Mais de 200 cristãos deportados da Turquia

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Falsas notícias online sobre a comunidade cristã incentivaram deportações e demissões

Um grande problema humanitário na Turquia foi exposto após afetar a vida de 78 trabalhadores cristãos e suas famílias que estavam exilados no país e receberam ordens de deportação, no últimos 3 anos.

A Association of Protestant Churches (Associação de Igrejas Protestantes) divulgou um relatório sobre violações dos direitos humanos em 2021, e mostrou que “quando alguém da família é proibido de ficar no país, inesperadamente a família é separada e vive uma situação caótica”. Segundo o documento, também houveram muitos casos de expulsão sob alegação de “ameaça à segurança nacional”.

Os cristãos locais que lideram igrejas na Turquia muitas vezes procuram apoio estrangeiro para a realização de treinamentos da equipe e aplicação da educação religiosa no país, mas as leis atuais impedem isso.

O país dificulta a legalização dos documentos dos cristãos protestantes, e a procura por lugares para realizar os cultos. O relatório também aborda as limitações para estabelecer novas igrejas ou utilizar os antigos templos já construídos. A Portas Abertas destacou que, das “186 igrejas que pertencem à Association of Protestant Churches, dez cultos acontecem em templos próprios, enquanto as outras 176 são obrigadas a pagar aluguel de diferentes propriedades”. Os dados também são do relatório.

Diante das deportações, e falta de locais para culto, impostas pelo governo turco desde agosto de 2021, o Comitê de Direitos Humanos da ONU se manifestou em forma de preocupação. Dos 200 cristãos que foram expulsos da Turquia, quatro estão sob a defesa da Corte Europeia de Direitos Humanos.

O relatório da Association of Protestant Churches expõe também que no ano de 2021, houve um aumento no discurso de oposição aos cristãos na opinião pública, e isso se deve a disseminação de falsas notícias e incitamento à violência na internet.

O jornalista e produtor do canal no Youtube 23 Degree Independent, Gokhan Ozbek, afirmou que o governo usa plataformas digitais para “dar uma falsa impressão de que há um movimento cristão fundamentalista crescendo na Turquia, mas a realidade é o oposto disso”, disse.

Apesar de a Turquia ter descido posições na Lista Mundial da Perseguição 2022, do 25º lugar para 42º, não corresponde necessariamente uma queda na perseguição contra os cristãos, mas “deve-se à diminuição de ataques violentos a igrejas e cristãos durante o isolamento por causa da COVID-19”, afirma a Portas Abertas, que ressaltar ter recebido muitas denúncias de deportações de cristãos na Turquia nos últimos meses.

Por Portas Abertas

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