EBD – As profecias despertam e trazem esperança

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Prezados professores e alunos,

Paz do Senhor!

“Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.” (Ap 1.3)

Introdução

Nessa lição aprenderemos sobre os livros proféticos do Antigo Testamento, que se dividem em “Profetas Maiores” e “Profetas Menores”. A designação serve para diferenciar o tamanho dos livros, e não o grau de importância de seus escritores. Os profetas maiores são Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel e Daniel, e os outros doze livros, de Oseias a Malaquias, são os profetas menores. No Novo Testamento, apenas o livro de Apocalipse é classificado como profético. A mensagem dos profetas é de suma importância para despertar o crente. Nos livros proféticos, a soberania, a justiça e a misericórdia divina estão claramente reveladas. Os fatos narrados comprovam o poder, a autoridade e o controle divino sobre todas as coisas. Eles nos servem de experiência de fé e produzem esperança ao povo de Deus,

“E a paciência a experiência, e a experiência a esperança”. (Rm 5.4)

Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.  

OS PROFETAS MAIORES

Os profetas e a profecia

A palavra grega prophetes significa proclamador e intérprete da revelação divina. No hebraico, a palavra mais frequente é nãbi, como sendo aquele que declara uma mensagem em nome de Deus. Gordon Fee conceitua os profetas como sendo “os mediadores, ou porta-vozes de Deus, no tocante à aliança. Através deles, Deus relembra às pessoas nas gerações depois de Moisés que, se a Lei for guardada, haverá bênçãos como resultado; senão, seguir-se-á o castigo”. Em vista disso, os profetas tinham acesso à presença dos reis, ofereciam-lhes assessoramento e, quando necessário, até censuravam os seus atos (Is 37.5-7; 2 Sm 12.7ss). Os profetas são identificados como servos do SENHOR (1 Rs 14.18; 2 Rs 9.7; 17.13; Jr 7.25).

A Bíblia registra que Deus falou muitas vezes e de várias maneiras por meio dos profetas (Hb 1.1). O termo grego empregado para profecia é propheteia, com o significado de “a declaração da mente e do conselho de Deus”. O Dicionário Vine enfatiza que “a profecia não é necessariamente, nem mesmo primariamente vaticinadora […] é a descrição antecipada da vontade de Deus, quer com referência ao passado, presente ou futuro (Gn 20.7; Ap 1.19)”. A atividade profética na Bíblia tem a sua origem em Deus e a difere do “profetismo” das demais religiões. A profecia nas Escrituras é a manifestação do Espírito com o propósito de proclamar os desígnios divinos, exortar e levar o seu povo à obediência e à fidelidade com Deus e a sua Palavra.

O desenvolvimento da história profética em Israel é usualmente dividido como “profetas não escritores” e “profetas escritores”, ou “não literários” e “literários”. Essa divisão abrange os profetas do período pré-mosaico, mosaico, período de Samuel, do reino unido e do reino divido. Nesse aspecto, nossa abordagem enfoca os “livros proféticos” do período literário, a composição e a data aproximada das profecias dos denominados “profetas maiores” e “profetas menores”. Como já visto no capítulo 4, essa classificação difere da coletânea hebraica, porém, sem prejuízo de conteúdo, autenticidade e canonicidade. (Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021).

Os profetas Isaías e Jeremias   

Comentário Beacon destaca na profecia de Isaías é seu rico conceito acerca do Deus eterno. Para o profeta, Deus se eleva acima de todas as coisas terrenas. Ele é “o Senhor dos exércitos”, “o Alto e Sublime que habitou a eternidade”, “o Poderoso de Israel”, “Criador” de todas as coisas e o Eterno que fez todas as coisas. Deus dirige o curso da história; não há outro Deus além dele e Ele não tem nenhuma intenção de repartir sua divindade com qualquer rival humano. Ele é o Deus de sabedoria e poder. Além disso, Ele é apaixonadamente ético — o Santo. A respeito dele os serafins cantaram: “Santo, Santo, Santo” (6.2-3). Essa santidade significa mais para Isaías do que mera divindade; ela também significa pureza. O seu Deus requer arrependimento e fé, e somente o Eterno é Salvação. Por esta razão, deve haver um retorno a Deus e um cessar de fazer o mal (1.16), além de uma espera silenciosa em Deus por meio de uma fé prática de que Ele proverá livramento.

Se o povo de Deus sofre opressão, é por causa dos seus pecados. No entanto, chegará o tempo do perdão e conforto de Deus. Assim, na profecia de Isaías Deus fala de si mesmo como: “teu Redentor”, “teu Deus”, “o Santo de Israel”, “teu Salvador”, “teu Criador”, “Aquele que te formou” e “teu marido”. O povo de Israel é precioso para Ele, mais do que as outras nações. Ele não os esqueceu. Ele se compadece dos seus sofrimentos e fraquezas e está preocupado com as suas necessidades. Como Pastor, Ele vai alimentá-los e guiá-los a lugares de abençoada abundância. Aquele que os carregou desde o nascimento vai cuidar deles mesmo em idade avançada. Tendo o Eterno como seu Deus eles podem estar seguros de que terão um tempo de exaltação e bênção futura. Isaías tem muito a dizer a respeito do remanescente justo, que ele entende como a minoria grandiosa de Deus, a semente de um início novo e puro surgindo de cada crise devastadora.

Aqui está o núcleo da doutrina promulgada mais tarde por Paulo; é este remanescente espiritual, e não as entidades políticas de Israel e Judá, que é o reino de Deus. A luz do fato de que um remanescente sempre sobreviveria, Isaías nunca podia falar de julgamento como um estado de destruição total. Sempre haverá uma minoria sobrevivente que, no tempo oportuno, será o núcleo santo. Desse remanescente virá o estado ideal sobre o qual o Messias, o Davi ideal, será o Senhor. A esperança de Judá é, portanto, projetada além da nação existente. Nesse tempo, o Messias reinará sobre um Israel redimido e espiritual. Seu futuro será Jerusalém, purificada das impurezas, como o “monte santo” do Eterno. Os homens então crerão e dependerão somente de Deus. Por esta razão, esse novo e justo remanescente não é somente a minoria grandiosa, mas uma verdadeira “comunhão de fé”.

Duas passagens famosas nos apresentam o núcleo do ensino de Isaías referente ao Messias — 9.6-7 e 11.1-10. Nesta última é introduzida a pessoa de um Rei maravilhoso por meio de quem virá a nova ordem das coisas. Da raiz de Jessé, depois que a catástrofe cortou a árvore da monarquia davídica (11.1-10), deverá brotar um rebento. Sobre Ele o Espírito do Eterno descerá em plenitude. Isso se desenvolverá em discernimento perspicaz, equidade de decisão, proclamação justa e fidelidade permanente. Sob sua disciplina e governo os animais selvagens vão perder sua natureza predatória e tornar-se mansos. Então a paz será universal por causa do amplo conhecimento do Eterno. A outra passagem (9.6-7) atribui a esse Rei vindouro características sobre-humanas. Nascido como uma criança, o domínio estará sobre os seus ombros em dignidade real, e o nome quádruplo que Ele leva é: “Maravilhoso Conselheiro”, “Deus Forte”, “Pai da Eternidade” e “Príncipe da Paz”. Messias significa “Deus conosco”, um Rei justo, um Esconderijo da tempestade, um Córrego no deserto e uma grande Rocha que proverá sombra em uma terra cansada. Sua salvação terá integralidade cósmica, e a redenção deverá incluir restauração da ordem material e animal bem como social e moral.

Mas o Messias também é o Servo Sofredor do Senhor, sofrendo vicariamente pela salvação das pessoas (52.13—53.12). Veja os três outros “cânticos do servo” precedentes, conforme enumerados na nota 10 dos comentários em Isaías 53. Em resumo, os ensinos de Isaías acerca da salvação mostram que o próprio Deus eterno inicia a salvação (49.8; 59.16; 61.10; 63.5). O homem se apropria dela por meio da fé e espera em Deus com reverência (12.2; 33.2, 6). A salvação de Deus é eterna (45.17; 51.6, 8). Sua salvação é universal — é para Sião e para os confins da terra, mesmo para os gentios (46.13; 49.6; 52.10; 62.11). Sua salvação está à porta (46.13; 56.1). É algo para se alegrar e proclamar (12.2-3; 25.9; 60.18). Além disso, o mundo será salvo por meio do Servo Sofredor.

Finalmente, Isaías tem algo a dizer a respeito da adoração espiritual. Mero ritualismo exterior não pode satisfazer a Deus. A retidão é mais do que uma mera participação no templo. Tanto o ritualismo quanto o sensualismo são igualmente falsos. O formalismo e o viver carnal são pura estupidez. Ninguém pode escapar do “foro judicial” da consciência diante do qual Deus chama a juízo todos os homens. Assim, uma mudança genuína do coração é mais importante do que a conformidade ao ritual. A visão que Isaías teve de Deus nos mostra que a verdadeira adoração é, em primeiro lugar, um encontro entre o divino e o humano. Ela se move da contemplação reverente à revelação e percepção morais, e então avança para o estado de comunicação real, que, por sua vez, leva ao fruir em compromisso e serviço. A visão de Deus sempre provocou em nós um sentimento da nossa própria indignidade, e o primeiro impulso de um coração limpo é a tentativa de levar outros a Deus.

A contribuição de Isaías à fé judaico-cristã é grande e duradoura. Das suas percepções proféticas nos vieram as sementes que ao longo dos séculos geraram os conceitos mais definidos de expiação e salvação. Porque todos nós, como ovelhas, andávamos desgarrados, e o Senhor havia colocado sobre Cristo a iniquidade de todos nós, para que por meio das suas pisaduras pudéssemos ser curados. Somente com esse tipo de convicção poderemos voltar ao nosso Deus, que terá misericórdia de nós, com a certeza de que Ele também nos perdoará abundantemente. (Ross E. Price. Comentário Bíblico Beacon Isaías. Editora CPAD. Vol. 4. pag. 24-26).

Os profetas Ezequiel e Daniel

Ele era filho de Buzi, pelo que ou era sacerdote ou filho de um sacerdote (provavelmente, ambas as coisas), tendo sido chamado por Deus como profeta, por ocasião da maior crise de Judá; e então tornou-se um dos pastores de todo o Israel no exílio. Foi chamado por Deus para o exílio profético no quinto ano do primeiro exílio judaico, que teve início em 598 A.C., ou seja, o seu trabalho profético começou em 593 A.C. Sua última mensagem vem datada do ano 571 A.C. (ver Eze. 29.17). Dos vinte ou vinte e dois anos em que ele serviu, cerca de três foram os mais difíceis da história da nação de Judá. Os severos modos e os ensinamentos morais de Ezequiel têm-lhe conquistado a alcunha de João Calvino de Judá. Períodos Pessoais e Proféticos de Ezequiel O trabalho da vida de Ezequiel pode ser dividido em cinco períodos:

1. sua chamada (Eze. 1.4-28);

2. seus atos simbólicos (Eze. 4.1-3; 4.4-8; 4.9-17; 5.1-17; 12.1-16);

3. suas denúncias contra os pecados de Israel (Eze. 8—11; 16 e 20);

4. seus ensinamentos sobre a responsabilidade humana (Eze. 3.16-21; 8.4; 14.12-20; 33.1-29);

5. suas promessas de restauração de Israel (Eze. 33.21 ss. e os capítulos 40—48, onde se encontram as mais notáveis visões de Ezequiel quanto ao futuro). Cronologicamente, suas obras dividem-se em dois períodos principais, a saber:

a. De 593 a 586 A.C. repetidos avisos e atos simbólicos, com o intuito de levar o povo de Judá ao arrependimento, contidos em Ezequiel 1—24.

b. De 586 a 571 A.C. Ezequiel passa a agir como pastor dos cativos, no exílio, e também como mensageiro da esperança, no tocante à futura restauração, tópicos contidos em Ezequiel 33-48. Entre um bloco e outro de material, temos os seus oráculos contra as nações estrangeiras, nos capítulos 25 a 32. Algumas de suas mais brilhantes declarações encontram-se nessa porção, especialmente nos capítulos 27 e 28 e 30 e 31. Ensinamentos Importantes. Alguns dos temas centrais do livro são:

Conceitos Específicos de Deus. Ele é um Ser glorioso (1.2 ss.), que requer da parte dos homens santidade equiparada à Sua santidade. A glória de Deus pode revelar-se em qualquer lugar, até mesmo entre os pagãos (3.23). O nome de Deus é “eu sou Yahweh” (em nossa versão portuguesa, “eu sou o Senhor* (6.7). Deus poupava Seu povo, embora este fosse pecaminoso, por amor ao Seu nome, a fim de eles não serem ridicularizados entre as nações (20.9,14,22).

Eles retornarão do exílio não por merecerem tal misericórdia, mas por causa do nome do Senhor (36.22). A santidade de Deus é constantemente enfatizada (Eze. 20.41; 28.22,25; 36.23; 38.16,23; 39.27). É prometida a exaltação do nome de Deus entre as nações gentílicas (Ez. 28.22; 38.16,23).

Conceito de Israel. Israel foi escolhida para ser instrumento da glória de Deus, beneficiando espiritualmente a outras nações (20.5.14.22). Também havia a revelação de Deus em Israel, para o próprio benefício de Israel, por ser a nação que estava cumprindo a vontade do Senhor (39.23). Foram prometidos o triunfo e a salvação final, que serão obtidos devido à inexorável vontade de Deus (Eze. 20.42-44; 36.11,37; 39.28,29).

Conceito da Responsabilidade Humana. Essa é frisada na expressão; “… a alma que pecar, essa morrerá” (Ez. 18.4). Um homem não transfere sua culpa a seu filho, como também não pode transmitir a sua retidão a seus descendentes (Eze. 18; 14.12-20). Cada um haverá de receber sua própria recompensa ou punição (3.16-21; 18.19-32; 33.1-29). O profeta Ezequiel precisava cumprir fielmente a sua comissão, a fim de que não incorresse em culpa (33.1-6; 3.16-21).

Os Ensinamentos Proféticos. Os capítulos 40 a 48 oferecem-nos certa variedade de ensinamentos que incluem visões messiânicas, as futuras dificuldades de Israel e a restauração final; o estabelecimento do reino de Deus; a restauração das nações. O reino final de Deus só poderá tornar-se uma realidade mediante a intervenção e a presença pessoal de Yahweh entre os remidos, quando o Tabernáculo de Deus descer aos homens. “… e o nome da cidade, desde aquele dia, será: O Senhor está ali” (Ez. 48.35). A cultura de Israel é retratada como algo que continuará quando da era do reino. Os capítulos 38 e 39 têm sido largamente interpretados como elementos que farão parte da Terceira Guerra Mundial (ou então da Terceira e da Quarta Guerras Mundiais, segundo pensam outros intérpretes), de acordo com o que a Rússia e seus aliados serão derrotados, e Israel no futuro será finalmente confirmada na posição de cabeça das nações.

 Daniel era descendente da família real de Judá, ou pelo menos, da alta nobreza dessa nação (Dan. 1.3;). É possível que ele tenha nascido em Jerusalém, embora o trecho de Daniel 9.24, usado como apoio para essa ideia, não seja conclusivo quanto a isso. Entre doze e dezesseis anos de idade, Daniel já se encontrava na Babilônia, como cativo judeu entre todos outros jovens nobres hebreus, como Ananias, Misael e Azarias, em resultado da primeira deportação da nação de Judá, no quarto ano do reinado de Jeoiaquim. Ele e seus companheiros foram forçados a entrar no serviço da corte real babilónica. Daniel recebeu o nome caldeu de Beltessazar, que significa “príncipe de Baal”.

De acordo com os costumes orientais, uma pessoa podia adquirir um novo nome, se as suas condições fossem significativamente alteradas, e esse novo nome expressava a nova condição (2Reis 23.34; 24.17; Est. 2.7; Ed. 5.14). A fim de ser preparado para suas novas funções, Daniel recebeu o treinamento oriental necessário. Daniel aprendeu a falar e a escrever o caldeu (Dan. 1.4) e não demorou para que se distinguisse por sua sabedoria e piedade, especialmente na observância da lei mosaica (Dn. 1.8-16). O seu dever de entreter a outras pessoas sujeitou-o à tentação de comer coisas consideradas impróprias pelos preceitos levíticos, problema que ele enfrentou com sucesso. A educação de Daniel se deu durante três anos, ao final dos quais ele se tornou um dos cortesãos do palácio de Nabucodonosor, onde, pela ajuda divina, conseguiu interpretar um sonho do monarca, para inteira satisfação deste. Tudo em Daniel impressionava o rei, pelo que ele subiu no conceito real, tendo-lhe sido confiados dois cargos importantes, como governador da província da Babilônia e inspetor-chefe da casta sacerdotal (Dn 2.48).

Posteriormente, em outro sonho que Daniel interpretou, ficou predito que o rei, por causa de sua prepotência, deveria ser humilhado por meio da insanidade temporária, após o que seu juízo ser-lhe-ia restaurado (Dn. 4). As qualidades pessoais de Daniel, como sua sabedoria, seu amor e sua lealdade, resplandecem por toda a narrativa. Sob os sucessores indignos de Nabucodonosor, ao que parece, Daniel sofreu um período de obscuridade e olvido. Foi removido de suas elevadas posições, e parece ter começado a ocupar postos inferiores (Dn. 8.27). Isto posto, ele só voltou à proeminência na época do rei Belsazar (Dn. 5.7,8), que foi co-regente de seu pai, Nabonido. Belsazar, porém, foi morto quando os persas conquistaram a cidade. No entanto, antes desse acontecimento, Daniel foi restaurado ao favor real, por haver conseguido decifrar o escrito misterioso na parede do salão de banquete (Dn. 5.2 e ss.).

A essa altura dos acontecimentos, Daniel recebeu as visões registradas nos capítulos sétimo e oitavo, as quais descortinam o curso futuro da história humana, juntamente com a descrição dos principais impérios mundiais, que se prolongariam não somente até a primeira vinda de Cristo, mas exatamente até o momento da “parousia”, ou segunda vinda de Cristo. Os medos e os persas conquistaram a Babilônia, e uma nova fase da história se iniciou. Daniel mostrou-se ativo no breve reinado de Dario, o medo. Uma das questões envolvidas foram os preparativos para a possível volta de seu povo do exílio para a Terra Santa. Sua grande ansiedade, em favor de seu povo, para que fossem perdoados de seus pecados e restaurados à sua terra, provavelmente foi um dos fatores que o ajudaram a vislumbrar o futuro, até o fim da nossa atual dispensação (Dn. 9), o que significa que ele previu o curso inteiro da futura história de Israel. Daniel continuou cumprindo seus deveres de estadista, mas sempre observando estritamente a sua fé religiosa, sem qualquer transigência.

O caráter e os atos de Daniel despertaram ciúmes e invejas. Mediante manipulação política, Daniel terminou encerrado na cova dos leões; mas o anjo de Deus controlou a situação, e Daniel foi livrado dos leões, adquirindo novo prestígio e maior autoridade. Daniel teve a satisfação de ver um remanescente de Israel voltar à Palestina (Dn. 10.12). Todavia, sua carreira profética ainda não havia terminado, porquanto, no terceiro ano de Ciro, ele recebeu outra série de visões, informando-o acerca dos futuros sofrimentos de Israel, do período de sua redenção, através de Jesus Cristo, da ressurreição dos mortos e do fim da atual dispensação (Dn. 11 e 12). A partir desse ponto, manifestam-se as tradições e as fábulas, havendo histórias referentes à Palestina e à Babilônia (Susã), embora não possamos confiar nesses relatos. (CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. p. 3197-3199; 3367-3368).

Os profetas maiores tiveram uma atuação proeminente tanto no reino de Judá como na Babilônia.   

OS PROFETAS MENORES

O comentário bíblico Os Doze Profetas Menores sobre Oséias nos apresenta a história de um Deus que ama de forma insistente seu povo. Esse amor não é correspondido na mesma medida, como vemos ao longo da história do Antigo Testamento. Apesar de Deus ter dado aos israelitas a liberdade, uma terra, transformando-os em uma nação e trazendo-lhes prosperidade, os israelitas contínua e facilmente se esqueciam de Deus e de seus preceitos, abandonando-o e se voltando a outros deuses. Essa situação não é distante da nossa própria realidade, pois o homem tem facilidade de se esquecer de Deus e do amor demonstrado por Ele.

O casamento de Oseias com uma ‘‘mulher de prostituições” é uma comparação clara com a própria nação de Israel. Deus considerava o assunto prostituição de forma dupla: no sentido físico, quando os israelitas participavam de cultos a outros deuses que envolviam a prática sexual como parte da liturgia, e no sentido espiritual, deixando a adoração ao Senhor para envolverem-se com outros deuses. A profecia de Oseias teve como destinatários os israelitas do Reino do Norte, Israel. Ellisen comenta que embora sejam dados os nomes dos reis de Judá com a finalidade de localizar a época, e Judá seja mencionado no livro, a profecia é dirigida ao Reino do norte, Israel… Dirige-se a ele como “Efraim” trinta e sete vezes, em virtude da poderosa tribo do centro oriunda do muito abençoado filho de José. Efraim quer dizer “fértil”. Matthew Henry diz acerca de Oseias e de sua mensagem: Ele deveria convencê-los dos seus pecados, ao se desviarem de Deus em prostituições, casando-se com uma mulher que praticara a prostituição…

Ele deveria predizer a destruição que viria sobre eles por causa de seu pecado, nos nomes de seus filhos, o que significava que Deus os estava rejeitando e abandonando… Ele deveria falar da consolação ao reino de Judá, que ainda retinha a adoração pura a Deus, e assegurar-lhe a salvação do Senhor… Ele deveria dar uma declaração da grande misericórdia que Deus tinha reservado tanto para Israel quanto para Judá, nos últimos dias… A reprimenda de Deus não deve ser desmerecida. O estado espiritual do povo era deplorável, e nem a liderança religiosa dava o exemplo necessário para que o povo se arrependesse. Faltava ensino, como também o temor: O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos. Como eles se multiplicaram, assim contra mim pecaram; eu mudarei a sua honra em vergonha. Alimentam-se do pecado do meu povo e da maldade dele têm desejo ardente. Por isso, como é o povo, assim será o sacerdote; e visitarei sobre ele os seus caminhos e lhe darei a recompensa das suas obras. (Os 4.6-9) Alexandre Coelho e Silas Daniel. Os Doze Profetas Menores. Editora CPAD. p. 17-18. 

O comentário os doze profetas menores destacam em primeiro lugar, que Amós nos mostra que Deus se utiliza de quem Ele quer, e que Ele pode se utilizar de pessoas que, dentro dos nossos padrões, não seriam enquadradas como adequadas a certas funções. Amós era um homem rústico, de origem humilde, com um vocabulário limitado e nenhum compromisso com as normas cerimoniais que regiam a convivência dentro das suntuosas casas dos ricos israelitas. Ele era de Judá, mas profetizou para Israel. E além de tudo, era um “leigo na igreja”, ou melhor, não era uma pessoa acostumada com os trabalhos de liderança nem de administração dos sacrifícios e leis cerimoniais descritos no Pentateuco. Mark Dever diz que Muitas vezes Deus chama pessoas inesperadas para servi-lo de formas surpreendentes, não é mesmo? Apenas rememore as histórias do Antigo Testamento.

O pagão Abraão tornou-se o pai dos fiéis. O octogenário e gaguejante Moisés tornou-se o grande doador da Lei e libertador de Israel. O jovem pastor Davi tornou-se o maior rei de Israel… e Deus chamou Amós, o leigo da igreja e lavrador, para ser profeta de uma nação que parecia próspera e bem-sucedida. O cenário religioso e social de Israel era de total descaso para com as coisas de Deus. Os sacerdotes se aproveitavam de suas funções para tratar de seus próprios interesses e se tornarem ricos. Quem tinha dinheiro podia comprar sentenças judiciais de juízes corruptos, usurpando o direito dos mais necessitados. Pai e filho dormiam com uma mesma prostituta.

E todos tinham a certeza de que, se seguissem os rituais descritos na lei de Moisés, não precisariam se preocupar com suas vidas pessoais. A situação era tão séria que Deus deu a Amós uma visão em que apareceu um prumo, um instrumento com o qual uma parede era medida, para que se verificasse se estava reta ou não. Com o prumo, um hábil construtor poderia ver se a parede poderia ser ou não aproveitada em uma reforma, ou se deveria ser demolida para que outra fosse colocada em seu lugar.

E o prumo de Jeová mostrou que a parede Israel estava torta. Essa falta de retidão não era demonstrada apenas na forma como cultuavam, mas principalmente na forma como os mais abastados tratavam os mais carentes, exigindo deles tributos e fazendo pouco caso do que a Lei ordenava no tocante à ajuda necessária aos pobres. A profecia de Amós tinha por objetivo mostrar ao povo de Deus que a prosperidade financeira não poderia instituir a arrogância e a acomodação em relação à prática da justiça social. (Alexandre Coelho e Silas Daniel. Os Doze Profetas Menores. Editora CPAD. p. 32-33).

Os profetas Pré-exílio

Joel profetizou no reino de Judá por volta do ano 835 a.C., durante o reinado de Joás (2 Cr 22–24). Ele se identifica como “filho de Petuel” (Jl 1.1). O seu nome significa “Jeová é Deus”. Ele pregou o arrependimento nacional por meio do jejum, choro, pranto e santificação (Jl 2.12,13,16,17). O profeta anunciou o derramamento do Espírito Santo (Jl 2.28) que se cumpriu no dia de Pentecostes (At 2.17-21), e vaticinou o “dia do Senhor” como dia de salvação e de juízo (Jl 1.15; 2.1,11,31). Nesse sentido, Cristo veio para salvar o mundo (Jo 3.16), e um dia voltará para julgar (At 17.31). Miqueias profetizou nos reinados de Jotão, Acaz e Ezequias (742–687 a.C.), reis de Judá (Mq 1.1). Seu ministério durou cerca de 50 anos.

Era da cidade de Moreste, um profeta humilde em Judá (Mq 1.1). Miqueias denunciou a falsa espiritualidade do povo. A nação participava dos ritos sagrados, mas sua religiosidade era meramente legalista (Mq 2.11; 3.11). Condenou a exploração dos pobres (Mq 2.1,2); lamentou a impiedade (Mq 1.9); anunciou a destruição de Jerusalém e o cativeiro babilônico (Mq 3.12). Ainda assim, Deus concederia esperança de restauração a um remanescente (Mq 2.12,13; 4.10). Habacuque iniciou seu ministério por volta do ano 609 a.C., no governo de Jeoaquim, rei de Judá (2 Rs 23.30-34). Seu nome significa “abraço amoroso” e ainda “lutador”. Ele próprio se apresenta como sendo profeta (Hc 1.1). O texto é tecnicamente um “oráculo”.

Ele recebeu orientação divina para escrever, em lugar de transmitir oralmente como era o usual (Hc 2.2). Ele reclamou da violência, do litígio e da sentença distorcida (Hc 1.1-4), e vaticinou que Deus usaria os babilônios para punir a nação (Hc 1.6). Por fim, Deus haveria de julgar os ímpios e restaurar o seu povo (Hc 3.13). Sofonias afirma que foi chamado “nos dias de Josias, […] rei de Judá” (Sf 1.1). A erudição bíblica concorda que o ano 632 a.C. marca o início de suas profecias. Ele condenou a degeneração religiosa que reinava em Judá: o culto a Baal, a astrologia e a profanação dos sacerdotes (Hc 1.4,5); a má conduta dos príncipes, o engano e a violência (Sf 1.8,9). Anunciou a invasão da cidade e a destruição no grande “Dia do Senhor” (Sf 1.10-11,14), e a restauração do remanescente (Sf 3.13-17). Como é possível notar, os profetas pré-exílio abordam o juízo, mas enfatizam a misericórdia divina em prover o livramento. (Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021).

Os profetas Pós-exílio 

Ageu era um homem idoso quando começou a profetizar (Ag 2.3). O início de seu ministério se deu no ano 520 a.C., correspondente ao “sexto mês do segundo ano do rei Dario” (Ag 1.1). Nesse tempo, após 17 anos de paralisação, a obra do Templo foi retomada. Ageu persuadiu o governador Zorobabel, o sumo sacerdote Josué, os líderes judeus e o povo a concluir a reconstrução do Templo de Jerusalém (Ag 1.2-9; 2.2,4). Deus prometeu prover os recursos da construção (Ag 2.8) e assegurou que a glória dessa casa seria maior do que a da primeira (Ag 2.9). O livro encerra com uma mensagem de esperança. Deus fará abalar céus e terra para abençoar o seu povo, e, numa referência a Cristo, estabelecerá o Reino messiânico para sempre (Ag 2.21-23).

Zacarias era membro da família sacerdotal (Ne 12.4). Foi comissionado profeta em 520 a.C., no segundo ano de Dario (Zc 1.1). Esdras registra que Zacarias e Ageu atuaram juntos para despertar o povo, Josué e Zorobabel a concluir o Templo (Ed 5.1,2; 6.14). Com a mensagem “não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito” (Zc 4.6) o profeta advertia que, embora fosse necessário o esforço humano, tanto o retorno do exílio, como a reconstrução da cidade e do Templo eram obras do poder divino. Zacarias é considerado o mais messiânico dos profetas menores. Ele anuncia a vinda do Messias como o renovo do Senhor (Zc 3.8), e, nos capítulos 1.7–6.8 apresenta uma profunda descrição acerca de Cristo. Malaquias significa “mensageiro”, e seu ministério teve início por volta de 433 a.C.

Nessa época, a reconstrução do segundo Templo de Jerusalém já estava concluída (Ml 1.10; 3.1,10). A mensagem do profeta consistia em exortar os repatriados do exílio a uma vida de adoração e santidade. Ele repreendeu o desleixo dos sacerdotes que apresentavam no altar do Senhor pão imundo e animais com defeito (Ml 1.7,8); os pecados do povo, tais como feitiçaria, adultério, falsidade, fraude, extorsão e exploração dos necessitados (Ml 3.5). Igualmente denunciou a negligência com os dízimos e ofertas (Ml 3.8,9). O livro encerra o cânon do Antigo Testamento e conclui com a promessa de que o Dia do Senhor estava vindo (Ml 4.5.6). Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021. 

Os demais profetas

Jonas era um profeta do Norte, mas foi enviado para pregar em Nínive, a capital da Assíria (Jn 1.2). Seu livro é datado por volta de 762 a.C., quando a Assíria ainda era dotada de poder e grandeza (Jn 1.2). A mensagem era de destruição por causa da maldade da nação (Jn 3.4). O império era inimigo implacável de Israel, e o nacionalismo de Jonas o levou a desobedecer à ordem divina (Jn 1.3; 4.1,2). No entanto, após ser punido e liberto do ventre do grande peixe (Jn 2.1,10), Jonas pregou aos ninivitas, a nação se converteu, e Deus cancelou o juízo sobre eles (Jn 3.8-10).

A mensagem do livro demonstra o amor divino para com todas as nações. Ao tratar de sua morte e ressurreição, Jesus a comparou ao evento do profeta Jonas (Mt 12.39-41; Lc 11.29-32). Naum era um profeta da vila de Elcós (Na 1.1) cuja localização é incerta, mas que provavelmente ficava em Judá. Ele profetizou a condenação de Nínive e dessa vez não houve arrependimento (Na 1.1,9). Pouco mais de um século antes, em 722 a.C., os assírios tinham deportado e torturado o reino de Israel. O reino de Judá também era atormentado pela tirania dos ninivitas. Por fim, Deus ordenou a destruição dos assírios pela insistência em praticar a crueldade (Na 3.1-4). Em 612 a.C., conforme vaticinado pelo profeta (Na 1.8), os babilônios sitiaram Nínive por três meses e a subjugaram quando o rio Tigre transbordou e destruiu os muros da cidade. Tinham se passado 150 anos desde o episódio envolvendo o profeta Jonas. Obadias é o profeta menor com o registro da mensagem mais curta dos livros proféticos.

São apenas 21 versículos com referência ao julgamento de Edom (Ob 1.1). A data do livro é muito disputada. No versículo 11, o profeta faz menção a um evento histórico envolvendo Jerusalém. A maior parte dos eruditos conservadores acredita que se trata da queda de Jerusalém em 586 a.C., assim a composição do livro teria ocorrido por volta de 585 a.C., um ano antes do exílio babilônico. Obadias denunciou a soberba e a arrogância dos edomitas (Ob 1.1-3). Eles eram descendentes de Esaú e praticavam violência contra Judá (Ob 1.8-11). Por essa razão, Deus os condenava à destruição (Ob 1.15-16), enquanto Judá recebia a promessa de restauração (Ob 1.17). Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.

Os doze profetas menores foram usados por Deus antes e depois do exílio do povo escolhido. 

O LIVRO DO APOCALIPSE

Autoria, propósito e destinatários

O Dicionário Bíblico Wycliffe assevera que o termo grego apokalypsis significa “revelações especiais de Deus ao homem em Jesus Cristo” (Lc 17.30; Rm 8.18; 2 Ts 1.7; 1 Pe 1.13).7 A palavra é uma combinação de apo (da parte de) e kalupto (encobrir) com o sentido de “revelar algo que estava encoberto”. No versículo de abertura, o livro atesta ser a “revelação de Jesus Cristo” (Ap 1.1a), assegura que o propósito é “mostrar as coisas que brevemente devem acontecer” (Ap 1.1b). Como literatura apocalíptica, o livro “descreve a futura graça de modo a encorajar os obedientes, e descreve o futuro castigo para desencorajar os desobedientes”.

A obra apresenta o apóstolo João como seu autor (Ap 1.1, 22.8). No século III, Dionísio de Alexandria questionou a autoria joanina alegando diferenças de linguagem, vocabulário e estilo entre o Evangelho de João e o Apocalipse. Porém, os primeiros patriarcas da Igreja confirmaram que a autoria era de João. Por exemplo, Justino de Roma em seu “Diálogo com Trifão”, escrito por volta do ano 155 d.C., assegura que João recebeu a revelação acerca do milênio, da ressurreição universal e do juízo final.9 A data da escrita do Apocalipse ocorreu por volta do ano 95 d.C. João recebeu a revelação exilado na ilha de Patmos durante o reinado de Domiciano (81-96 d.C.). Os destinatários são identificados pelas cidades das sete Igrejas da Ásia Menor (atual sudoeste da Turquia). Embora a mensagem sirva para todos os crentes, em todas as partes do mundo e em todos os tempos, especificamente os primeiros leitores habitavam em: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Filadélfia, Laodiceia e Sardes (Ap 1.11).

Como essas cidades estavam localizadas em uma rota bastante movimentada com estradas que formavam uma conexão entre elas, acredita-se que o livro de Apocalipse pretendia ser uma carta circular a ser lida em cada uma dessas igrejas. O livro encerra o cânon do Novo Testamento, e revela a vitória final do Reino de Deus. (Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021). 

Uma mensagem de esperança

Cristo disse a João: “Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer” (Ap 1.19). Significa o registro do passado, presente e futuro. No passado, João “testificou da Palavra de Deus” (Ap 1.2). O tempo verbal grego empregado aqui, o aoristo (“testificou”) provavelmente refere-se a um “aoristo epistolar”, porque a escrita “das coisas que ele viu” estaria no passado quando seus leitores a recebessem. A declaração também aponta o testemunho de João para as coisas já acontecidas, tais como a visão do Filho de Deus (Ap 1.10-17) e até mesmo o nascimento e a ascensão de Jesus (Ap 12.1.17). Ainda, a expressão indica que as “palavras desta profecia” são verdadeiras, portanto, divinamente inspiradas (Ap 22.7).

As “coisas que são” sinalizam aquilo que estava acontecendo no tempo presente do autor. Diz respeito à situação das Igrejas mostrada nos capítulos 2 e 3 do livro, mas que também se aplicam às igrejas de todas as épocas, tal como o dever de guardar as palavras da profecia (Ap 1.3, 22.14). As “coisas que hão de acontecer” revelam o futuro. Com algumas exceções de presente e passado, referem-se aos eventos narrados a partir do capítulo 4 que antecedem a volta de Jesus (Ap 1.7), e as coisas que acontecem depois, tais como a instauração do milênio (Ap 20.2,3), o julgamento final (Ap 20.13), o novo céu e a nova terra (21.1) e a nova Jerusalém (Ap 21.2).

O Comentário Bíblico Pentecostal faz o seguinte resumo dessa mensagem:

(1) Deus está no controle, não Satanás;

(2) Espere pela volta do Cordeiro, e não pela Besta;

(3) Combata todas as suas batalhas com as armas do Espírito, e não com as do mundo;

(4) Quando estiver em dúvida, adore a Deus! A adoração é a maior e mais poderosa expressão de fé;

(5) Você está sendo preparado para uma colheita;

(6) A noiva está quase pronta para as bodas com o Filho;

(7) Os preparativos para o casamento já foram feitos, as festividades do final da colheita começaram, e nenhum outro sinal é necessário.

Ouça… a última trombeta vai soar. Os temas acima enumerados devem refletir na maneira como vivemos. Sua mensagem apresenta a esperança de um presente e de um futuro com Deus. Ratifica-se que o livro nos ensina a viver com Deus no presente, a fim de participar da eternidade com Ele. As revelações do futuro atestam que Deus controla a história (Ap 14.7,8); Deus triunfará sobre o mal; Satanás será derrotado (Ap 20.10); o pecado será banido; e os eleitos herdarão a Nova Jerusalém (Ap 21.2-4). Por isso, somos encorajados a clamar “Ora, vem, Senhor Jesus!” (Ap 22.20). Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.

O livro do Apocalipse, escrito às sete Igrejas da Ásia Menor, traz uma mensagem de esperança e fortalecimento da fé.

A mensagem dos profetas é de suma importância para despertar o cristão. Nos livros proféticos, a soberania, a justiça e a misericórdia divina estão claramente reveladas. Os fatos narrados comprovam o poder, a autoridade e o controle divino sobre todas as coisas. Eles nos servem de experiência de fé, que produz esperança,

“E a paciência a experiência, e a experiência a esperança”. (Rm 5.4)

Até a próxima lição!

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