EBD – A Verdadeira identidade do cristão

Pr. Sérgio Loureiro
Pr. Sérgio Loureiro
Sou o Pastor Sérgio Loureiro, Casado com Neusimar Loureiro, Pai de Lucas e Daniela Loureiro. Graduando em Administração e Graduando em Teologia. Congrego na Assembleia de Deus em Bela Vista - SG
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Prezados professores e alunos,

Paz do Senhor!

Chegamos à última lição a respeito do Sermão do Monte. Mediante a graça e a misericórdia do Pai, hoje somos súditos do Reino de Deus e, com o tal, precisamos fazer a diferença, vivendo como “sal” e “luz” neste mundo tenebroso. Não basta dizer que é crente, proferir o nome de Jesus e ouvir as suas palavras: é preciso mais — praticar o que aprendeu com o Mestre. Não podemos ser apenas ouvintes, mas praticarmos, pois o Reino de Deus não consiste somente de palavras, mas em virtude. Quando lemos o texto áureo da lição que diz:

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” (Mt 7.21)

Jesus está mais preocupado com o nosso “caminhar” do que com o nosso “falar”. Ele quer que seus seguidores submetem-se a sua vontade, e obedece as suas ordens.  Pratiquem o que é certo, e não que falem simplesmente as palavras certas. Aqueles que tem uma vida transformada faz o que é correto ao invés de simplesmente falarmos sobre o que é correto.

I – A CONDENAÇÃO DOS FALSOS SEGUIDORES DE JESUS

1- Uma fé só de palavras?

Ele mostra, a través de uma clara exposição de razões, que uma visível profissão de fé, embora seja digna de nota, não basta para nos levar ao céu, a não ser acompanhada por uma correspondente conduta (w. 21-23). Todo julgamento pertence ao Senhor J e sus, as chaves foram colocadas em suas mãos. Ele tem o poder de prescrever novos termos de vida ou morte e de julgar os homens de acordo com eles. Essa é uma solene declaração que está em conformidade com esse poder. Portanto, observe que:

A lei de Cristo foi estabelecida (v. 21). “Nem todos aqueles que dizem Senhor, Senhor, entrarão no reino dos céus”, no reino da graça e da glória. Esta é uma resposta ao Salmo 15.1. “Quem habitará no teu tabernáculo?”

A igreja militante. E quem morará no teu santo monte? A igreja triunfante. Cristo está mostrando aqui:

Que não basta dizer as palavras “Senhor, Senhor” para ter Cristo como nosso Mestre, ou para se dirigir a Ele professando nossa religião. Nas orações a Deus e nas conversas com os homens, devemos invocar o Senhor Jesus Cristo. Quando dizemos ’’Senhor, Senhor”, estamos dizendo bem, pois é isso que Ele é (Jo 13.13). Mas será que imaginamos que isso é suficiente para nos levar ao céu, que essa expressão de formalidade deveria ser recompensada ou que Ele sabe e exige que o coração esteja presente nas demonstrações essenciais? Os cumprimentos entre os homens são uma demonstração de civilidade, retribuída com outros cumprimentos, e nunca são expressos como se fossem serviços reais.

E o que dizer destes em relação a Cristo? Pode haver uma aparente impertinência na oração “ Senhor, Senhor”, mas se as impressões interiores não forem acompanhadas pelas correspondentes expressões exteriores, nossas palavras serão como o metal que soa ou como o sino que tine. Isso não nos deve impedir de dizer “ Senhor, Senhor”, de orar, e de sermos sinceros nas nossas orações, de professar o nome de Cristo, com toda clareza; porém jamais devemos expressar alguma forma de piedade sem o poder de Deus. (HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa. Editora CPAD. 1Ed 2008. p. 87).

2- Os milagres não transformam o caráter.

Um crente verdadeiro é conhecido não apenas pelas suas obras (7.22,23). Esses falsos crentes pleitearão, no dia do juízo, o reconhecimento de suas obras portentosas: profecia, expulsão de demônios e muitos milagres. Todas as obras aqui mencionadas são sobrenaturais.

Não se questiona a realidade delas, mas se reprovam todas, porque a vida daqueles que as praticaram estava imiscuída em iniquidade. Deus não está interessado apenas no que fazemos, mas também, e sobretudo, em como o fazemos. Deus requer obra certa e motivação certa. Ele quer verdade no íntimo. Concordo com A. T. Robertson quando ele diz que naquele dia Jesus lhes arrancará a pele de ovelha e exporá o lobo voraz.

Um crente verdadeiro será distinguida do crente falso no dia do juíza (7.23). Enquanto caminhamos neste mundo, o joio estará misturado com o trigo, mas, no dia do juízo, os falsos crentes serão desmascarados e ouvirão seu veredito do reto juiz: “Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade”. (LOPES. Hernandes Dias. Mateus Jesus, O Rei dos reis. Editora Hagnos. p. 243).

3- Fazendo a vontade do Pai.

O crente é conhecido pela obediência (7.21). Quem vai entrar no reino dos céus não são aqueles que fazem profissões de fé ortodoxas e emocionantes, nem aqueles que fazem obras milagrosas, mas os que obedecem à vontade do Pai. Tasker tem razão ao dizer que Jesus afirma aqui com grande ênfase que a conduta correta, o fazer a vontade do Pai, e não a adoração de lábios, é que constitui o passaporte para a travessia da porta que conduz à vida e que resulta num veredito de absolvição naquele dia do juízo.

Os falsos seguidores de Jesus Cristo serão condenados.

II – EM QUEM ESTAMOS ALICERÇADOS?

1- O alicerce começa pelo ouvir.

Quem deseja entender a importância do ouvir deve atentar para o que falou Salomão. Ele disse que a sabedoria vem pelo ouvir, falou que o ouvir é melhor do que qualquer sacrifício (Ec 5.1). Aquele que despreza o ouvir, até sua oração será abominável (Pv 28.9), e responder antes de ouvir é estultícia (Pv18.13). Mas aqui iremos falar da importância de ouvir Jesus. Nossa vida espiritual só pode começar bem se procurarmos ouvi-lo, pois Ele é o dono da vida e somente dEle vêm as palavras de vida eterna (Jo 6.68).

Mateus 7.24 (ARA) começa com Jesus se expressando: “Todo aquele, pois que ouve estas minhas palavras […]”. Na verdade, Ele estava se referindo à aplicação do Sermão do Monte. O que se tem nos versículos 24-27 é a seção que podemos considerar como o desfecho ou o epílogo. Interessante começarmos dando uma definição do verbo ouvir, que do grego é akoúo, estar dotado com a faculdade de ouvir, não surdo. Ouvir, prestar atenção, considerar o que está ou tem sido dito, entender, perceber o sentido do que é dito; ouvir alguma coisa.

Se quisermos ter uma verdadeira vida espiritual, não podemos sair por aí ouvindo qualquer pessoa ou mestre. O essencial é começar ouvindo a Cristo, pois só poderá ter acesso aos portais do Reino celestial, à verdadeira salvação, ao destino verdadeiro, aqueles que procurarem ouvi-lo. Jesus é o maior Pedagogo do mundo, pois suas palavras são cheias de vida e de verdade, elas vinham diretamente do Pai (Jo 14.10). Além disso, falando de Jesus como grande Pedagogo, J. M. Price escreve:

“Ninguém esteve melhor preparado, e ninguém se mostrou mais idôneo para ensinar do que Jesus. No que toca às qualificações, bem como noutros mais respeitos, Jesus foi o mestre ideal. Isto é verdade tanto visto do ângulo divino como do humano. No sentido mais profundo, Jesus foi “um mestre vindo da parte de Deus”. Muitos elementos contribuíram para prepará-lo eficientemente para o magistério. Alguns elementos eram meramente humanos; outros, divinos; alguns lhe eram inerentes, e outros, ele os desenvolveu. Quando os consideramos, nos sentimos estimulados e inspirados para cumprir nossa tarefa de professor”.

Quem começa ouvindo o maior Pedagogo do mundo vai ter sabedoria para escolher as coisas excelentes e praticar o que há de melhor, e do modo certo. É ouvindo a Cristo que não apenas seremos diferentes, mas viveremos de modo diferente. Por meio do genitivo grego μου τοὺς λόγους (Minhas palavras), o que procede dos lábios de Jesus Cristo dará uma vida de qualidade e estabilidade.

A Bíblia descreve Salomão como o homem mais sábio da terra. Ele foi terceiro rei do reino unido de Israel, reinou de 970 a 931 a.C., em lugar de Davi, seu pai.

No Comentário Bíblico Beacon, seus expositores, com maestria, dão uma definição precisa sobre a sabedoria de Salomão:

O antigo Oriente Próximo podia reivindicar um considerável depósito de sabedoria (hokma) antes da época de Salomão. O historiador reconheceu isto quando fez referência a toda a sabedoria dos egípcios. Como se sabe hoje em dia, isto remonta à era das pirâmides, até mesmo à época de Djozer da pirâmide de Step (aproximadamente 2650-2600 a.C). Nos tempos de Salomão havia mais gente interessada em sabedoria, como por exemplo, todos os do Oriente, ou seja, os edomitas. No entanto, o filho de Davi superou a todos.

Sem dúvida, esta é uma justa comparação. Ao consideramos a supremacia de Israel, Salomão poderia perfeitamente ter sido insuperável na sua época, em termos dos seus interesses pessoais e da sua habilidade para enigmas. É atribuída a ele a autoridade do Salmo 89, um dos cânticos de ensino ou de “sabedoria”.

Esse homem era grandemente sábio e sabemos que tal sabedoria vinha do Senhor, porém, com toda sabedoria o final de sua vida foi totalmente um fracasso (1Rs 1-11). Creio que para alguém naquela época ouvir Salomão falar era por demais valioso, agora imagine ouvir Jesus falar, ensinar, posto que Ele mesmo disse: “A rainha do Sul se levantará, no juízo, com esta geração e a condenará; porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis aqui está quem é maior do que Salomão” (Mt 12.42, ARA). Gomes. Osiel, Os Valores do Reino de Deus: A Relevância do Sermão do Monte para a Igreja de Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022. p. 152-153).

2- A importância do bom alicerce.

Mateus leva à conclusão a presente coleção de pronunciamentos de Jesus registrando a parábola dos dois construtores, notável exemplo da forma poética pela qual o nosso Senhor apresentou grande parte do seu ensino. A parábola sublinha a verdade de que, na esfera espiritual, acima de todas as demais, o ouvir não tem valor se não resultar em ação.

O modo cristão de viver jamais pode ser praticado, a menos que se baseie em alicerce sólido, e o único alicerce seguro é o próprio Cristo (ver 1 Coríntios 3.11). O homem cuja fé em Cristo é real e sincera, poderá edificar sobre esta fé, e o fará, o edifício do caráter cristão, que resistirá às tempestades de incompreensão e desapontamento, de cinismo e dúvida, de sofrimento e perseguição, quando ameaçarem destruí-lo. De acordo com as palavras de 2 Pedro 1.5-7, ele reunirá toda a sua diligência para associar com a sua fé, a virtude; “ com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor”. Por outro lado, o homem que presta culto de lábios a Cristo, e cujo coração está longe dele, não tem sólido alicerce sobre o qual construir, e embora por algum tempo o edifício do seu caráter possa parecer seguro e estável como o do homem de fé, não obstante, chegado o dia da provação e da adversidade, cairá com retumbante fragor. (V. G. Tasker, Mateus, Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. 1 Ed 1980. p. 67-68).

3- A relevância do praticar.

O verbo praticar no grego é poiéô, e quer dizer produzo, ganho, provejo, pratico, uso de construir, formar, modelar. Note que está no tempo presente, voz ativa, modo indicativo. O verbo edificar do grego, que aparece no texto, é okodómêse (tempo-aoristo, voz ativa, modo indicativo). Fala do ato de alguém construir uma casa, fazer uma construção, mas no sentido metafórico significa construir com sabedoria para promover crescimento (1Co 3.10; Tg 1.5).

Importante dizer que só pode se lançar ao ato da construção aquele que for sábio, pois o insensato ouve o ensino de Jesus, mas o ignora, isto é, não pratica o que Ele disse; porém, há algo de especial para aquele que busca fazer a vontade de Deus. Primeiramente, revela o quanto é sábio e prudente, e além disso haverá recompensa para a sua vida.

Vemos em Mateus 7.24-27 o contraste entre os dois tipos de construtores. Os dois constroem as suas casas, inclusive ambas têm a mesma aparência. Contudo, apenas uma delas suportará o teste quando vier a tempestade. O que ouviu as palavras de Jesus, mas não fez caso delas, frente aos vendavais que virão, como não tem raiz, firmeza, sua construção será de pouca duração (Mt 13.21), sua vida sofrerá destruição total, que é uma referência ao juízo divino (Mt 7.13,14), sendo separado definitivamente de Deus (Mt 7.22,23). Dessa forma ficou revelado que aquele que aparentava ser realmente de Cristo, de estar firmado nEle, sua fé não passou pelo teste da tempestade, mas revelou de fato como era a construção de sua vida.

Queridos, saibamos que o ouvir e o praticar não podem estar desassociados da vida cristã. Essas duas palavras precisam andar e estar juntas em nossa vida. Se assim não for, a imprudência e a escolha de materiais péssimos para a construção de nossas casas espirituais irá acontecer; não somente isso, a queda é certa. Os falsos profetas serão condenados porque ouvem os ensinos de Cristo, mas o ignoram, não praticando; já os autênticos servos de Cristo são ouvintes e praticantes da Palavra. (Gomes. Osiel, Os Valores do Reino de Deus: A Relevância do Sermão do Monte para a Igreja de Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022. p. 154,155).

Devemos estar alicerçados sobre a Rocha que é Jesus Cristo.

III – JESUS: A NOSSA VERDADEIRA IDENTIDADE

1- Jesus, nosso maior pregador.

Duas coisas caracterizavam o ministério de Jesus: o ensino e a pregação (Lc 4.23). Ele fazia isso nas sinagogas. O culto que era desenvolvido nas sinagogas era marcado pelo louvor, oração, leitura e exposição da Lei feita por um rabino ou outra pessoa qualificada. O interessante é saber a razão de Jesus ter sido aceito para ensinar nessas sinagogas, visto que Ele não vinha de uma tradição judaica da época, tendo seguido grandes escolas. Na verdade, o que se conjectura é que devido aos grandes milagres operados e pelos ensinos que proferia, era visto por muitos como um bom mestre, o que levou à sua aceitação.

O propósito do ensino é transmitir conhecimento, porém, é mais do que isso. Trata-se da capacidade que uma pessoa tem de tirar da teoria e levar outra pessoa a colocar em prática aquilo que lhe foi transmitido, explicando de modo pormenorizado como deve viver e obedecer à fé que lhe foi pregada.

Mas é dito de Jesus também que Ele pregava. Do grego é o verbo “kerússo”, ser um arauto, oficiar como um arauto, proclamar como um arauto, sempre com sugestão de formalismo, gravidade e uma autoridade que deve ser escutada e obedecida; publicar, proclamar abertamente algo que foi feito. Usado na proclamação pública do evangelho e assuntos que pertencem a ele, realizados por João Batista, por Jesus, pelos apóstolos e outros mestres cristãos.

A pregação tem como objetivo instruir os cristãos, desejando ardentemente que cada um cresça na fé e na Palavra. Por intermédio da mensagem pregada, o pregador, no poder do Espírito, consegue penetrar na mente e no coração do ouvinte, razão pela qual Paulo incumbiu Timóteo dessa grande responsabilidade (2Tm 4.2). A pregação não pode ser descartada por um pastor, pois ela é uma ordem de Cristo (Mc 16.15).

Podemos dizer que Jesus é o nosso maior ensinador e pregador, modelo que deve ser seguido por todos os pregadores da atualidade.

Em Mateus 4.23, seu ministério era desenvolvido de três maneiras:

ensinando, pregando e curando. Quando ensinava, mostrava que estava interessado no aprendizado de todos; pela pregação, evidenciava seu cumprimento no dever e na missão para a qual veio a este mundo, salvar os pecadores; e, quando curava, buscava a integridade física das pessoas. No demais, esses milagres confirmavam ou autenticavam seu ensino e pregação, mostrando que realmente era o enviado de Deus.

Jesus sabia do valor da pregação, pois falou que a geração do tempo de Jonas se arrependeu pelo poder dela (Mt 12.41). Ele não pregava por fama, nem buscando posição ou reconhecimento por parte das pessoas, mas fazia isso procurando cumprir o seu dever, sabendo que somente pela pregação verdadeira e sincera é que as pessoas poderiam se arrepender e voltar para Deus. (Gomes. Osiel, Os Valores do Reino de Deus: A Relevância do Sermão do Monte para a Igreja de Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022. p. 155-156).

2- A autoridade do ensino de Cristo.

É-me dado todo o poder no céu e na terra, um aoristo infinito. Jesus aproximou-se deles para fazer esta afirmação espantosa: agora Ele possuía a completude da autoridade de Deus. Ele falou como alguém que já estava no céu, tendo um panorama mundial e os recursos do céu às suas ordens. O poder ou autoridade que tivera durante a vida terrena fora grande (por exemplo, Mt 7.29; 11.27). Agora é ilimitado, incluindo a terra e o céu. O Cristo ressurreto, sem dinheiro, ou exército, ou estado governamental, comissiona este grupo de quinhentos homens e mulheres para conquistar o mundo. Ele os faz crer que a tarefa é possível, caso a empreendam com paixão extrema e poder sério. O Pentecostes ainda está por vir, mas a fé dinâmica reina nesse monte da Galiléia. (T. ROBERTSON. Comentário Mateus & Marcos. À Luz do Novo Testamento Grego. Editora CPAD. p. 335-336).

3- Jesus como nossa identidade.

O conceito de identidade é a qualidade do que é idêntico, do latim identitas, ātis, o mesmo. Jesus disse que devemos ser perfeitos como o Pai, isto é, nos identificarmos com Ele. Observe que o adjetivo perfeito, téleios, fala de algo que é levado a seu fim, finalizado, que não carece de nada para estar completo, adulto, maduro, maior idade. No momento em que nos identificamos com Cristo por meio de sua morte, depois por meio dos seus ensinos e de suas verdades, que sempre apontam para o Pai celestial, haveremos de sempre nos esforçarmos para expressar as características do Pai, amaremos a todos incondicionalmente, teremos fome e sede de justiça.

Querendo que os irmãos da Galácia tivessem a mesma identidade de Cristo, Paulo disse: “Meus filhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós” (Gl 4.19, ARA). Esses cristãos já haviam nascido de novo no Senhor, mas o que o apóstolo desejava era a total e plena formação da vida de Cristo na vida de cada um deles, que de fato todos fossem idênticos a Cristo (Ef 4.13; Fp 3.10).

Amados irmãos, percorremos a maior parte do ensino do Sermão do Monte. Todos os que realmente foram gerados pela semente incorruptível, os nascidos pela Palavra, serão revitalizados por Cristo e sobreviverão a todas as tempestades e intempéries, pois Ele é quem dá significado à verdadeira fé (Is 40.6-8; Rm 10.17). Somente assim produziremos as melhores virtudes, daremos sabor como sal e brilharemos como luz, amaremos a todos e nos firmaremos nos ensinos do Mestre para nossa casa se manter em pé, e nossa identidade em Cristo será uma realidade. (Gomes. Osiel, Os Valores do Reino de Deus: A Relevância do Sermão do Monte para a Igreja de Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022. pag. 157-158).

Jesus é a nossa verdadeira identidade

Conclusão

O Sermão do Monte é o código de ética dos súditos do Reino de Deus. Precisamos conhecer esse código de ética e viver tudo o que Jesus Cristo ensinou no seu mais importante sermão. Que sejam os mais bondosos e éticos em nossas palavras e atitudes, mostrando ao mundo a luz de Jesus Cristo. Deus te chamou para fazer a diferença. Devemos ter uma vida que glorifica a Deus.

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