O professor de ebd como agente de Deus para a transformação de vidas

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INTRODUÇÃO

O professor da EBD é, antes de tudo, uma pessoa chamada para o ministério de ensino. O professor deve ser aprovado em seu ofício, e ser hábil no manuseio da Palavra de Deus (2 Tm 2.15). O ensino da EBD, levando em conta os seus objetivos, exige da parte do professor o melhor que ele pode dar. Exige que o professor se gaste e seja gasto, no treino, no preparo, na oração, no planejamento.

Ser professor apenas para transmitir conhecimentos talvez seja até fácil, mas não se chegará a lugar algum; primeiro, porque quem apenas se dispõe a transmitir o que sabe está totalmente fora dos objetivos básicos do ensino, e segundo, porque o verdadeiro papel do professor da EBD não é ensinar, mas contribuir para a transformação de vidas através do ensino da Palavra de Deus, de forma sistemática.

O professor ajuda na edificação de uma pequena parcela do Corpo de Cristo, a sua classe. Em classe, o professor da EBD deve ser também o primeiro conselheiro espiritual dos alunos. Isso refere-se não apenas às dúvidas sobre questões bíblicas, mas também à adaptação do ensino bíblico às situações problemáticas vividas pelos alunos.

O professor é e sempre será um modelo para seus alunos, mesmo não o desejando. Isto quer dizer que ele servirá como padrão para seu aluno decidir como será sua atuação na igreja, o quanto ele conhecerá a Bíblia, que tipo de comportamento ele terá em seu dia a dia, quais serão suas opiniões sobre assuntos polêmicos da sociedade moderna, etc. Cabe ao professor da EBD, por definição, orientar o aluno e ajudá-lo a atingir sua maturidade espiritual. (Ef 4.11-13)

Vejamos seis itens imprescindíveis a serem observados pelo professor da Escola Bíblica Dominical, como um agente de Deus para a transformação de vidas.

I – DEDICAÇÃO

O esforço indispensável para a transformação de vidas.

A Palavra de Deus determina, em Rm 12.7, que aquele que exerce o ministério do ensino deve fazê-lo com dedicação plena. Ser dedicado significa oferecer-se com afeto a alguma coisa ou pessoa; significa consagrar-se a determinado serviço, encarando todos os sacrifícios que forem necessários para executá-lo.

1) Ser um professor dedicado exige que conheça seus alunos e seja conhecido por eles. O professor passa quase que a apascentar seus alunos, que se tornam, por assim dizer, ovelhas suas. Isso significa que o professor deve acompanhar todos os passos do aluno, dentro e fora da sala de aula, não como quem vigia, supervisiona ou procura surpreender, mas como quem se preocupa, desejando ajudar o aluno em todas as suas necessidades, sejam elas materiais ou espirituais, para que sua ovelha não venha a desgarrar-se ou a enfraquecer-se.

Muitas vezes o aluno poderá vir a ter um determinado comportamento dentro da sala de aula e possuir outro completamente diferente em sua casa. Isso requer do professor mais atenção, de modo que, dentro da sala este aplique o verdadeiro ensino para edificação do aluno; e fora da sala aplique aconselhamentos necessários à firmeza do aluno de acordo com a doutrina da Palavra de Deus. Isso é ser dedicado. Isso é exercer de fato o seu papel de agente de Deus para transformação de vidas. O acompanhamento, fora da sala de aula, a ser feito pelo professor, inclui, no mínimo:

a) Visitas periódicas ao aluno, mesmo que este esteja firme na igreja.

b) Visitas constantes, quando o aluno não demonstra assiduidade à EBD.

c) Procurar saber como é a família do aluno. São todos salvos?

d) Atender o aluno em suas necessidades materiais, através do Departamento de Assistência Social de Igreja;

e) Orar, jejuar e interceder constantemente pelo aluno;

f) Auxiliar o aluno no desenvolvimento de suas tarefas de EBD, se este não consegue desenvolvê-las sozinho.

O bom professor conhece seus alunos. Conhece suas características pessoais. Sabe lidar com suas características físicas, intelectuais, sociais, emocionais e espirituais. Sabe apascentá-los.

2) Ser um professor dedicado exige que se empenhe no preparo adequado das lições e da organização das aulas.

a) Estudar várias vezes o texto da lição;

b) Reunir e fazer uso de todo o material de pesquisa que for necessário ao preparo da lição;

c) Virar noites pesquisando o assunto da lição de domingo, para montar um bom plano de aula e estabelecer os objetivos da lição, considerando as necessidades da classe, e as características pessoais dos alunos;

d) Reunir e fazer uso dos recursos instrucionais adequados ao desenvolvimento da aula, como também estabelecer qual o método ou métodos de ensino irá adotar para ministrar com sucesso a aula de domingo.

3) Ser um professor dedicado exige que tenha visão voltada para o crescimento da Escola Bíblica Dominical.

a) O professor dedicado preocupa-se com o crescimento da sua classe.

b) O professor dedicado procura enquadrar-se nos objetivos gerais da EBD de sua igreja.

c) O professor dedicado faz discípulos (novos professores) em sua própria classe.

d) O professor com visão voltada para o crescimento motiva os demais a crescerem juntos com ele.

II – O CRESCIMENTO

Em Lc 2.52 a Bíblia diz: “E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens”. Há inúmeras lições a aprendermos com esta passagem sagrada, pois sendo Jesus o Filho Deus, precisou crescer e se aperfeiçoar, em vários sentidos e aspectos, enquanto Filho do Homem. Um desses aspectos, aliás, o mais relevante, pelo qual Jesus mais se identificava, como bem sabemos, era o de ser chamado “Mestre”, como de fato O foi, e fazia questão de assim ser reconhecido. Mestre, na verdade, era um título atribuído aquém do que realmente fazia jus, pois o Senhor era mesmo o Mestre dos Mestres.

Pois bem, o Filho de Deus, o Mestre dos Mestres, precisou crescer. Precisou se aperfeiçoar. Entre outras coisas, essa “necessidade” sobretudo servia de exemplo para nós, seus servos, seus seguidores, e também ensinadores da sua doutrina. Resumindo: Se Jesus precisou crescer, o que dizer de nós, simples mortais? Um texto sagrado recomenda: “Antes crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo” (2 Pe 3.18).

Em que o professor precisa melhorar? Em que precisa crescer? Em que precisa aperfeiçoar-se para atuar com sucesso como um instrumento de Deus na transformação de vidas?

1) Como intérprete da Bíblia – Em 2 Tm 2.15 a bíblia diz: “Procura apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”. O texto sagrado aqui faz um apelo a nós, professores, que ensinamos a Palavra de Deus, para que saibamos manuseá-la muito bem, interpretar bem as suas verdades, para não ensinarmos nada errado e sofrermos as terríveis conseqüências disso (1 Co 9.27)

2) Como líder da classe – O professor possui certas qualidades de liderança e os alunos esperam dele o exercício dessas qualidades. Mas, ele não faz tudo. Como líder, ele leva a classe toda a trabalhar e, juntos, eles conseguem suas metas predeterminadas. É o professor que deve tomar a iniciativa na definição dessas metas para os seus alunos.

3) Como evangelista – O ensino do professor da EBD deve ser evangelístico. Isto significa que tudo o que ele faz e ensina deve, direta ou indiretamente, focalizar a pessoa de Jesus Cristo como o Salvador. O Dr. G. S. Dobbins (Melhor Ensino na Escola Dominical – Juerp, 1960) sugere o seguinte:

·       Qualquer que seja a lição, o professor deve levar o aluno a encontrar-se com Cristo;

·       Acima de tudo, o professor compartilha Cristo;

·       Qualquer que seja o método usado, Cristo deve ser o mestre dentro da sala de aula.

Se é assim, como pode o professor da EBD deixar de ser um evangelista? Como pode deixar de matricular um não crente na sua classe? Como pode negar para o seu ensino da Palavra de Deus a finalidade evangelística?

4) Como exemplo perante os alunos – O professor ensina muito pelo que diz, mas ensina mais pelo que é. As boas palavras do professor têm como base e força maior o bom exemplo que ele vive. Quando o aluno vê o evangelho vivido por alguém, isso lhe traz grandes benefícios. É uma confirmação do que ele está aprendendo. É a teoria em prática.

Na verdade, o professor deve refletir a vontade divina sendo executada em sua vida, e não a sua própria vontade. Para tanto, convém perguntar: “Que tipo de pessoa sou eu?” Depois de responder a essa, eis uma segunda: “Como posso melhorar a minha vida?”.

5) Como um amigo e conselheiro – O aluno precisa encontrar no seu professor um amigo. Um amigo para dar apoio quando está desanimado, coragem quando está se sentindo espiritualmente abalado. Os problemas do dia-a-dia são reais e o aluno quer respostas que funcionem e que satisfazem. Encontrando-as ou não, se ele sabe que tem um professor que é seu amigo, pode continuar na luta.

III – A DISCIPLINA

A postura indispensável para a transformação de vidas.

Em 1 Tm 4.12 a Bíblia recomenda: “Sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza.”; Da mesma forma em Tt 2.7: “Em tudo de dá por exemplo”; E em 1 Co 11.1 Paulo desafia: “Sede meus imitadores”.

Todo aluno deseja ser como o seu professor. Deseja imitá-lo. Faz dele um modelo de conduta. O professor deve se dar conta disso e procurar desenvolver um padrão de comportamento que seja de fato exemplar, afinal, precisará usar essa ferramenta em sua atuação como instrumento de Deus para a transformação de vidas. São muitos os aspectos a serem observados pelo professor da EBD em relação à sua conduta, principalmente perante os alunos. Os 4 aspectos mais importantes são:

1) Pontualidade – O professor que chega atrasado à sua classe estará, no mínimo, cometendo dois erros:

1º) Roubando parte do tempo disponível, para ministrar uma boa aula; 2º) permitindo que seus alunos também cheguem atrasados.

2) Assiduidade – Assiduidade é sinônimo de constância, de perseverança. A Bíblia recomenda: “Sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor” – 1 Co 15.58. O professor que tem por hábito não comparecer às reuniões da EBD não está em condições para dedicar-se ao ministério do ensino, e muito menos de ser usado por Deus como instrumento para a transformação de vidas, pois a Palavra de Deus reprova a falta de constância e assiduidade (Lc 9.62).

3) Colaboração – O professor disciplinado é um colaborador, em todos os aspectos, junto ao seu Diretor e demais colegas. Êle está sempre à disposição para ajudar, para ser útil em alguma coisa que porventura possa estar ao seu alcance fazê-lo. Mesmo que determinadas diretrizes estabelecidas na EBD pelos dirigentes não sejam, em sua opinião, perfeitas, ou do seu agrado, mas ele as acata e as faz cumprir. Tudo por disciplina. Tudo por respeito. Tudo por que é um agente de Deus preocupado na transformação de vidas.

4) Lealdade – O professor da EBD deve ser um membro fiel e leal à igreja que o elegeu para o ensino bíblico em uma classe da Escola Dominical. Sem essa lealdade, a igreja e a classe saem prejudicadas. De todas as tarefas que se exerce na igreja, esta é a que exige mais lealdade. Mas lealdade em que sentido?

a) No apoio ao Pastor – a maior expressão de liderança da igreja se encontra no seu pastor.

b) Na assistência aos cultos – O professor da Escola Dominical deve entender que os cultos da igreja são importantes e deve assistir a eles. O culto que antecede a Escola Bíblica Dominical é, de certa maneira, o ponto culminante da própria Escola.

c) Na participação no sustento financeiro – O professor que é dizimista nunca terá dificuldade alguma para levar os seus alunos ao estudo da mordomia cristã. O professor que é generoso no dar verá que a sua classe tende a seguir o seu exemplo.

IV – AS QUALIDADES PESSOAIS

Marcas indispensáveis para a transformação de vidas

Quem é o melhor professor que você conhece? O que você mais admira nele? Você já parou para pensar nas qualidades desse professor? Nas qualidades que fizeram dele um professor respeitado, admirado e que você guarda na memória até hoje?

Queremos salientar algumas das melhores qualidades dos melhores professores, daqueles que melhor ensinam a palavra de Deus.

1) Espiritualidade – Esta qualidade é, de todas, a mais importante, para o professor da EBD. O professor que não mantém uma boa comunhão com Cristo em seu coração e em sua vida diária jamais será bem sucedido, mesmo que seja muito inteligente e conhecedor de todas as leis do ensino.

a) O professor deve ser um cristão maduro.

b) O professor deve ser uma pessoa de oração.

2) Senso de chamada – A Bíblia fala de várias “chamadas”:

a) Todas as pessoas são chamadas para a salvação.

b) Todos os crentes são chamados para servir a Deus – a chamada para o ministério.

Neste ministério ele está colaborando com o seu pastor. Bem aventurado o professor que tem um senso de chamada de Deus! (Ef 4.11)

3) Relações inter-pessoais – A personalidade de Jesus atraia multidões. Ele ensinava as verdades de Deus, transmitindo-as pelo uso de sua personalidade. O professor da EBD se relaciona constantemente com pessoas. “O nível mais profundo da experiência humana é sua relação com pessoas. A expansão do eu, que se dá especialmente na adolescência, torna possível a inclusão de outras pessoas em nossa vida. Aqui está o segredo das relações pessoais sadias, que marcam uma personalidade equilibrada. Podemos dizer, sem muito medo de errar, que, se um indivíduo não alcança este nível de desenvolvimento, dificilmente terá uma religião sadia e criativa, pois a religião é, acima de tudo, uma relação pessoal com Deus, relação essa que se reflete em todas as dimensões de nossa relação com o próximo” (Dr. Merval Rosa, Psicologia da Religião, Juerp).

4) Disposição de aprender – Os melhores professores são aqueles que têm a disposição de aprender. Até Jesus “crescia em sabedoria” (Lc 2.52). O professor deve procurar sempre oportunidades para aprender mais. Aprenderá com os outros professores. Aprenderá dos melhores livros. Aprenderá dos alunos e com eles.

5)Disposição de melhorar – Todo professor pode ser um professor melhor. É triste quando um professor está satisfeito em ficar onde está, a ensinar sempre como ensina agora e não progredir. Alguém desenvolveu, com muita propriedade, o seguinte quadro sobre professores:

O professor medíocre fala;

O bom professor ilustra;

O professor superior demonstra;

O grande professor inspira.

O desejo de ser um professor melhor gera insatisfação com o que somos atualmente, levando-nos sempre em direção ao ideal. Foi assim com o apóstolo Paulo: “Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação” (Fl 4.13).

V – OBJETIVIDADE NO ENSINO

Os Alvos Indispensáveis para a Transformação de Vidas

Objetivos para o professor são como o mapa para o viajante, ou a bússola para o marinheiro. Dão a direção que o professor precisa ter. O professor também pode se perder em seu ensino, e se ele não sabe onde está, certamente os alunos também estão perdidos.

No ensino, existem três fases básicas: planejamento, execução e avaliação. Fases importantes e relacionadas aos objetivos.

1) O professor que tem objetivos centraliza o ensino na revelação bíblica – O professor da Escola Dominical tem uma missão toda especial – ensinar a Bíblia para os seus alunos. É o livro-texto da EBD e o ponto de partida de todas as lições. É a base do currículo. Nada deve tomar o lugar da Bíblia no ensino. Tudo o mais apenas complementa, explica e aplica a mensagem bíblica. Deus tem um plano para o mundo criado por ele. Tem um plano para cada vida e quer que cada pessoa entenda o seu plano. O plano de Deus se encontra na Bíblia, e o professor é o agente de Deus para fazer as pessoas entenderem esse plano, e por fim terem suas vidas transformadas.

2) O professor que ensina com objetividade visa ajudar as outras pessoas. – Para o professor não existe ninguém mais importante que o seu aluno. O aluno é o objeto do seu ensino. O aluno tem necessidades e o professor que ajudá-lo a superar suas dificuldades, quer levá-lo a encontrar soluções para o seu problema. O resultado do ensino bíblico deve ser vidas melhores. Deus quer que toda pessoa chegue à sua máxima potencialidade. O professor colabora com Deus quando:

a) Ajuda os alunos a descobrirem quem eles são – O aluno deve saber o que crê, o valor de suas crenças e quais são os seus motivos.

b) Ajuda os alunos a se aceitarem a sí mesmos – Todos têm defeitos: na personalidade, no corpo, nas capacidades. Mas, diante de Deus, todos têm o mesmo valor. O professor e os alunos que acompanham com paciência a dificuldade de um aluno em se expressar, estão dizendo para aquela pessoa que a aceitam, com seus defeitos. Quando outras pessoas nos aceitam, torna-se mais fácil nós nos aceitarmos a nós mesmos.

c) Ajuda os alunos a aprenderem as verdades de Deus – Isto significa mais que simples fatos bíblicos. A verdade de Deus produz convicções, esperança, satisfação. A verdade de Deus penetra além da mente. Vai ao coração e afeta atitudes e ações. Transforma vidas.

3) O professor que ensina com objetividade submete seu ensino a avaliação – As três fases do bom ensino podem ser chamadas de: antes da aula (planejamento), durante a aula(execução do plano) e depois da aula (avaliação). O bom professor toma tempo para avaliar seu ensino, para ver atingir suas metas:

·       Se as ilustrações planejadas realmente esclareceram o assunto;

·       Se a pesquisa bíblica elaborada realmente conseguiu envolver todos os alunos;

·       Se o uso de uma outra versão da Bíblia realmente trouxe mais interesses na leitura da passagem bíblica; etc.

O professor que não tem seus objetivos bem definidos não tem base para uma avaliação do seu ensino. Não sabe se ensinou bem ou mal, se os alunos aprenderam bem ou mal, se os alunos aprenderam ou não, se deve modificar alguma coisa ou não.

VI – PARCIALIDADE

Impedimentos para a Transformação de Vidas

Existem muitos impedimentos para um ensino melhor, que realmente transforme vidas, tais como a falta de espaço adequado, falta de apoio dos líderes, falta de material de ensino, etc. O que queremos enfatizar aquí, no entanto, tem a ver com o professor, como um agente de Deus para a transformação de vidas.

1) Falta de experiência – Mas, eu nunca ensinei uma classe da Escola Bíblica Dominical! Esta é uma reação normal de quem não tem experiência. E como vai ganhar experiência? De uma maneira só: Ensinando. A experiência faz falta para o novato, pois ganhamos muitas lições práticas ao longo dos anos como professores. Mas o professor novo, disposto a dar o melhor de si, pode vir a ser um bom professor. Há necessidade de fazer adaptações, pois faixas de idade diferentes representam outros níveis de linguagem, de métodos, etc.

2) Falta de Tempo – Todos nós usamos o mesmo relógio – o de 24 horas. Temos ao nosso dispor o mesmo tempo. A diferença entre as pessoas está na maneira de usar o tempo. É uma questão de prioridades.

Quando se trata da Bíblia, o estudo superficial é de valor duvidoso. O professor que não tem tempo, ou que não dá o tempo necessário ao preparo, corre seriamente o risco de fazer um trabalho de pouco significado, e que, seguramente, não irá alcançar a transformação de vidas.

3) Falta de preparo – Este impedimento pode estar ligado à questão de tempo. Mas, pode ser por outra causa. A falta de visão pode levar o professor a não se preparar bem. A falta de recursos didáticos como comentários, concordâncias, dicionários, etc pode também impedir o professor de fazer um trabalho adequado na busca da transformação de vidas. A falta de preparação se torna bem evidente na aula.

CONCLUSÃO

Os seis itens abordados, Dedicação, o Crescimento, a Disciplina, as Qualidades Pessoais, a Objetividade no Ensino e os cuidados com a Parcialidade precisam estar sempre em evidência no dia-a-dia do professor, para que este possa desempenhar com sucesso o seu papel de agente de Deus para a transformação de vidas.

Não é o professor que transforma vidas. Quem transforma vidas é Deus, mediante o ensino da Sua Palavra, para o qual o professor é o instrumento escolhido. Tudo o que você aprendeu através deste estudo, coloque em prática imediatamente. Saiba que tudo isso vai ser cobrado por Deus, pois Ele te deu esta oportunidade de tomar conhecimento destas coisas (se ainda não as conhecia) justamente para que você possa de fato conscientizar-se de que o seu papel principal não é ensinar, mas transformar vidas através do ensino.

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