A importância da formação continuada para o desempenho da equipe pedagógica na Escola Dominical

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A formação continuada é um instrumento de atualização para qualquer pessoa que almeja ampliar seus conhecimentos em uma área específica. Como o nome já diz, a formação continuada visa potencializar os conhecimentos já existentes, aprendendo novas formas de aplicá-lo nos espaços onde a pessoa está inserida ou cumpre alguma tarefa.

Formação continuada tem a ver com aperfeiçoamento, modernização, complementação. No contexto da Escola Dominical, o trabalho realizado também precisa ser atualizado, haja vista que a geração atual de alunos é mais dinâmica e voltada para o uso das tecnologias e Mídias Digitais. Diante desse cenário, professores e superintendentes da Escola Dominical precisam estar capacitados para gerenciar os trabalhos de ensino na igreja de modo que possam acompanhar as mudanças que ocorrem na sociedade.

A partir da compreensão do que é a formação continuada, é papel do gestor (superintendente) promover em sua igreja os meios de capacitação com vista em melhorar os níveis de ensino-aprendizagem nos espaços da Escola Dominical. Professores bem treinados e capacitados poderão trazer ótimos resultados para o ensino bíblico e, consequentemente, para a saúde da igreja.

O que é a formação continuada?

A formação continuada diz respeito ao aprofundamento ou mesmo aquisição de novos conhecimentos de uma área específica. Em qualquer área profissional, encontramos pessoas que possuem conhecimentos gerais sobre um assunto, mas encontramos também aqueles que são especialistas.

Os especialistas, além de vasta experiência em algum tema, possuem também formação específica na área em que atuam. Geralmente, possuem cursos de capacitação, especialização, extensão ou já participaram de vários eventos cuja finalidade é aprender diferentes formas de exercer o mesmo trabalho, porém com resultados mais eficientes.

No contexto da Escola Dominical, a formação continuada potencializa o trabalho em equipe, agrega conhecimentos, mostra novas formas de realizar as tarefas e ajuda os colaboradores a aplicar melhorias no ensino bíblico. Quem atua na área de ensino precisa estar em constante atualização e aprendizado, haja vista que o conhecimento é a matéria-prima de qualquer professor.

O grande desafio dos professores nos espaços da Escola Dominical é encontrar e aplicar novas metodologias de ensino que sejam eficientes na aula. Não basta apenas adquirir profundo conhecimento bíblico ou teológico, é preciso saber adequá-los às diferentes faixas etárias, utilizar-se da didática para transmiti-los e encontrar os mecanismos de fixação dos conteúdos que sejam interessantes para o aluno. Somente a busca pelo aperfeiçoamento contínuo responderá aos dilemas enfrentados pelo professor em aula.

Qual o papel do gestor na formação continuada?

Nessa mesma perspectiva o gestor não pode estar distante do problema como se a responsabilidade por resolver a situação fosse apenas do professor que lida diretamente com os alunos. Faz parte do papel do gestor encontrar mecanismos e oportunidades de formação continuada a fim de melhorar o desempenho dos colaboradores da equipe pedagógica na qual exerce a gestão.

Diante desse cenário, o gestor precisa agir para aumentar o nível de qualidade da Escola Dominical. O primeiro passo é identificar quais são as maiores necessidades de conhecimento dos professores (bíblico e pedagógico); quais as suas limitações no tocante a aplicação desses conhecimentos; domínio dos conteúdos; metodologias empregadas, etc.

Em seguida, deve promover cursos de capacitação que atendam às necessidades de aperfeiçoamento desses professores. Quais os conhecimentos inovadores na área de educação cristã que podem tornar a aula mais eficaz. Essas práticas fortalecem o trabalho da Escola Dominical e servem de incentivo para que outras pessoas despertem o interesse pelo magistério cristão.

Além de cursos de capacitação na área de educação cristã, os gestores podem promover eventos: seminários, simpósios, mesas de debate, reuniões online, palestras e plenárias sobre assuntos pertinentes que envolvem a prática pedagógica em classe. Vale ressaltar que tais discussões precisam resultar em efeito prático na sala de aula e na qualidade do ensino.

O compromisso com a autoformação

É importante destacar que o aperfeiçoamento ministerial não é apenas responsabilidade da gestão. Aqueles que entenderam e atenderam ao chamado para o magistério cristão devem ter o compromisso com a formação contínua. Em muitas ocasiões, somente os professores que estão em constante contato com as suas classes é quem conhecem as maiores demandas do ensino.

De acordo com DURÃES e RAMIRO (2018, p. 150):

Como formador (gestor), compete-lhe oferecer condições para que sua equipe se aprofunde no processo educacional na sua faixa etária ou grupo educacional específico. Como as equipes educacionais das igrejas, em sua maioria, são formadas por pessoas não técnicas ou leigos em educação, cabe ao coordenador educacional incentivar e contribuir no desenvolvimento do seus colaboradores, levando em conta suas habilidades naturais, suas relações interpessoais e características individuais. É claro que para dar conta desta formação, o professor, mesmo que leigo, deve estar interessado no seu próprio desenvolvimento como servo de Cristo e comprometido com um processo de ‘autoformação’”.

Isso quer dizer que cabe ao professor ter o comprometimento com a própria formação. O gestor deve oferecer as oportunidades de aperfeiçoamento do trabalho pedagógico. Em contrapartida, é na prática pedagógica em sala de aula que o professor procura inovar, dedicar-se a ser criativo e diferenciado em sua performance.

Para tanto, o professor não deve acomodar-se a práticas de ensino que não promovem nenhuma mudança condicional à forma como o aluno aprende. Atividades repetitivas que não proporcionam nenhum estímulo ao aluno, rotinas escolares que não pensam diferentes formas de ensinar tornam a aula da Escola Dominical ineficiente e monótona.

O ensino de conteúdos bíblicos precisa ser acompanhado de mecanismos didáticos que estimulam a reflexão e a participação do aluno na aula. O exercício de ensino que ignora essas práticas, em vez de desenvolver a aprendizagem, finda em limitá-la. Para que haja aprendizado o aluno precisa estar condicionado a situações novas mediante atividades e dinâmicas que exploram o pensamento, a criatividade, e o imaginário (no caso das crianças, especificamente).

É no processo da descoberta, da interação e das experiências coletivas que o conhecimento é construído. Professores que resumem suas aulas apenas à exposição dos conteúdos sem haver nenhum deslocamento de ideias ou reflexão condicionam seus alunos ao desinteresse pelos conteúdos. Por esse motivo, é tão importante aprender novas metodologias, trocar experiências e amadurecer novas ideias que podem ser aplicadas nos espaços da sala de aula.

Considerações finais

Por fim, vale ressaltar que o gestor que investe na formação continuada de seus colaboradores não promove apenas a discussão sobre as ciências pedagógicas. Antes, tem a oportunidade de oferecer à sua equipe conhecimentos inovadores para o aperfeiçoamento do trabalho docente na Escola Dominical.

Tanto a ciência pedagógica como a teologia não são o fim em si mesmo. Antes, são conhecimentos que subsidiam a formação e o trabalho dos professores. A gestão tem a responsabilidade de direcionar esses saberes para toda a equipe, de forma que a troca de conhecimentos, as informações, as experiências e as ideias agreguem valores ao serviço de ensino cristão.

Assim sendo, as mudanças significativas no ensino são o resultado de práticas pedagógicas aprimoradas que atendam ao desenvolvimento intelectual e espiritual dos alunos. Por isso, a gestão da equipe pedagógica deve prezar pela formação continuada, integração e troca de informações constantes entre os seus cooperadores.

Por Thiago Santos – Pedagogo, especialista em Gestão Escolar, especialista em Docência e Gestão do Ensino Superior

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