EBD – A Sutileza do materialismo e do ateísmo

Pr. Sérgio Loureiro
Pr. Sérgio Loureiro
Sou o Pastor Sérgio Loureiro, Casado com Neusimar Loureiro, Pai de Lucas e Daniela Loureiro. Graduando em Administração e Graduando em Teologia. Congrego na Assembleia de Deus em Bela Vista - SG
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Prezados professores e alunos,

Paz do Senhor!

“Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis.” (Rm 1.20).

O objetivo desta lição é apresentar o perigo e a incompatibilidade da cultura materialista moderna com os princípios da fé cristã. Por isso, mostraremos o perigo da filosofia materialista e ateísta e como a igreja deve se comportar diante dela. Essa lição traz luz para responder o porquê de muitos movimentos contemporâneos surgirem para confrontar a Igreja. Boa aula!

Encontramos muitos relatos do que ocorre em sala de aula. O pastor Silas Daniel em seu livro diz  “Há alguns anos, presenciei em sala de aula um professor pregar que a grande solução para os problemas da humanidade é o fim da religião.

Segundo ele, o mundo só seria melhor com a vitória do ateísmo. Claro que não pude ficar calado. Comecei amistosamente um debate em que as ideias dele foram confrontadas e, ao final, a maioria esmagadora da turma, que antes assistia calada e condescendente suas afirmações, optou por discordar dele.

Mas, nem sempre é assim. Há professores que sequer aceitam o debate e quem discordar de suas posições é rechaçado rápida e acidamente. Tal posicionamento é mais comum do que se imagina. Está não só nas universidades, mas na mídia.

Cristãos e suas posições são ignorados flagrantemente em debates. São discriminados, escanteados. A fé é vista como arqui-inimiga da Ciência e dos “avanços sociais”. É taxada como “coisa de ultrapassado e fanático”.

Enquanto isso, as afirmações de ateus e liberais são vistas como genuínas, puras e perfeitas científica e socialmente. E quando alguém tenta contradizer isso, mesmo que polidamente, começa a guerra.

Veja o que está acontecendo nos Estados Unidos.

Ali, surgiu um movimento de contra-ataque a essa onda liberal, demonstrando a cosmovisão cristã como

 (1) a alternativa mais coerente para entender a vida e

(2) um movimento sadio de contra-cultura com um sólido arcabouço científico. Resultado? Os ateus e liberais, pegos de surpresa pelas fortes argumentações da cosmovisão cristã, têm se esforçado desesperadamente para esconder ou minimizar essas argumentações e desacreditar o cristianismo como nunca antes fizeram em toda a história daquele país. Já estão, inclusive, apelando, partindo para um ataque baixo, nervoso, emocional e intolerante. Vamos aos nomes.

Recentemente, três cientistas norte-americanos de destaque internacional lançaram livros pedindo exatamente o fim da religião. Não que eles pensem, ingenuamente, que um dia não mais existirão religiões no mundo, mas seus ataques pretendem influenciar o aumento das mordaças sobre a fé, para que ela perca a sua relevância. Para esses cientistas, o maior mal do mundo atende pelo nome de “religião” ou “fé”. Principalmente “fé cristã”.

O primeiro foi o zoólogo britânico Richard Dawkins, um dos mais conhecidos pesquisadores do evolucionismo. Ele publicou em setembro de 2006 o livro The GodDelusion (publicado no Brasil sob o título “Deus, um delírio”), com base em um documentário que fez para a tevê britânica.

Logo em seguida, ainda em 2006, o neurocientista norte-americano Sam Harris lançou Letter to a Christian Nation (Carta a uma Nação Cristã).

Sua obra tenta desafiar a fé cristã, criticando-a com frágeis argumentos pró-ateísmo. O último, publicado em novembro de 2006 (e no Brasil em dezembro), é do filósofo norte-americano Daniel Dennett. Chama-se Breaking the Spell (Quebrando o encanto: a religião como fenômeno natural), e pretende explicar o surgimento da fé e o papel das religiões. Como define matéria publicada na revista Época, edição 443, de 13/11/06 (A igreja dos novos ateus), a mensagem central das três obras é que “a religiosidade faz mais mal do que bem à humanidade”.

Isto é, “Se não conseguimos vencê-los no debate, vamos eliminá-los!”

Bem “sadio”, não?

São essas ideias que têm sido propaladas hoje em dia, contando com todo o apoio da mídia, às vezes veladamente, às vezes não. Não estou dizendo com isso que creio que o mundo vai se tornar menos religioso devido a esses ataques. Não, o problema não é esse. A maioria dos seres humanos sempre será religiosa. O problema está na influência desse discurso anti-religioso nas decisões políticas que afetam a sociedade como um todo.

Essas ideias liberais anti-religiosas estão embutidas em atos políticos, em omissões descabidas ou em projetos de lei que vez por outra aparecem propondo limites à liberdade religiosa e criando mecanismos inibidores da proclamação da mensagem do evangelho em sua integralidade. (Daniel, Silas. A Sedução das Novas Teologias. Editora: CPAD).

I – COMPREENDENDO O MATERIALISMO E O ATEÍSMO

1- O Materialismo.

O Materialismo é a doutrina segundo a qual a matéria é a única realidade que existe. O Materialismo tenta reduzir tudo à matéria, fazendo a exclusão da mente. Esta proposta é autodestrutiva porque independente da análise que façamos da matéria, sempre haverá um “eu” que fica do lado de fora do objeto da minha análise. Mesmo quando analiso a mim mesmo, existe um “eu” que transcende a “mim.” Jamais consigo capturar o meu “eu” transcendental (o ego); somente consigo pegá-lo, por assim dizer, a partir do “canto do meu olho.” Se eu tentar colocar o meu “eu” no tubo de ensaio, surgirá um “mim,” para o qual o “eu” inapreensível estará olhando. Sempre haverá mais do que “mim”; existe o “eu” que não é meramente o “mim.” Ao contrário do materialismo, portanto, nem tudo é reduzível ao “eu.” A mente antecede e é independente da matéria. (GEISLER. Norman. Teologia Sistemática INTRODUÇÃO A TEOLOGIA Pecado, Salvação, A Igreja e as Últimas Coisas. Editora CPAD).

2- O Ateísmo.

A palavra vem do grego a, “não”, e theos, “Deus”. Ê a descrença na existência de um deus, Deus ou deuses específicos, a descrença em conceitos que os homens têm de deus, Deus ou deuses. Ou então, é a negação de qualquer realidade sobrenatural.

O adjetivo bíblico atheos ocorre apenas uma vez no NT (Ef 2.12). O ateísmo com o qual os cristãos estão principalmente preocupados não é tanto o da negação dogmática de que “Deus exista” de alguma forma, mas o da negação de que Cristo é “galardoador dos que o buscam” (Hb 11.6). Em resumo o Materialismo postula que a matéria é a única realidade que existe. O Ateísmo é a doutrina que nega a existência de Deus.

II – RAÍZES DO MATERIALISMO E ATEÍSMO

1- A consequência do pecado.

O termo introdutório “os maus desígnios”, dialogismoi, literalmente significa “os maus diálogos”. Uma pessoa está quase sempre dialogando em sua própria mente, arrazoando, cogitando, deliberando. Esses diálogos provocam ações e estimulam o estado interior.

Vejamos primeiro, as seis ações pecaminosas.

Prostituição – O termo “pornéia” indica o pecado sexual em geral, todo comportamento sexual ilícito, seja dentro ou fora do casamento. A prostituição inclui a pornografia, a fornicação, o adultério, o homossexualismo, bem como toda impureza moral.

Furtos. Na língua grega há duas palavras para furto: “kleptes” e “lestes”. Lestes é o bandoleiro, assaltante. Barrabás era um lestes (Jo 18.40). Kleptes é um ladrão. Judas era um ladrão quando subtraía da bolsa (Jo 12.6). A palavra usada aqui é klopai. O furto é a apropriação daquilo que não nos pertence. É a posse intencional daquilo que pertence a outro: seja o governo civil, o próximo, ou mesmo Deus.

Homicídios. Inclui tanto o ato quanto o desejo de tirar a vida do próximo. Esse pecado inclui tanto o ódio, quanto o assassinato.

Adultérios. Essa é a violação dos laços do matrimônio, envolvendo um ato sexual voluntário entre um homem e uma mulher que não seja o seu cônjuge. Jesus ampliou a transgressão desse pecado para o olhar cobiçoso (Mt 5.28).

A avareza. Avareza é um apego idolátrico às coisas materiais, sonegando toda sorte de ajuda ao próximo nas suas necessidades. O termo usado é pleonexiai, o desejo ardente de ter o que pertence a outros. A ganância é como uma peneira que nunca fica cheia.

As malícias. Isso poderia muito bem ser um somatório de todas as manifestações iníquas, tanto as já mencionadas quanto as outras.

Veja em seguida os pecados que retratam o estado do coração:

Dolo. O dolo pode ser definido como artimanhas do engano.

Lascívia. Impulso pecaminoso como luxúria e licenciosidade.

Inveja. É o desprazer de ver uma pessoa possuir algo. William Hendriksen diz que esse é um dos pecados mais destrutivos da alma. Ela é como podridão nos ossos (Pv 14.30). Nossa palavra inveja vem do latim “invidia”, que significa “olhar contra”, ou seja, olhar com má vontade para outra pessoa por causa do que ela tem ou é. Foi a inveja que provou a morte de Abel, jogou José no poço, provocou a revolta de Core, Datã e Abirão, levou Saul a perseguir Davi, gerou as palavras rancorosas do “irmão mais velho” do pródigo e crucificou Jesus.

Blasfêmia. Palavras abusivas e difamações. Refere-se à difamação do caráter, ao xingamento, à calúnia, linguagem desdenhosa ou insolente dirigida contra outra pessoa, seja diretamente para ela, ou pelas suas costas.

Soberba. A tendência maligna de imaginar-se melhor, mais hábil ou maior do que os outros.

Loucura. William Hendriksen diz que esse termo resume as cinco propensões e palavras anteriores.

O remédio é um novo coração. É mais difícil ter um coração limpo do que mãos limpas. De fato, é impossível ter uma vida aceitável a Deus, com nossos corações contaminados longe de sua graça purificadora. O evangelho trabalha de dentro para fora, provendo a motivação interna necessária para adquirir caráter justo e para livrar-se “de toda impureza e acúmulo de maldade” (Tg 1.21). LOPES. Hernandes Dias. Marcos O Evangelho dos milagres. Editora Hagnos. 1ª Ed. 2006.

2- A cegueira espiritual.

A cegueira pode  impedir a “iluminação” referida em 2Cor 3.18. Deve haver uma atitude acolhedora, por p arte da mente e da alma do indivíduo, para que a luz do evangelho venha a brilhar da parte da glória de Cristo, e se mostre eficaz. Satanás puxa o véu para sobre as mentes e corações dos incrédulos. Alguns deles tornam-se incapazes de serem atingidos pela mensagem do evangelho, não se deixando convencer, pelo menos nesta esfera terrena, conforme a experiência humana nos ensina claramente.

Portanto o Materialismo e o Ateísmo são consequências diretas do pecado e da cegueira espiritual idealizada pelo deus deste século.

III – PRESSUPOSTOS DAS DOUTRINAS MATERIALISTAS E ATEÍSTAS

1- Negação da existência de Deus.

A negação das pessoas em relação à sua própria consciência da existência de Deus é o que as deixa sem desculpas. Quando Paulo diz que elas conheciam a Deus [tendo conhecido a Deus], ele não estava descrevendo um conhecimento que podia salvá-las, mas um conhecimento que simplesmente reconhecia a existência de Deus. Ele estava descrevendo uma consciência da existência de Deus, que, se não suprimida, seria estimulada por Deus. Mas como os seres humanos, de fato, suprimiram a verdade sobre Deus, as seguintes calamidades se seguiram:

(1) eles não o glorificaram como Deus;

(2) eles não lhe deram graças;

(3) nessa carência, começaram a ter ideias tolas a respeito de como Deus é; e

(4) no final o seu coração insensato se obscureceu.

Quando as pessoas se recusam a reconhecer Deus como Criador, elas também falham em glorificar ou agradecer a Ele pelas suas dádivas – alimento, roupa, abrigo e até mesmo, a própria vida. Quando elas negam a Deus, abrem a porta para o mal. Omitir o que é bom, inevitavelmente conduz a comprometer-se com o mal. A ingratidão pode parecer algo pequeno, mas ela dá início à espiral descendente que leva à depravação.

Esquecer-se de agradecer a Deus por tudo que Ele é, e por tudo que Ele fez, revela um egoísmo perigoso. Isto causa pensamentos e planos fúteis, trevas, orgulho, cegueira, e finalmente a completa separação de Deus que irrompe em um dilúvio de pecados. (Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. 2a Impressão: 2010).

2- Negação de que o homem é um ser singular.

Os animais foram criados “conforme a sua espécie”, Mas o homem foi criado ״conforme a espécie de Deus”, ou seja, de acordo com a Sua natureza, o que prevê a final participação do homem na natureza divina. Esse é o nosso mais elevado conceito religioso. Paulo foi quem o desenvolveu. Há muitos mistérios ligados a ele.

A imagem no hebraico, “selem” fala sobre a imagem mental, moral e espiritual de Deus, O homem veio à existência compartilhando de algo da natureza divina: e em Cristo, essa imagem é grandemente fomentada, a ponto de os salvos virem a compartilhar da natureza divina, em um sentido finito, mas real. Os atributos de Deus como Sua veracidade, sabedoria, amor, santidade e justiça passam a ser atributos dos salvos, posto que parcialmente. Isso eleva o homem muito acima do reino animal. (CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos).

Resumindo a negação da existência de Deus e a negação da singularidade do homem são os pressupostos do Materialismo e do Ateísmo.

IV – RESPONDENDO AO MATERIALISMO E AO ATEÍSMO

1- Afirmando as verdades da Bíblia. (Hb 1.1,2)

A sanidade e a certeza diante do caos e do murmúrio de muitas vozes são possíveis somente na redescoberta do fato de que Deus falou. Deus é iminente e transcendente nos afazeres dos homens. Jesus Cristo é o Autor e a Origem da fé cristã; ao nos defrontarmos com sua pessoa e ministério terreno estamos nos defrontando com Deus.

a) A revelação passada de Deus (1.1a). O autor inspirado está se referindo aqui não à revelação geral na natureza e na consciência, feita a todos os homens, mas à revelação especial, feita aos pais, i.e., à nação hebraica e seus antepassados. A pessoa de Deus, junto com sua santidade de caráter e vontade soberana para seu povo, foi revelada “muitas vezes e de várias maneiras”.  Embora os tempos e os métodos variassem bastante, a forma era uniforme — pelos profetas. O escritor aos Hebreus está determinado a ajudar seus companheiros hebreus vacilantes a ouvir a mensagem completa de Deus transmitida por meio do seu Filho. E uma mensagem que excede em muito o que havia sido revelado até então, uma mensagem de redenção perfeita e que em seu caráter definitivo constitui um ultimato solene.

b) A revelação progressiva de Deus (1.1b). A auto-revelação de Deus foi progressiva pelo menos no sentido de que a palavra dos profetas era cumulativa. Quando nos referimos aos profetas entendemos que são não somente os que proferiram mensagens orais, mas todos os autores do Antigo Testamento. O que Deus disse por meio de Moisés aos israelitas no deserto também disse a Esdras e sua geração por meio do livro de Moisés. Da mesma forma que um pequeno córrego se transforma em um grande rio, a Palavra de Deus se torna compacta e completa, suficiente para preparar os judeus e aprovar esses cristãos hebreus, se tiverem olhos para ver e ouvidos para ouvir. Jesus considerou o Antigo Testamento uma testemunha adequada dele próprio (Jo 5.39-47).

c) A revelação perfeita de Deus (1.1b). As locuções contrastantes “antigamente” (1.1a) e nestes últimos dias são suficientes para descartar qualquer noção de que a revelação de Deus pode ser dissociada dos acontecimentos históricos. Pelo contrário, os acontecimentos estruturam as verdades derivadas deles. Embora a atenção seja aqui focada na revelação recente em um Filho, isto também é um acontecimento histórico concreto, na verdade uma Pessoa, identificada por todos os cristãos hebreus como Jesus de Nazaré. Encontramos aqui a revelação completa e culminante. Jesus Cristo é a Palavra final e completa de Deus ao homem; tudo que veio antes dele é parcial e preparatório, e tudo que veio depois é a ampliação e clarificação dessa Palavra. Deus fala por intermédio das palavras do nosso Senhor, mas também por meio dos acontecimentos do seu ministério redentor, sua concepção e nascimento, sua vida, morte, ressurreição e ascensão.

2- Fazendo uso correto da razão.

Deus existe? A pergunta que serve de título para este capítulo pode soar estranha numa obra de teologia. Porém, trata-se de uma pergunta que os incrédulos fazem e, talvez, algumas vezes até os crentes. De início, é preciso que se diga que a existência de Deus é a grande afirmação pressuposta pela Bíblia.

A Bíblia não tenta provar a existência de Deus, ela simplesmente a assume como um fato. O excelente teólogo reformado Louis Berkhof afirma: “Para nós a existência de Deus é a grande pressuposição da teologia”. De fato, nenhum teólogo poderia negar a existência de Deus, pois isso o faria automaticamente ficar sem profissão. Porém, ao longo da História, filósofos e teólogos têm debatido sobre a questão sobre se a mente humana pode ter certeza da existência divina. Será que a existência de Deus é algo que deve ser aceito somente pela fé? Ou será que é possível, a partir da razão e de argumentos racionais, provar a existência de Deus?

Desde já é preciso que se admita que a fé é absolutamente necessária para que se aceite a existência de Deus. Mas o ponto a ser discutido é: Esta fé se baseia em quê? Além do mais, o que poderia ser excluído desse princípio?

Quando é que a fé não é necessária? Será que temos provas suficientes para todas as nossas crenças, sejam religiosas, científicas ou morais? O fato é que cremos. Crer nada mais é do que exercitar a fé. Nesse sentido, os defensores de muitas teorias científicas modernas talvez sejam os mais crentes.

Eles acreditam em teorias, defendem essas teorias fanaticamente, e elaboram outras teorias com base nelas, O fato é que o ser humano decide em que crê e em que não crê. Uma pessoa pode ter todas as provas diante de si, e ainda assim negar a realidade de algum fato, desde que não queira acreditar nesse fato. Isso pode ser visto facilmente em tempos de eleição para cargos políticos, ou nos tribunais. Por outro lado, quando alguém deseja crer, nada o faz mudar de ideia, ainda que as provas sejam escassas. Uma coisa precisa ficar clara: mesmo que existissem provas explícitas da existência de Deus, as pessoas não deixariam de negar a existência dele. A questão deste capítulo não é a existência da fé em Deus, mas sim a racionalidade dessa fé. Crer irracionalmente não é uma fé saudável. A diferenciação que se pretende estabelecer aqui é que todos se guiam por algum tipo de fé, mas a fé autêntica é a que tem bases sólidas. Mas isso não quer dizer que a razão será o árbitro da fé, como se pretendia no Iluminismo. O único árbitro da fé é a revelação. A revelação é a base sólida sobre a qual edificar a fé. (Lima. Leandro Antônio de, Razão da esperança – Teologia para hoje. Editora Cultura Cristã. 1 Ed. 2006).

Portanto a Igreja se posiciona diante do Materialismo e do Ateísmo afirmando as verdades bíblicas e fazendo o uso correto da razão.

CONCLUSÃO

É preciso que se aplique à vida do aluno a verdade de que nós somos a imagem do Criador. Essa afirmação teológica clássica traz a dimensão da dignidade do ser humano. Só podemos falar de dignidade humana pressupondo a existência de um Deus cuja referência de sua natureza é o amor. Sem Ele, não há dignidade humana.

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