EBD – AS Sutilezas de satanás contra a Igreja de Cristo

Pr. Sérgio Loureiro
Pr. Sérgio Loureiro
Sou o Pastor Sérgio Loureiro, Casado com Neusimar Loureiro, Pai de Lucas e Daniela Loureiro. Graduando em Administração e Graduando em Teologia. Congrego na Assembleia de Deus em Bela Vista - SG
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Prezados professores e alunos,

Paz do Senhor!

A Igreja está sob ataque. Esses ataques são sutis e perspicazes. Amados irmãos neste trimestre, estudaremos a respeito das Sutilezas de Satanás contra a Igreja de Cristo. Para desenvolver esse importante tema, contaremos com o comentário do pastor José Gonçalves, mestre em Teologia, escritor, articulista e líder da AD em Água Branca (PI).

Introdução

Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm a consciência cauterizada, que proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos com gratidão pelos que creem e conhecem a verdade. Pois tudo o que Deus criou é bom, e, se recebido com gratidão, nada é recusável, porque é santificado pela palavra de Deus e pela oração. Expondo estas coisas aos irmãos, você será um bom ministro de Cristo Jesus, alimentado com as palavras da fé e da boa doutrina que você tem seguido. Mas rejeite as fábulas profanas e de velhas caducas. Exercite-se, pessoalmente, na piedade. Pois o exercício físico tem algum valor, mas a piedade tem valor para tudo, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de vir. Fiel é esta palavra e digna de inteira aceitação. Pois é para esse fim que trabalhamos e nos esforçamos, porque temos posto a nossa esperança no Deus vivo, Salvador de todos, especialmente dos que creem. (1Tm 4.1-10, NAA)

O escritor Paul E. Holdcraft disse certa feita que “o diabo pode estar fora de moda, mas não de suas maléficas atividades”. Os cristãos ao longo da história se aperceberam desse fato. O Diabo não deixou de ser Diabo nem tampouco de trabalhar. Contudo, devemos dizer que a maneira como o Inimigo trabalha nem sempre é percebida. Em vez de se expor, o Adversário prefere o anonimato ou os bastidores no qual veladamente máquina e executa suas nefastas atividades. A sutileza é a marca registrada de suas ações. Quanto a isso, as Escrituras são bastante claras:

“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Ef 6.11).

Gonçalves. José, Os Ataques Contra a Igreja de Cristo. As Sutilezas de Satanás neste Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022.

I – A IGREJA SOB ATAQUE

1- A sutileza do ataque.

No presente século, a igreja e a família estão sob ataque das forças do inferno de maneira sistemática e insidiosa. Em todos os tempos, esse ataque tem sido real. Mas nunca como nos dias presentes. Satanás tem conseguido mobilizar governos, sistemas judiciários, escolas e faculdades, para minar as bases da instituição familiar e da igreja. Só em Cristo a família e a igreja podem resistir às investidas satânicas.

Formadores de opinião trabalham para a destruição da entidade familiar e instituição chamada igreja, tal como Deus a criou,  a aquela pela união de um homem e de uma mulher, através do casamento e essa pela morte e ressurreição de Cristo. Em relação à família a sociedade sem Deus admite outros “arranjos”. O Supremo Tribunal Federal do Brasil aprovou lei que considera a união homossexual “união estável”, ou, o que é pior, “entidade familiar”, torcendo e distorcendo o sentido de família, de acordo com a Constituição do País. O que significa isso? Total desprezo à Palavra de Deus, que considera tais uniões “abominação ao Senhor” (Lv 18.22; 20.13).

É tão terrível o ataque à família na área da sexualidade, que um líder gay declarou, anos atrás, que os filhos dos conservadores, nos Estados Unidos, seriam alvo da sodomia. O Reverendo Louis Sheldon, Presidente da “Coalizão dos Valores Tradicionais” naquele país, registrou o discurso de um representante do segmento homossexual, com a desfaçatez e a arrogância própria da maioria desse grupo social, no jornal Gay Community News, escrito pelo ativista Michael Swift:

Vamos sodomizar seus filhos, símbolo de sua frágil masculinidade, de seus sonhos superficiais e mentiras vulgares. Vamos seduzi-los em suas escolas, em suas repúblicas, em seus ginásios, em seus vestiários, em suas arenas de esportes, em seus seminários, em seus grupos de jovens, nos banheiros de seus cinemas, nos alojamentos de seu exército, nas paradas de seus caminhões, em todos os seus clubes masculinos, em todas as suas sessões plenárias, em todos os lugares onde homens estejam juntos com outros homens. Seus filhos se tornarão nossos subordinados e farão tudo o que dissermos. Serão remodelados à nossa imagem. Eles suplicarão po r nós e nos adorarão” (grifo nosso).

As declarações desse líder homossexual revelam de modo cristalino a estratégia diabólica para dominar a sociedade. Os homossexuais não querem apenas o respeito a seus direitos. Eles têm um projeto de poder, de dominação, principalmente das crianças e dos jovens, para comprometer o futuro das nações, submetendo-as às suas ordens. Vejam bem os leitores o que o representante do Diabo disse: “Seus filhos se tornarão nossos subordinados e farão tudo o que dissermos”. Dá para duvidar da natureza maligna de uma declaração como essa?

São as “portas do inferno”, batalhando para destruir a família e os princípios defendidos pela Igreja do Senhor Jesus. Mas essas portas satânicas não prevalecerão. É uma questão de tempo. O Supremo Juiz do Universo não dorme nem cochila. Seu sistema divino de controle, de acompanhamento da História e das ações de todos os homens é o mais perfeito do universo. Nada escapa ao seu olhar. Ele a tudo vê. Mas só age, e agirá, no seu tempo, no seu “kairós \ tempo que só a Ele pertence.

Aparentemente, Deus não está agindo. Mas está. A seu modo, no seu tempo.

A Igreja do Senhor Jesus Cristo é a porta-voz de Deus. Ela tem uma missão proclamadora do evangelho, mas também de denúncia contra a pecaminosidade que destrói a sociedade, como um câncer enganoso, que aparenta inofensivo, mas está causando metástase em todo o tecido social. A família está sendo destruída. A prostituição, as drogas e a violência são vivenciadas em todos os lugares. Antes, só nas grandes metrópoles que esses males eram mais sentidos. Hoje, porém, com a influência dos meios de comunicação, os costumes têm mudado drasticamente, alcançando todos os rincões do país. Seja nas grandes capitais, seja nos menores distritos, vilas e povoados, a influência nefanda desse falso “progresso” tem chegado, dominando as mentes e as consciências. Infelizmente, os governos estão alinhados com o espírito do Anticristo.

Quase sem exceção, todos estão de acordo com as mudanças perniciosas que se voltam contra a família. Até porque, com a “nova visão de mundo”, a família tradicional é considerada ultrapassada. O casamento monogâmico e heterossexual é retrógrado e precisa dar lugar a “novas configurações de família”. Uma ministra do atual governo declarou à imprensa que “essa família, composta de papai, mamãe e filhos” está ultrapassada. Novos “arranjos familiares” se imporão.

Tal declaração identifica mais uma agente do Anticristo. Desgraçadamente, esses agentes ocupam cargos importantes em todas as esferas de direção do país. E eles têm poder político para aprovarem seus intentos afrontosos contra a Palavra do Senhor. Assim, a igreja de Jesus, formada de famílias cristãs, não pode ficar silente, omissa e acovardada.

Tem que demonstrar que tem poder espiritual e moral para fazer frente à onda satânica que tomou conta da maioria dos governos e instituições do mundo. Somente com a mensagem poderosa do evangelho de Cristo, é possível salvar a família da destruição total, preconizada pelo Diabo e seus agentes humanos. (Renovato. Elinaldo, A Família Cristã e os Ataques do Inimigo. Editora CPAD. 1ª edição: 2013.

2- O alerta para o povo de Deus.

O mesmo Espírito que havia inspirado Paulo a alertar os presbíteros de Éfeso acerca da chegada dos falsos mestres (At 20.29,30), agora leva Paulo a alertar Timóteo, pastor da igreja de Éfeso, de que esse tempo chegaria e o resultado seria a apostasia de alguns. O mesmo Espírito que revela o mistério da beatitude desvenda também o poder opositor dos espíritos aliciadores. O Espírito da profecia revela tanto o mistério de Deus como o poder mentiroso do mal.

3- A Igreja na reta final.

“…nos últimos tempos…” A expressão neotestamentária usual é “eschatos”, que significa “último”. Mas aqui é usado o comparativo, “usteros”, “piais tarde”. Isso poderia significar “em alguma crise posterior”, ou nos “dias finais”. Esta última possibilidade tem sido preferida pelos intérpretes, pois o autor não falava do que ainda era «futuro» para ele, mas antes, sobre o que é “posterior”, em comparação com tempos anteriores, quando ainda não havia qualquer manifestação herética. O escritor sagrado falava do ponto de vista de seus próprios dias, pois é óbvio que cria que a heresia já vinha se manifestando na igreja, conforme estas “epístolas pastorais” o demonstram do princípio ao fim, pois, de fato, foram escritas justamente para combater as heresias. Parafraseia esta sentença como segue: “Há uma profecia passada sobre uma crise futura, que agora começa a cumprir-se”.

(Comparar isso com 1 João 4:1-3).

“…tempos…” é tradução do termo grego “kairos”, “tempo”, que indica um período particular, caracterizado por determinados eventos. O trecho de 2 Tim. 3:1 diz “Nos últimos dias…”, onde a palavra “dias” é modificada por “últimos”. Essas expressões devem ser equivalentes, porém, porquanto ambas se referem a uma grave crise de heresias, que já se fazia presente na igreja primitiva. Os cristãos do início de nossa era não esperavam que houvesse uma longa “era da graça”, intercalada antes da “parousia” ou segundo advento de Cristo. Pensavam que já viviam nos dias finais, imediatamente antes da “parousia”.

É verdade, entretanto, que muitas profecias têm certa aplicação “presente” (isto é, se aplicam ao próprio tempo em que são proferidas), além de terem certa aplicação “futura”, que algumas vezes é adiada até aos fins dos tempos. A maioria dos intérpretes do NT supõe que essa predição de apostasia tem essa aplicação; e isso é confirmado pelas predições existentes em 2 Tss. 2.3,4, acerca do anticristo e da “grande apostasia”, que certamente ainda jazem no futuro. Além disso, os capítulos doze e treze do livro de Apocalipse mostram-nos que haverá uma grande apostasia, durante a qual Satanás, por meio de seu grande agente, o anticristo, será adorado. E aquela será a plena expressão da rebeldia da humanidade contra Deus, o que caracterizará a época imediatamente anterior à “parousia”. (CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 5. p. 318.

II – A NATUREZA DO ATAQUE

1- O ataque é de natureza espiritual.

Ao único Espírito Santo se contrapõem muitos espíritos não santos; à única doutrina saudável, muitas doutrinas prejudiciais. Quem está por trás das heresias são os espíritos enganadores, os próprios demônios. Os falsos mestres são inspirados por demônios, assim como os apóstolos eram inspirados pelo Espírito de Deus. Satanás tem seus próprios ministros e suas próprias doutrinas. As Escrituras descrevem o diabo não apenas como tentador, atraindo pessoas para o pecado, mas também como enganador, seduzindo as pessoas para o erro. Os falsos mestres são escravizadores dos homens e difamadores de Deus. Eles proíbem o que Deus ordena e escravizam pessoas, impondo a elas restrições que Deus nunca fez. (LOPES. Hernandes Dias. 1 Timóteo. O Pastor, sua vida e sua obra. Editora Hagnos. p. 98-99).

2- O ataque é de natureza moral.

Os falsos mestres são como atores ou como hipócritas, representam um papel diferente da vida real. Falam uma coisa e fazem outra. Não revelam sua verdadeira identidade; ao contrário, escondem-se atrás de máscaras para enganar as pessoas. Os falsos mestres possuem não apenas um ensino errado, mas também uma motivação errada; não apenas uma teologia falsa, mas também uma vida torta. O problema dos falsos mestres não é apenas teológico, mas também moral. A consciência dos falsos mestres não tem sensibilidade espiritual; está cauterizada, anestesiada, amortecida. Eles perderam o temor de Deus e a sensibilidade espiritual e não sentem mais tristeza pelo pecado.

A palavra grega kauteriazo, traduzida por cauterizada, traz a ideia de “marcar com um ferro quente”, como era feito no passado com os escravos e hoje com o gado, deixando o lugar queimado insensível. Concordo com Warren Wiersbe, quando diz que “sempre que alguém afirma com os lábios o que nega com a vida, a consciência é amortecida”.

III – AS ESFERAS DO ATAQUE

1- A esfera religiosa.

Isso pode ser visto, por exemplo, nos recentes episódios envolvendo grandes líderes e estrelas do mundo gospel. Pregadores famosos têm se levantado para contestar o modelo ortodoxo da fé cristã e em seu lugar colocar outro evangelho que se adeque às suas crenças e convicções. Nesse aspecto, vemos a graça sendo não apenas barateada, mas, sobretudo, banalizada. Dessa forma, práticas que anteriormente eram vistas como pecaminosas ou inadequadas para o líder cristão, tais como o adultério e o divórcio, são cada vez mais aceitas sem maiores contestações. Não é incomum vermos grandes líderes envolvidos em escândalos sexuais e, da mesma forma, trocando suas esposas por outras mais jovens.

Assim, também, ainda dentro desse mesmo contexto, vemos pastores afirmando que a Bíblia é um livro que precisa ser atualizado para se ajustar às recentes conquistas sociais. A Bíblia deixa de ser a inspirada Palavra de Deus para se converter em um manual de moral que já se desatualizou. Na realidade, o que se pode afirmar com segurança é que esses líderes se renderam à cultura mundana que eficientemente desconstruiu suas convicções e fé. O mais grave disso tudo é que temos aqui um “veneno dentro da panela” que está matando pessoas dentro da igreja. Muitos desses líderes, que se renderam ao espírito deste mundo, em vez de entregarem suas igrejas, continuam de forma profana usando seus púlpitos para defender seus relacionamentos errados e suas formas equívocas de crer.

Da mesma forma, o neomarxismo e a espiritualidade holística também são bandeiras levantadas nesse contexto cultural pós-moderno. Qualquer cristão com um pouco de discernimento já tomou consciência de que há uma ideologia de natureza social que quer a todo custo suplantar os valores cristãos. Nesse aspecto, o neomarxismo ou marxismo cultural, como tem sido rotulado ultimamente, tem se convertido numa poderosa ferramenta usada para desconstruir a cultura judaico-cristã. Isso pode ser claramente percebido através de um sistema de doutrinação que procura abranger todos os seguimentos da sociedade. O que pregam e creem esses doutrinadores é diametralmente oposto àquilo que preceituam as Escrituras Sagradas. Isso vai desde a tentativa de remoção de símbolos religiosos de espaços públicos até mesmo à tentativa de se negar a natureza biológica do sexo. Por outro lado, a espiritualidade holística ou nova espiritualidade tem cada dia ganhado mais espaço nesse caldo cultural. O enfoque agora está no modelo holístico baseado na espiritualidade oriental, e não mais nos valores ocidentais notadamente cristãos. Nesse novo modelo, tudo é “deus” e “Deus” é tudo. Buda, Javé, Alá e Jesus são apenas nomes diferentes para a mesma divindade. Não há um céu para se conquistar nem tampouco um inferno para se evitar.

Enfim, são sutilezas do erro que espreitam a verdadeira Igreja de Cristo.

Nesse contexto, cabe à igreja expressar de forma firme e com toda convicção aquilo que crê e por que crê. A igreja não pode fugir de sua missão — ser sal e luz em meio a uma sociedade corrompida. Para tal, ela precisa se revestir das armas da justiça. É preciso, portanto, que a igreja ocupe todos os espaços com a poderosa mensagem do evangelho, pois somente dessa forma poderá enfrentar as sutilezas do Diabo e desfazer os seus sofismas. Convém lembrar que não há neutralidade nesse conflito — ou a igreja conquista ou ela será conquistada. (Gonçalves. José, Os Ataques Contra a Igreja de Cristo. As Sutilezas de Satanás neste Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022).

2- A esfera social.

Os falsos mestres fizeram um casamento espúrio do judaísmo radical com a filosofia grega, ou seja, do legalismo judaico com o ascetismo oriental. Desse concubinato surgiu uma perigosa heresia, chamada gnosticismo, que mais tarde devastou a igreja. Os gnósticos consideravam a matéria essencialmente má. Por isso, negavam as doutrinas da criação, encarnação e ressurreição. Oscilavam entre o ascetismo e a libertinagem.

Aqui, os gnósticos estão proibindo o que Deus aprova. Privam as pessoas de privilégios concedidos por Deus. O que eles proíbem? Casamento e consumo de alimentos. Porém, Deus instituiu o casamento para a propagação da vida humana (Gn 1.28) e a comida para o sustento (Gn 9.3).

John Stott diz que o casamento e a alimentação se relacionam com os dois apetites básicos do corpo humano: o sexo e a fome. São também naturais, embora sejam passíveis de abuso quando degeneram em lascívia e glutonaria.

Concordo com Hans Bürki quando ele diz que a criação não apenas era boa “antes da queda”, mas ainda agora é boa e bela, assim como são bons os alimentos ou frutos da terra que crescem e agora podem ser consumidos com alegre gratidão. O mesmo vale para o ser humano caído que foi criado à imagem de Deus. Quem renega sua origem, quem contesta o direito de autoria de Deus sobre sua vida e a manutenção de sua existência por meio do pão de cada dia, recusa expressar a Deus a gratidão que lhe é devida, dando a si mesmo e à sua laboriosidade a honra subtraída de Deus. Não agradecer ao Criador transforma a criatura em ferramenta do pecado. (LOPES. Hernandes Dias. 1 Timóteo. O Pastor, sua vida e sua obra. Editora Hagnos. pag. 100-101).

IV – A IGREJA PROTEGIDA

1- A exposição da Palavra de Deus.

Concordo com o pastor José Gonçalves que diz que uma guerra dessa magnitude não pode combatida pela igreja usando armas carnais ou os mesmos meios usados pelo mundo lá fora. É preciso usar as armas espirituais (2 Co 10.4). O apóstolo Paulo destaca o poder da Palavra de Deus e da oração como armas eficientes no conflito espiritual (1 Tm 4.5). Aos cristãos de Éfeso, Paulo recomenda que usem a Palavra de Deus e a oração no Espírito como armas na guerra espiritual. Não há outra forma de vencer essa guerra. A guerra precisa primeiro ser travada lá em cima para que a vitória apareça aqui embaixo. (Gonçalves. José, Os Ataques Contra a Igreja de Cristo. As Sutilezas de Satanás neste Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022).

2- A prática da oração.

A única estipulação que Paulo estabeleceu concernente ao dom divino de alimentos nutritivos era que fosse recebido com ações de graças. E a maneira em que tais ações de graças devem ser expressas é, pelo menos, sugerida: Porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificada (5; “consagrado”, CH; “sagrado”, NEB). É evidente que dar graças antes das refeições era um dos costumes mais antigos da igreja. Pelo visto, além da oração de ações de graças, era costume de os crentes primitivos empregarem trechos das Escrituras em suas expressões de gratidão a Deus. A oração de ações de graças antes de participar dos alimentos, por mais escassa que seja a comida, é a obrigação mínima do cristão. E não há oração de ações de graças mais adequada que a que João Wesley e seus pregadores empregavam:

Invocamos tua presença a esta mesa, Senhor;

Aqui e em todos os lugares te adoramos;

Abençoa-nos, e concede que participemos contigo do banquete no Paraíso

(Glenn Gould. Comentário Bíblico Beacon. I e II Tessalonicenses. Editora CPAD. Vol. 9. p. 480).

CONCLUSÃO

Possamos conscientizar os alunos a respeito da importância de o cristão estar vigilante nestes últimos dias. É preciso cuidar da vida espiritual, lendo a Palavra de Deus de maneira disciplinada e cultivar uma vida de oração e jejum. As nossas armas são espirituais.

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