Esdras ensina a Palavra

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INTRODUÇÃO

No monte Sinai os israelitas recebera m a lei de Deus das mãos de Moisés e foram chamados a ser uma nação santa, falharam porém não andando segundo a sua vocação, e a sua história era de apostasias repetidas, findando no cativeiro na babilônia
Ao regressarem do cativeiro, os judeus iniciaram nova forma de vida; seus lideres determinaram, que, desta vez, a nação viveria separada. O bom êxito em tudo foi devido ao ministério de Esdras, o escriba, o, qual. por causa do seu trabalho nesse sentido pode ser descrito como um outro Moisés.
Esta lição trata da grande dedicação desse extraordinário instrutor da Bíblia, Esdras, escriba e sacerdote, o qual é o personagem principal do tema.

I. ESDRAS, UM PREGADOR DEDICADO

Consideremos seu caráter e virtudes:
Os escribas eram judeus eruditos, profundos conhecedores das Escrituras, bem educados e espirituais. Consideremos suas qualificações:

  1. Um escriba: Os escribas eram como já dissemos, judeus educados e espirituais (alguns sacerdotes, outros leigos), os quais percebiam que a conservação da nação dependia da fidelidade para com a lei.
    Por essa razão, dedicavam-se à tarefa de fazer cópias dos escritos sagrados e a ensiná-los ao povo. Eles constituíram a primeira “Sociedade Bíblica” do mundo.
  2. Homem de Deus: “Porque Esdras tinha preparado o seu coração para buscar a lei do Senhor e para cumprir e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus direitos” (7.10). Sendo homem de Deus, endireitou a sua própria vida antes de endireitar a vida do próximo, que belo exemplo para nós. Não podemos persuadir o próximo a aceitar uma verdade que não tem lugar em nossas vidas. Não podemos despertar o próximo se não estivermos acordados. Esdras, como pregador, sabia que o ensino da Palavra é o mais importante sermão que devemos pregar.
  3. Um homem de fé: O capítulo 8 é um atestado de que o sacerdote e escriba Esdras era um homem de fé. Vejamos: A caravana estava pronta para a longa viagem. Mas havia salteadores pelos caminhos que conduziam a Jerusalém. Era coisa fácil! Esdras pedir uma escolta militar; porém, em vez de assim fazer, anunciou uma reunião de oração. Por quê? Ele testificara, perante o rei, do poder de Deus para proteger Seu povo e punir os ímpios. “Porque me envergonhei de pedir ao rei exército e cavaleiros para nos defenderem do inimigo no caminho” (8.22). Outro grande exemplo! É nos momentos de perigos e aflições que devemos dar provas de nossa fé.

II. ESDRAS E O AVIVAMENTO

Esdras chegou a Jerusalém cheio de entusiasmo. Esperava grandes coisas para seu povo. Mas seu entusiasmo esfriou de repente ao saber que o povo se desviara do seu plano de separação e se casava com os pagãos.
Esdras, porém, considerou tais casamentos como um sinal de apostasia já iniciada. Com a surpresa e horror que sentiu ao saber do que acontecera, rasgou como era de costume, no oriente, sua roupa. Os líderes liberais pensavam nas vantagens imediatas, mas Esdras olhava para as consequências que viriam mais tarde. O peso da sua oração foi o seguinte: Os julgamentos de deus caíram sobre nós por causa dos casamentos com os pagãos. Deus, porém, na sua misericórdia poupou um remanescente e nos deu mais uma oportunidade. Portanto, se voltarmos para esses velhos caminhos, o resultado será a destruição da nação.
Alguns ficam angustiados, como Esdras, por causa dos pecados de muitos que professam ser crentes. Alguns tropeçam e se desviam; outros, com um espírito de amargura, tornam-se críticos crônicos. Esdras não assumiu nem uma nem outra dessas atitudes. Sabia que a única maneira de proceder era ficar fiel a Deus e orar pelo povo (note o pronome “nós” na sua oração). Ele inclui-se, também, entre os transgressores. Façamos o mesmo, antes de falarmos sobre as faltas do próximo.
Um espirito amargo de crítica teria endurecido os culpados. Mas o espírito quebrantado, e as orações fervorosas de Esdras tiveram como resultado o povo sentir a convicção de seu pecado. Convocaram uma “convenção nacional” e o povo concordou em despedir suas esposas pagãs. Assim essas mulheres divorciaram-se e foram enviadas para as casas de seus pais. Tal medida parece dura, talvez, mas foi o meio de salvar espiritualmente, o povo judaico. Porque, só por ficar separado, podia o povo ser uma benção para o mundo.
Deve-se considerar a ação de Esdras do ponto de vista das circunstâncias extraordinárias daquele tempo; não quer dizer que devamos exigir atitudes semelhantes. Vide (1 Co 7.12,13). Porém, há casos em que o nosso dever para com o lar tem de ceder lugar ao nosso dever para com Deus. Vide Mt 10.35-37.
Os judeus tornaram-se fortes espiritualmente por terem mantido a separação dos pagãos em seus costumes e crenças. A igreja só pode ser útil se guardar a separação do mundo. Podemos viver na mesma cidade com os descrentes, compartilhar os nossos privilégios com eles, e negociar com eles. Tudo isso é justo. Mas devemos manter-nos separados das influências más e das práticas dos vícios e costumes, que motivam as atividades do mundo. O crente tem de ser o “sal da terra” e a “luz do mundo” (Mt 5.13,14). Podemos estar no mundo sem nos contaminarmos com o mundo.

III. O ENSINO DA PALAVRA PRODUZ ALEGRIA

De fato, o ensino salutar das Escrituras sempre traz alegria espiritual e disposição para o crente servir a Deus. Sendo uma espada de dois gumes, ela também produz tristeza, só que em tal caso a tristeza é benéfica pois conduz o faltoso ao arrependimento e este ao perdão. Glória a Deus!
Que os nossos obreiros atentem para o exemplo de Esdras, e dediquem-se mais ao ensino das escrituras do que ao cântico dos já cansativos “corinhos” e às imitações de animadores de auditório. O ensino da Palavra requer o primeiro lugar no culto a Deus. Vejamos o que aconteceu com o povo ao receber o ensino da Palavra através de Esdras:

  1. O povo exige o ensino da Palavra: O próprio povo pediu a Esdras que trouxesse o livro da lei de Moisés, pois todos estavam sedentos e famintos da Palavra de Deus. Que bom seria se em nossas igrejas fosse assim também, e que houvesse entre nós muitos mestres como Esdras. Oremos a deus para que isso aconteça.
    Em todo avivamento verdadeiro, o ensino da Palavra deve ocupar o primeiro lugar. O ensino da Palavra renova a vida espiritual do crente.
    O descontentamento, a irritabilidade, a rebeldia, e a indolência espiritual são sintomas da falta de alimento espiritual, que só encontramos onde não há o ensino das Escrituras.
  2. O povo ouve com atenção a Palavra (Ne 8.8): A fome espiritual do povo era grande. Durante seis horas, todos permaneceram ouvindo, reverentemente, os ensinos expositivos da Palavra, feitos por Esdras. Que diferença dos nossos dias. Hoje, ninguém quer saber de ouvir uma mensagem por mais de meia hora. É bem verdade, também, que os bons mestres e pregadores estão cada vez mais escassos. Na maioria das vezes, os sermões não passam de meras repetições de “chavões” conhecidos de todos, entremeados de estridentes gritos e “aleluias” e “glórias a Deus”, sem sentido algum e que nenhum proveito espiritual trazem ao ouvinte. Esse tipo de pregação é característico de quem nada conhece sobre as Escrituras. A verdadeira pregação da Palavra sempre produz um verdadeiro avivamento, e glorificação espontânea a Deus, além de produzir o arrependimento de pecados e conversões de pecadores. Irmãos, não percamos tempos com tiradas engraçadas, ou com os “tristemunhos” em nossos púlpitos. O púlpito é lugar santo. É o lugar escolhido por Deus, para que o pregador alimente espiritualmente o povo. Não é um palco de teatro, como pensam alguns desavisados. Pastores, ensinem a Palavra de Deus como fez Esdras. Amém.

Por Adilson Faria, líder Assembleia de Deus em Mutuá

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