Cristão é atacado em Bangladesh por disputa de terras

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O ex-muçulmano e sua família eram os únicos cristãos na vila e ele foi espancado por uma multidão

Em um vilarejo de maioria islâmica em Bangladesh, uma família quatro pessoas, são os únicos cristãos. Além de toda necessidade financeira que a família enfrenta, tendo apenas um provedor, eles ainda precisam lidar com a perseguição dos vizinhos.

Martin Biman Benarjee, de 35 anos, supre as despesas básicas de casa, dando aulas particulares. Apesar de viverem muitos anos na região, a vizinhança não se agrada de ter os cristãos por perto. A hostilidade é tanta, que no meio da noite, alguns vizinhos costumavam jogar pedras e outros resíduos no telhado da família. Após reclamar com as autoridades sobre esses incidentes, eles passaram a ser ainda mais perseguidos.

Na última sexta-feira, 25 de fevereiro, Martin retornava para casa depois de suas aulas particulares, por volta das 23h, quando viu um grupo de vizinhos atirando coisas em seu telhado. Ele relata que, que gritou em direção ao grupo pedindo que parassem. Foi então, que os vizinhos correram atrás dele e o atacaram. Martin foi espancado, atingido na cabeça com um objeto pesado, e deixado caído no chão.

Apesar do grave ferimento na cabeça, o cristão sobreviveu milagrosamente, e foi direto para a delegacia com as mãos e a cabeça ensanguentadas para relatar a situação. Um policial o levou imediatamente para o hospital, e Martin levou cinco pontos na cabeça.

A polícia foi até o local do ataque, mas não encontrou nenhum dos autores. Uma queixa foi registrada, e as autoridades garantiram que o crime não ficará impune, porém, o cristão tem motivos para não confiar.

“Os muçulmanos querem ocupar o terreno, então eles nos torturam de diferentes maneiras para deixarmos o local. Seu alvo é a terra. Eles sabem que nós, cristãos, somos menores e não podemos lutar com eles. Vivemos sempre com medo e ameaça. Por outro lado, não temos para onde ir. Temos sofrido perseguição por anos. Desta vez quase perdi a vida”, afirmou Martin.

Por Portas Abertas 

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