAD).

I – FAMÍLIA PROJETO DE DEUS

O casamento deve ser para toda a vida. E uma união permanente. No projeto de Deus, o casamento é indissolúvel. Ninguém tem autoridade para separar o que Deus uniu. Marido e mulher devem estar juntos na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na prosperidade e na adversidade. Só a morte pode separá-los (Rm 7.2; 1C o 7.39). O divórcio é uma coisa horrenda aos olhos de Deus. Não há divórcio sem dor, sem trauma, sem feridas, sem vítimas.

É impossível rasgar o que marido e mulher se tornaram (uma só carne), sem muito sofrimento. Embora a sociedade pós-moderna esteja fazendo apologia do divórcio, os princípios de Deus não mudaram, não mudam e jamais mudarão.

  • Somente a morte (1C o 7.2),
  • a infidelidade conjugal (Mt 19.9) e                                                                                      
  • o completo abandono (1C o 7.15) podem legitimar o divórcio e cancelar o pacto conjugal.

O divórcio, portanto, não é apenas antinatural, mas, também, uma rebelião contra Deus e uma conspiração contra a sua lei. (LOPES. Hernandes Dias. Mateus Jesus, O Rei dos reis. Editora Hagnos).

2- A célula mater da sociedade.

Portanto o homem deixará seu pai e sua mãe. Não haverá, por ordem de Deus, uma ligação mais íntima formada entre o homem e a mulher, que pode subsistir mesmo entre pais e filhos. E eles serão uma só carne.

Estas palavras podem ser entendidas em um sentido duplo.

1. Estes dois serão uma só carne, deve ser considerado como um corpo, não tendo direitos separadas ou independentes, privilégios, cuidados, preocupações, todas as coisas que a preocupação do Estado o casamento.

2. Estes dois serão para a produção de uma carne, de sua união uma posteridade brotará, como lembra-se exatamente como eles fazem um ao outro. Nosso Senhor cita estas palavras, Mateus 19:5.

Em Marcos 10:8. Cotações de São Paulo, da mesma forma, 1 Coríntios 6:16, e em; Efésios 5:31. A Vulgata Latina, a Septuaginta, o siríaco, o árabe, e o samaritano, todos lemos a palavra DOIS. Que esta é a leitura genuína não tenho dúvida. A palavra sheneyhem, eles dois ou ambos, foi, suponho, omitido na primeira do texto hebraico, por engano, porque ocorre três palavras depois no verso seguinte, ou, mais provavelmente, que originalmente ocorreu em Gênesis 2:24, 25, e um copista após ter constatado que ele havia escrito duas vezes, na correção de sua cópia, bateu para fora a palavra em Gênesis 2:24, em vez de; 2:25 . Mas, qual a consequência é? Na controvérsia sobre a poligamia, foi feita de consequência muito grande. Sem a palavra, alguns defenderam um homem pode ter esposas como muitos como ele escolhe, como os termos são por tempo indeterminado, ELES será, mas com a palavra casamento, é restrito. Um homem pode ter em união legal, mas uma esposa ao mesmo tempo. Temos aqui a primeira instituição do casamento, e vemos nele em vários elementos dignos de nosso respeito mais grave.

1. Deus pronuncia o estado do celibato para ser um mau estado, ou, se o leitor, por favor, não é uma boa, e o Senhor Deus disse: Não é bom que o homem esteja só. Este é o julgamento de Deus. Conselhos e pais, e médicos, e sínodos, ter dado uma opinião diferente, mas sobre tal assunto são dignos de nenhuma atenção. A Palavra de Deus permanece para sempre.

2. Deus fez a mulher para o homem, e, assim, ele nos mostrou que todo filho de Adão deve ser unido a uma filha de Eva para o fim do mundo. Deus fez a mulher para fora do homem, a insinuar que a íntima união e apego a mais carinhosa, deve subsistir na ligação matrimonial, de modo que o homem deve sempre considerar e tratar a mulher como uma parte de si mesmo, e como ninguém jamais odiou a sua própria carne, mas nutre e sustenta, por isso deve a um acordo com o homem, sua mulher, e por outro lado, a mulher deve considerar que o homem não foi feito para ela , mas que ela foi feita para o homem , e derivado , sob Deus, ela estar com ele, por isso a mulher deve ver que ela reverencia seu marido, Efésios 5:33.

Gênesis 2:23,24 conter as próprias palavras da cerimônia de casamento: Esta é carne da minha carne, e osso de meu osso, por isso o homem deixará seu pai e sua mãe, e se unirá à sua mulher, e serão os dois uma só carne.

Quão feliz deve tal estado ser quando a instituição de Deus é devidamente considerado, em que as partes são casadas, como o apóstolo o expressa, no Senhor, onde cada um, pelos atos do terna bondade, vive apenas para evitar que os desejos e contribuir de todas as maneira possível para o conforto e a felicidade do outro! O casamento ainda pode ser o que era em sua instituição de origem, pura e adequada, e em seu primeiro exercício, carinhoso e feliz, mas como poucos tais casamentos estão lá para ser encontrado! Paixão, turbulento e irregular, e não de religião; personalizado, fundada por essas irregularidades, e não da razão; perspectivas mundanas, originando e terminando no egoísmo e afetos terrenos, e não em fins espirituais, são as causas grandes produtoras de a grande maioria das alianças matrimoniais. Como, então, pode turva tal e amargas fontes enviar águas diante pura e doce? Veja a alegoria antiga de Cupido e Psique, por que o casamento é tão feliz ilustrado, explicou, nas notas sobre Mateus 19:4-6. (ADAM CLARKE. Comentário Bíblico de Adam Clarke).

II – FUNDAMENTOS DA FAMÍLIA CRISTÃ

1- O casamento monogâmico e heterossexual.

Se no Antigo Testamento a poligamia foi tolerada por Deus, no Novo Testamento a monogamia é a regra doutrinária. Jesus em nenhum momento avalizou outra forma de relacionamento conjugal que não fosse a monogamia. Paulo, usado pelo Espírito Santo, doutrinou de forma clara e cristalina sobre esse tema. Escrevendo à igreja de Corinto, formada por judeus e gentios convertidos, deixou claro seu ensino a respeito das relações conjugais (1Co 7.1,2). Ele não disse: “cada um tenhas suas mulheres, ou cada uma tenha seus maridos”; ou, pior ainda: “cada um tenha seu homem, ou cada uma tenha sua mulher”.

A palavra monogamia vem de dois vocábulos gregos: monos (único) e gamos (casamento), ou seja um único homem para uma única mulher.

A monogamia é a forma de união prevista no plano original de Deus para o casamento e para a formação da família. Conforme Gênesis 2.24, esta é a síntese do pensamento de Deus acerca do casamento monogâmico: Deixará “o varão” os seus pais e apegar-se-á à sua mulher” para se unirem sexualmente (“uma só carne”).

Ele não previu “o varão” unir-se “às suas mulheres”. Assim, como a Bíblia registra tantos casos de bigamia e poligamia? Devemos lembrar que toda a prática de atos e fatos errôneos resultaram da rebelião contra Deus, induzida pelo Diabo e levada a efeito pelo primeiro casal. A Queda foi o princípio de todas as distorções, tanto no plano espiritual, como na esfera moral, matrimonial, sexual, social e de toda a ordem estabelecida pelo Criador. (Renovato. Elinaldo,. A Família Cristã e os Ataques do Inimigo. Editora CPAD. 1ª edição: 2013).

2- O casamento indissolúvel e confessional.

No plano de Deus para o casamento, Ele previu a união duradoura entre o esposo e a esposa, durante toda a vida em comum (Gn 2.24). O Criador planejara a vida eterna para o ser humano. Em consequência, a união matrimonial seria eterna.

“Até que a morte os separe”

Na celebração do casamento cristão, os oficiantes enfatizam esse desiderato por causa da realidade da morte física, que pode atingir um ou o outro cônjuge. De fato, não há qualquer justificativa para o fim do casamento, a não ser pelo falecimento de um cônjuge. Somente a falta de amor verdadeiro pode explicar o aborrecimento de um marido por sua mulher, e vice-versa, como causa para a dissolução do casamento. (Renovato. Elinaldo,. A Família Cristã e os Ataques do Inimigo. Editora CPAD. 1ª edição: 2013).

III – A SUTILEZA DA NOVA CONFIGURAÇÃO FAMILIAR

1- Casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Quando Paulo menciona “autoridades superiores” em Romanos 13.1, está referindo-se ao Estado, com seus representantes oficiais. Paulo não defende aqui nenhuma forma específica de governo, mas afirma que esse governo é uma instituição divina. E Deus quem levanta e depõe reis. E ele quem coloca no trono aqueles que governam e os tira do trono. Ele é quem governa o mundo e faz isso mediante as autoridades constituídas. Deus é Deus de ordem, e não de desordem. Ele instituiu o governo, e não a anarquia.

Calvino diz que essas “autoridades superiores” não são as potestades soberanas que dominam um império ou ostentam um domínio soberano, mas as que têm alguma preeminência sobre os demais. Refere-se, por conseguinte, às pessoas chamadas magistrados, e não a uma comparação dos distintos magistrados entre si.

Leenhardt diz que nossa obediência às autoridades não é servil, mas positiva e crítica. A igreja deve ser a consciência do Estado, alertando-o sempre de seu papel.

A autoridade das autoridades possui limites. O Estado não pode ser absolutista, divinizado. Deve ser laico e jamais interferir no foro íntimo das pessoas para escravizar as consciências. A autoridade do Estado é delegada, e não uma autoridade absoluta.

Warren Wiersbe diz que apenas três organizações terrenas foram instituídas por Deus: a família, a igreja e o governo humano. Suas funções não se sobrepõem, e há confusão e problema quando isso acontece.

No decorrer dos séculos a relação do Estado com a igreja tem sido notoriamente controvertida. Quatro modelos principais já foram tentados:

1.o erastianismo (o Estado controla a igreja);

2. a teocracia (a igreja controla o Estado);

3. o constantinismo (compromisso pelo qual se estabelece que o Estado favorece a igreja e está se acomoda ao Estado a fim de garantir seus favores);

4. e a parceria (a igreja e o Estado reconhecem e incentivam um ao outro nas distintas responsabilidades dadas por Deus, em um espírito de colaboração construtiva).

O último parece o que melhor se encaixa no ensino de Paulo aqui em Romanos 13. (LOPES. Hernandes Dias. Romanos O Evangelho segundo Paulo. Editora Hagnos. pag. 422-423).

2- Sexualidade não-binária.

Não-binariedade ou identidade não binária é um termo guarda-chuva (que abarca várias identidades diferentes dentro de si) para identidades de gênero que não são estritamente masculinas ou femininas, estando portanto fora do binário de gênero e da cisnormatividade. Academicamente, a não-binariedade pode ser frequentemente agrupada à inconformidade de gênero. Pessoas não binárias podem classificar a sua identidade de gênero de várias maneiras, entre as quais:

Agênero (ausência total de gênero)

Neutrois (identidade de gênero neutra)

Bigênero (identidade de gênero dupla ou ambígua)

Poligênero (identidade de gênero plural ou múltipla)

Gênero-fluido (identidade de gênero fluida)

Intergênero (identidade de gênero identificada como interligada a uma variação intersexo)

Demigênero (identidade de gênero parcial)

Trigênero (identidade de gênero tripla)

Pangênero (identidade de gênero infinita)

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/G%C3%AAnero_n%C3%A3o_bin%C3%A1rio

O QUE A CIÊNCIA FALA SOBRE ISSO?

A genética humana é o estudo de como os seres humanos herdam características de seus ancestrais; por exemplo, como os filhos muitas vezes se parecem com os pais. Essa disciplina tenta identificar quais características são herdadas e desenvolve os detalhes de como tais características passaram de uma geração a outra.

Um traço é uma característica de um indivíduo, como, por exemplo, a cor dos olhos, a altura ou seu peso. Há muitos outros tipos de traços, e eles podem variar de aspectos diversos do comportamento à resistência a doenças. Os traços, muitas vezes, são herdados; por exemplo, pessoas baixas, em geral, têm filhos baixos. Outros traços vêm da interação entre características herdadas e o ambiente. O modo pelo qual a genética e o ambiente interagem para produzir um traço pode ser complexo. Por exemplo, as chances de alguém morrer de uma doença cardíaca podem depender tanto de seu histórico familiar quanto de seu estilo de vida.

As informações genéticas são carregadas por uma molécula longa, chamada DNA (ácido desoxirribonucleico), que é reproduzido e herdado ao longo das gerações. Os traços são carregados no DNA como instruções para a formação e funcionamento das células no corpo humano. Essas instruções estão localizadas em segmentos do DNA chamados genes. Cada gene é constituído de uma sequência de unidades simples (substâncias químicas), e a ordem dessas unidades forma o código genético. E semelhante à ordem das letras para formar uma palavra. As células no corpo humano podem ler a sequência dessas unidades e decifrar a instrução.

Pessoas diferentes podem ter variações do mesmo gene. Formas diferentes de um tipo de gene são chamadas de alelos diferentes desse gene. Por exemplo, um alelo do gene para a cor do cabelo pode carregar a instrução para produzir muito pigmento de cabelo preto, enquanto outro alelo pode ter uma versão defeituosa dessa instrução para que não seja produzido pigmento preto, portanto o cabelo se torna branco. As mutações são eventos casuais que alteram a sequência do gene, produzindo assim um novo alelo. As mutações podem produzir um novo traço, como transformar um alelo para cabelo preto em um alelo para cabelo branco.

Cromossomos

A palavra cromossomo provém de duas palavras gregas: chroma (cor) e soma (corpo). Os cromossomos são estruturas microscópicas que carregam o material genético de um indivíduo. Eles são estruturas organizadas de DNA e proteína que são encontradas nos núcleos das células do corpo (embora algumas células não tenham um núcleo, por exemplo, os glóbulos vermelhos maduros).

Cada cromossomo é uma peça única do DNA espiral contendo muitos genes, elementos regulatórios e outras sequências. As proteínas nos cromossomos estão vinculadas ao DNA e servem para acondicionar o DNA e controlar suas funções.

Os cromossomos estão presentes na maioria das células do corpo humano na forma de 23 estruturas emparelhadas (exceto aquelas nos óvulos e espermatozoides, nos quais podem ocorrer como estruturas não emparelhadas). Os membros de cada um dos primeiros 22 pares (chamados autossomos) são muito similares ao seu par. Um membro de cada par provém do pai e o outro vem da mãe.

O último par, conhecido como os cromossomos sexuais, é chamado de cromossomos X e Y. O cromossomo X vem da mãe e o cromossomo Y vem do pai. A mulher terá dois cromossomos X, enquanto o homem terá um cromossomo X e um Y.

Em suma, a mulher tem o complemento cromossômico 46 XX (46 cromossomos, incluindo dois cromossomos X, figura 3.1), e o homem tem o complemento cromossômico 46 XY (46 cromossomos, incluindo um cromossomo X e um Y, figura 3.2). O cromossomo Y é muito menor do que o cromossomo X e, por isso, carrega muito menos material genético. A presença do cromossomo Y definirá que o indivíduo será um homem.

O processo de formação dos gametas (espermatozoides e óvulos) é conhecido como meiose. Durante esse processo, há uma troca de material entre cada par de cromossomos (principalmente nos primeiros 22 pares ou autossomos). Essa recombinação de material genético causará muita diversidade genética nos filhos. A divisão celular em outras células do corpo é conhecida como mitose, e as duas células-filhas terão material genético idêntico.

Com técnicas de coloração apropriadas, cada cromossomo pode ser identificado (números 1-22, e os cromossomos X e Y). Esse processo é conhecido como cariotipagem e pode ser realizado em laboratórios de vários países. (John S. H. Tay. NASCIDO GAY? Existem evidências científicas para a homossexualidade? Editora Central Gospel. 1 Ed. 2011. pag. 90-94).

IV – PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA UMA FAMÍLIA SÓLIDA

1- O papel dos pais.

Assim, a família hebreia (misparah) era claramente patriarcal desde os documentos mais antigos: o termo que caracteriza é bêtab, “casa paterna”, as mulheres, nas referências às genealogias, são mencionadas raramente, o parente mais próximo é o tio paterno, cf Lv 25.29, o marido é o baal “senhor” de sua esposa, e o pai tem, sobre todos os que com ele moram, autoridade total, que antigamente lhe dava o direito de decidir sobre a vida ou morte (como no caso de Gn 38.24, em que Judá condena sua nora Tamar por imoralidade).

Sobre essa estrutura familiar, Koester observa que, nas cidades como nas áreas rurais, as famílias eram unidades economicamente semiindependentes que produziam grande parte do alimento e vestuário necessários a partir de matérias-primas. A família incluía o dono da casa, sua mulher, filhos, pais idosos, parentes solteiros e também servos e escravos. Embora o pai como chefe da família fosse uma figura à parte sob muitos aspectos, os demais membros dividiam várias responsabilidades, comiam juntos (incluindo os escravos, pelo menos originariamente) e cumpriam rituais religiosos.

Assim, dentro desse contexto, os papéis eram bem definidos. A mulher, por meio de sua missão de dar à luz, garantia a continuidade da família.

Cabia a ela cuidar das crianças até o desmame, que acontecia entre os 3 e 5 anos de idade. Dessa forma, a mulher possuía um papel central na educação dos filhos, iniciando-as na tradição cultural, bem como na esfera religiosa. Assim, Fideles destaca que “o papel da mulher era delimitado pelo papel da dona de casa, que deveria ocupar-se dos filhos, da casa, e assumir todas as tarefas ‘naturalmente’ cabíveis ao feminino”.

Por outro lado, cabia ao pai o papel de ensinar os filhos as atividades manuais bem como inseri-los nas atividades religiosas. De acordo com Figueira e Junqueira.

A visão desde o antigo Israel era de que os pais representavam a autoridade de Deus e por isso tinham a função de ensinar e orientar os filhos, e desde pequenos os filhos participavam dos ritos domésticos, das festas e frequentavam os santuários (1Sm 1.4,20). Lá ouviam os salmos e as narrativas históricas. A instrução familiar também ocorria nos ambientes de trabalho (roçado e comércio), na porta e nas ruas (cf Pv 1-9). De acordo com a estruturação da sociedade a partir da Lei (Torá), o ensino fundamental das tradições para as crianças começava com o livro de Levítico. (Gonçalves. José,. Os Ataques Contra a Igreja de Cristo. As Sutilezas de Satanás neste Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022).

2- O papel da igreja.

Podemos dizer que o lar deve ser uma extensão da igreja, e a igreja, uma extensão do lar. A família de Deus deve viver e conviver no ambiente do lar, de tal forma que a presença de Deus possa ser sentida, no seu seio, não apenas quando seus membros reúnem-se na igreja local.

Quando uma família serve a Deus, e os pais cultivam o saudável costume de realizar o culto doméstico, os filhos valorizam o lugar onde se adora ao Senhor coletivamente.

Para que a família, ou o lar, seja uma extensão da igreja local, é da maior importância que, no lar, haja um ambiente espiritual, que valorize a adoração a Deus. Se adolescentes e jovens, além de viverem plugados na internet, passam horas diante da televisão secular, assistindo novelas e outros programas alienantes, será muito difícil alcançar-se esse objetivo de ver a família integrada na igreja. A solução para possibilitar essa integração família-igreja e vice-versa é a realização do culto doméstico.

A IGREJA ACOLHENDO AS FAMÍLIAS

A maior parte das famílias, no mundo atual, está desorientada, sem rumo e sem segurança, em direção à eternidade. O espírito do anticristo trabalha diuturnamente para destruir a instituição familiar. A Igreja do Senhor Jesus Cristo é a única entidade, no mundo, que se preocupa com o futuro espiritual da família. E no ambiente da igreja local, que a comunidade em sua volta pode descobrir que existe uma proposta relevante para o fortalecimento do casamento, do lar e da família.

  1. A natureza humana da igreja

Em todos os lugares onde há pessoas, há problemas de relacionamento humano. A igreja, no seu aspecto local, não poderia ser diferente.

Ela não é formada por anjos, ou por espíritos, mas por pessoas, de carne e osso, com suas virtudes e defeitos. Só a igreja no seu sentido universal, como noiva do Cordeiro, é que não tem problemas ou defeitos. As lideranças cristãs devem atentar bem para a realidade humana, na igreja local.

Não há mais lugar, nos tempos presentes, para governos autocráticos e prepotentes, que dirigiam a igreja como se fossem seus donos ou seus capatazes, com poderes absolutos sobre as vidas das pessoas e de suas famílias.

Esse estilo foi causador de muitas divisões e descontentamentos, e matou muitas pessoas, excluídas por motivos banais, sem fundamento bíblico. Esse tempo passou.

Por outro lado, não se deve admitir que a igreja local é espaço para o governo democrático, no sentido sociológico da palavra, como “governo do povo, pelo povo e para o povo”. Esse estilo também mata.

Conduz o povo ao liberalismo e ao relativismo, que ignora os ditames da Palavra de Deus. Mas é possível, com sabedoria e graça de Deus, desenvolver-se uma liderança participativa. Primeiro, com a participação de Deus, através do Espírito Santo, governando o lado espiritual.

Em segundo lugar, com a participação da liderança, em harmonia e integração com os liderados, nas decisões de ordem humana ou administrativas.

  • As necessidades das pessoas

A igreja não pode atender a todas as necessidades pessoais, mas pode usar os recursos concedidos por Deus para atendê-las da melhor maneira possível, com a graça, a sabedoria e a unção de Deus. Podemos resumir as necessidades das pessoas e de suas famílias, como se segue:

Necessidades espirituais

São as necessidades mais prementes do espírito humano. As pessoas, quando aceitam a Cristo como Salvador, vêm do mundo sentindo suas grandes necessidades espirituais. Elas necessitam de salvação, graça, conhecimento de Deus, amor de Deus, e de paz com Deus (Rm 5.1); suas almas anelam ter alegria espiritual (Lc 1.47); paz de espírito (Fp 4.6).

É Deus, através do Espírito Santo, quem satisfaz plenamente a essas necessidades. Mas é a igreja local que torna essa assistência concreta na vida das pessoas, evangelizando, congregando, cultuando, ensinando, discipulando, com amor e compreensão, e levando os crentes à dimensão espiritual mais elevada. Famílias bem discipuladas podem contribuir para o crescimento na graça e conhecimento do Senhor Jesus Cristo (cf. 2 Pe 3.18).

Necessidades emocionais

São necessidades da alma. O salmista expressou esse tipo de necessidade, quando exclamou: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?” (SI 42.2).

As pessoas procuram a igreja porque esperam obter nela a satisfação dessas necessidades intangíveis, que os bens materiais não podem satisfazer. Através da adoração, da comunhão fraternal e do bom relacionamento humano; de momentos de confraternização, de atenção, empatia, dedicação ao relacionamento interpessoal, de aconselhamento, nos momentos de necessidade, bem como de momentos de sadia confraternização social, a igreja local torna-se acolhedora e relevante para a maioria dos que a ela se dirigem.

É fato que a igreja jamais poderá satisfazer às expectativas de todas as pessoas. Sempre haverá alguém insatisfeito. Nem Jesus Cristo satisfez a todos. Quando a liderança da igreja entende que as pessoas não têm só necessidades espirituais, mas emocionais e até físicas, ele pode ser bem-sucedido no seu ministério.

  • Laços psicológicos entre as pessoas

No relacionamento interpessoal, na igreja, observam-se as reações que normalmente afetam todas as pessoas, sejam crentes ou não. O ser humano não se livra de seus sentimentos positivou ou negativos pelo fato de aceitaram a Cristo. Seus temperamentos continuam com suas virtudes e defeitos. E precisam ser orientadas a cultivar as virtudes e evitar a expressão de suas fraquezas. Há mensagens abundantes na Palavra de Deus que orientam o bom relacionamento humano.

Antipatia

Pode parecer estranho, mas há pessoas que sentem antipatia por outras.

E, quando esse fenômeno é acentuado, a igreja pode sofrer desgaste e suas ações podem não ser bem-sucedidas, nas diversas atividades. Se as pessoas não têm simpatia uma com a outra, o trabalho não produz. Na igreja, infelizmente, isso pode ser observado. O Diabo tem procurado cirandar muito, jogando uns contra os outros, provocando dissenção entre irmãos.

Simpatia

Quando há simpatia, há colaboração, há cooperação, e o trabalho da igreja rende mais. Paulo elogiou o trabalho de Tito e de companheiros que o ajudavam em seu ministério, identificando-se com ele (2Co 8.22,23).

As igrejas precisam de pessoas com esse caráter; as famílias precisam desenvolver laços de amizade entre seus membros, para que possam levar esses sentimentos à igreja local. Entre o líder e os membros da igreja podem manifestar-se esses sentimentos, bem como entre o líder e seus colegas de ministério. É preciso vigiar as emoções. Deus não admite que aborreçamos um irmão. É perigoso e pode comprometer a salvação. Quem aborrece a seu irmão é considerado assassino (1Jo 3.15,16). Renovato. Elinaldo,. A Família Cristã e os Ataques do Inimigo. Editora CPAD. 1ª edição: 2013.

CONCLUSÃO

A nossa família é o bem maior que Deus nos deu. Nesse sentido, a lição nos convida a um compromisso com Ele e a nossa família. Incentive a classe a orar pela família, a estabelecer uma meta de ensinar a Palavra de Deus sistematicamente e a cultivar os valores da Bíblia no lar. É tempo de buscar a presença de Deus em família. É tempo de viver na presença do Espírito Santo em família.

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