Aisha, uma mãe leal a Jesus no Chade

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No papel, o Chade garante liberdade religiosa, mas na prática, cristãos enfrentam pressões

A jornada de Aisha*, de 48 anos, com Cristo começou no ano passado. Mãe de cinco filhos, era casada com um mulçumano e levava a vida como devota esposa e mãe mulçumana. Mas as coisas mudaram quando seu filho de 27 anos, Mansour*, esteve na Líbia buscando oportunidades melhores, como tantos jovens do Chade.

As coisas não deram certo lá, então ele voltou, mas foi acusado de envolvimento com o terrorismo. Ele foi preso, mas enquanto estava na prisão, um pastor o visitava constantemente, compartilhava o evangelho e orava com ele.

Para a surpresa e alívio de Mansour, ele foi liberto um pouco depois, com todas as acusações retiradas. Ele acredita que isso só foi possível graças às orações do pastor. Esse episódio deixou uma marca profunda no coração de Aisha, porque ela acreditava que seu filho obteve liberdade através das orações dos cristãos.

Seu vizinho, que era pastor, com frequência compartilhava o evangelho com ela. A partir do que ela tinha ouvido e que agora podia ver sobre Cristo, Aisha se convenceu de que a palavra de Deus era verdade e decidiu seguir a Jesus.

Primeira declaração pública de fé 

Quase na mesma época, Aisha adoeceu e recebeu ajuda do pastor com os remédios; isso a animou na fé, mas ainda assim Aisha parecia não melhorar. Por receio, ela ainda não havia declarado publicamente a fé, mas quando sua saúde piorou e foi preciso ficar internada, ela deixou as preocupações para trás.

Um dia, enquanto uma enfermeira estava prestes a lhe dar a medicação, Aisha pediu que elas orassem primeiro. Esse pedido era estranho para a enfermeira muçulmana que questionou isso, então Aisha admitiu que era cristã.

A enfermeira alertou outros que estavam por perto e Aisha sabia que teria problemas. “Na sexta-feira seguinte, foi anunciado na mesquita que eu tinha me convertido ao cristianismo e a comunidade não aceitou bem a notícia”, ela se lembra.  

Pressão para voltar ao islamismo

A cristã continua contando: “Em pouco tempo, um grupo de muçulmanas veio à minha casa para me convencer a voltar para o islã. Quando vimos que estavam chegando, minha filha rapidamente pegou minha Bíblia e a escondeu. Elas pediram para falar comigo e insistiram que eu deveria orar com elas porque eu era muçulmana. Eu disse a elas que ia me purificar antes de orar e usei essa oportunidade para fugir”.

Aisha escapou pela janela de trás da casa e buscou refúgio na casa do pastor. Ao perceber isso, as mulheres soaram o alarme e uma multidão logo se reuniu na casa do pastor, alguns carregando facas, insistindo que o pastor entregasse Aisha para eles.

Como ela se recusou a sair, a multidão tomou sua filha, Ameena*, ameaçou o pastor e saiu para denunciar a questão na delegacia. “Eles mantiveram minha filha como refém, tentando usá-la para me chantagear para retornar para o islã. Estava claro que se eu não me arrependesse e voltasse, eles não iriam devolvê-la para mim.”

Depois de cinco dias no complexo da igreja, Aisha teve que se apresentar na delegacia. A igreja em sua vila também se mobilizou e seguiu o grupo até lá. Apesar de não haver base legal para sua intimação, a cristã demorou a ser liberada. No entanto, Aisha estava firme e disse que escolheu Cristo independentemente de qualquer ameaça. Finalmente, ela foi liberada juntamente com a filha.

*Nomes alterados por segurança.  

Por Portas Abertas

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