“Estamos nos mobilizando”: Mesmo atingidas, igrejas atuam no apoio a Petrópolis

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Além dos prejuízos materiais, 104 vidas foram perdidas e há cerca de 130 pessoas ainda estão desaparecidas.

O temporal que caiu em Petrópolis, na região metropolitana do Rio de Janeiro, na tarde de terça-feira (15) devastou a cidade, transformando-se em uma tragédia histórica, que, até o momento, já contabiliza 104 mortos.

A força e a velocidade das águas da chuva fizeram desabar parte do Morro da Oficina, destruiu casas, levou carros e arrastou veículos pesados como ônibus e caminhões, muitos deles tombados em córregos.

Dezenas de vídeos mostram os horrores provocados pelo desastre, com ruas, casas e comércios de diversos bairros sendo invadidos pela força das águas.

Além das perdas materiais, muitas mortes foram registradas. Cerca de 130 pessoas ainda estão desaparecidas.

Nesse cenário caótico, igrejas, que também tiveram perdas materiais, estão mobilizadas para ajudar a população.

Em entrevista exclusiva ao Guiame, o presidente do Conselho dos Ministros Evangélico do Município de Petrópolis (Comempe), Pr. Carlos Carnavalli, contou sobre a situação local.

“Estamos trabalhando na limpeza da nossa igreja, que foi muito afetada. Tivemos perdas materiais, mas graças a Deus não humanas. Também estamos nos mobilizando e agora o primeiro passo é limpar a igreja para se tornar um QG de ajuda às pessoas”, disse.

Pastor da Igreja Batista de Corrêas, segundo distrito de Petrópolis, ele disse ter recebido um comunicado de alguns colegas de Ministério do Rio de Janeiro que estão chegando com carretas, com caminhões, com carros, levando cestas básicas, material de limpeza e de higiene pessoal, além de água potável, que é o item mais urgente.

“Precisamos muito de água potável, a cidade não tem água potável suficiente”, declarou o pastor, que também enviou fotos mostrando o rastro de destruição provocado pelo temporal na igreja que pastoreia.

Limpeza e solidariedade

Pastor da Igreja Batista da Esperança no bairro São Sebastião, Sidnei Xavier contou que muitos ministérios começam a ajudar Petrópolis. Ele contou que sua igreja não foi atingida, mas muitas casas no entorno do bairro sofreram com quedas de barreiras.

“Graças a Deus as doações estão chegando. Muita gente está ajudando. Estou aqui assessorando um grupo da Cristolândia de São Gonçalo que chegou para nos ajudar na remoção de uma barreira que está interditando o caminho de algumas pessoas”, contou.

Segundo o pastor, existem pontos de deslizamentos grandes e vários outros menores que estão causando muito transtorno a muitas famílias. “Estamos mobilizando pessoas para ajudar nessas demandas menores, mas que para uma ou duas famílias são muito grandes”, disse.

O comerciante Daniel Sampaio conta que ajudou as vítimas desde o primeiro momento, mas como também é morador de uma área de risco, precisou sair com sua família. “Passei a noite ajudando outras pessoas e agora chegou o momento de ajudar os meus. Graças a Deus o nosso maior patrimônio está sendo preservado: a vida”, disse.

Muitas igrejas se transformaram em pontos de recebimento e distribuição de doações, vindas de diversas partes do Rio de Janeiro e outros estados.

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