Não vos assusteis: ouvireis de guerras e rumores de guerras

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“E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim”. (Mt 24.6).

O uso de diferentes métodos de interpretação bíblica provoca variadas posições escatológicas entre os estudiosos da doutrina das “últimas coisas”. Em vista disto, as tragédias e as assolações que impactam a humanidade, invariavelmente, deságuam em interpretações diversas acerca do “fim do mundo”.

Um dos textos de uso recorrente é o sermão profético registrado no Evangelho de Mateus. Nesta perícope, Jesus responde aos discípulos acerca dos “sinais” que antecederiam “a sua vinda” e do “fim do mundo” (Mt 24.3). Em sua resposta Jesus explicou que tais eventos escatológicos não são necessariamente a mesma coisa.

Aqui, muitos intérpretes cometem o erro de tratar tais eventos como um único acontecimento. A falha consiste em ignorar que a literatura apocalíptica é gênero literário que difere de nossa mentalidade ocidental, que requer continuidade ordeira. Mateus transita livremente em registrar os eventos futuros sem uma ordem cronológica.

Portanto, é preciso entender que Mateus descreve alternadamente como sendo sinais, por exemplo, a iminente destruição de Jerusalém (que ocorreu no ano 70 d.C.), e os demais eventos que precederiam a volta de Jesus, tais como, os falsos Cristos, os falsos profetas, as guerras, a fome, os terremotos, a tribulação, a traição, a disseminação do ódio, dentre outros.

Nesta perspectiva, o texto bíblico afirma que os sinais não indicariam o “fim do mundo”, apenas o princípio das dores (Mt 24.8). E, dentre os eventos que precederiam a volta do Senhor, Jesus ensinou que os discípulos “ouviriam falar de guerras e de rumores de guerras […], mas ainda não é o fim” (Mt 24.6).

Deste modo, em virtude da falsa paz política, Cristo não somente alertou sobre o surgimento das guerras e suas terríveis consequências, como também asseverou que não devíamos ficar com medo. Isto, porque Deus é soberano, Ele controla o curso da história. É necessário que as guerras aconteçam, tudo isto faz parte do plano divino.

Por conseguinte, ratifica-se que as guerras e os rumores de guerras como “sinais” não significam o fim. Tais conflitos vão piorar ainda mais, eles indicam que o fim se aproxima, são prenúncios da iminente volta de Jesus! No fim Cristo reinará triunfante. “Assim, quando os sinais começarem a surgir, exultai e levantai as vossas cabeças, pois está muito perto a vossa redenção!” (Lc 21.28).

Pense nisso!

Douglas Roberto de Almeida Baptista, pr.

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