Igreja e Política

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A palavra Política, em linhas gerais e práticas, significa a arte ou ciência de governar, trazendo direção e ordem para a vida social. É a ciência que organiza as relações sociais entre pessoas, pertençam elas a uma instituição ou agremiação, ou estejam elas em uma cidade, país ou residência, por exemplo.

Assim sendo, mesmo dentro de um casamento, a convivência entre duas pessoas já implica em regras e acordos, normas e práticas, que deverão ser politicamente construídas ao longo dos anos.

Sempre estaremos sujeitos às políticas de uma empresa, de um condomínio, de um clube ou de uma instituição financeira. E de forma semelhante, a política perpassa a instituição Igreja, pois em cada templo há normas e estatutos a serem seguidos, elaborados por uma convenção ou por pessoas que administram o seu funcionamento local. Além disso, a igreja local estará submetida às políticas relativas a cada cidade, estado ou país, que regulam muitas das suas atividades, ou até mesmo as suprimem, como acontece em muitos países onde as igrejas estão sendo fechadas e proibidas de funcionar.

No tocante ao Brasil, estamos vivenciando momentos bastante frágeis politicamente. Vivemos em um país em que a política tem sido usada para fins de enriquecimento e empoderamento pessoal. E infelizmente, ainda assistimos o uso político para a introdução de práticas e leis que agridem e denigrem a fé evangélica, em uma tentativa constante de criminalizar aqueles que defendem os conceitos bíblicos.

Em ano de eleições, mesmos desgostosos com os discursos políticos da grande maioria dos “políticos”, não podemos ignorar a importância da igreja evangélica de se posicionar para defender a liberdade de culto e as doutrinas bíblicas que adotamos como regra de fé e prática. Não há como cruzarmos os braços e permitirmos que leis pró aborto sejam adotadas, e que políticas a favor da ideologia de gênero e contra a família sejam disseminadas a nossos filhos, das pré-escolas às universidades.

No mundo inteiro, e mui especialmente no Brasil, muitos partidos e candidatos defendem o aborto, são contra a instituição do casamento, defendem a liberação das drogas ilícitas, são a favor de que na certidão de nascimento de uma criança não haja mais a indicação do sexo (para que ela escolha o sexo que desejar quando mais velha), e muitos ainda defendem que a pedofilia deixe de ser crime. Isto sem falar na doutrina marxista estimulada nas escolas, visando classificar a religião, e preferencialmente a pregação do Evangelho, como algo que deva ser banido na sociedade.

Precisamos orar pelos rumos políticos do nosso país. Clamar para que os evangélicos acordem para os perigos ideológicos que os rodeiam. Jejuar para que possamos discernir as práticas e discursos contrários a Deus e à sua Palavra. Se não nos posicionarmos corretamente, os evangélicos sofrerão perseguições nunca vistas, inclusive com pastores sendo censurados em suas pregações e com igrejas sendo fechadas.

Oremos pela liberdade para semearmos o Evangelho. Até porque, a saída para o Brasil, como para qualquer outra nação, passa pela fé e consequente conversão a Deus: E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. (2 Crônicas 7.14)

Por Elaine Cruz é psicóloga clínica e escolar, com especialização em Terapia Familiar

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