Perseguição a cristãos cresce durante festas de fim de ano em Mianmar

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Muitos seguidores de Jesus vivem deslocados pelo país

A resistência armada contra os militares é forte na região leste de Mianmar, aonde as igrejas e os civis continuam a ser atacados. Apesar dos apelos de líderes mundiais e religiosos para que os ataques acabem, os pedidos não foram acatados.

Por isso, muitos cristãos deixaram os vilarejos onde moravam e agora vivem em busca de um lugar seguro para viver no país. Algumas igrejas se transformam em centros de acolhimento para refugiados, mas muitas foram afetadas pela violência. Em 17 de janeiro, por exemplo, militares lançaram um ataque aéreo a campos de refugiados, matando três civis e deixando sete feridos.

Os combates não cessaram durante as celebrações de fim de ano, por isso os cristãos não puderam comemorar o Natal e o Ano Novo. Em 24 de dezembro, pelo menos 35 civis foram mortos por soldados birmaneses. No dia 30, soldados incendiaram duas igrejas, de acordo com a Organização de Direitos Humanos de Chin (CHRO, da sigla em inglês).

Em toda a região, 22 igrejas e 350 casas civis foram queimadas ou destruídas pelos militares entre agosto e novembro de 2021. Os líderes cristãos do país temem que a perseguição aos seguidores de Cristo aumente, considerando os ataques aos cristãos que os militares realizaram nos últimos anos.

O medo se espalhou por todo o país após os militares tomarem o poder em um golpe de Estado em fevereiro de 2021. O fato começou em uma crise política e se transformou em uma guerra civil marcada pela brutalidade das forças de segurança.

Atualmente, há um controle militar maior em departamentos de assuntos culturais e religiosos, financeiros e de fronteiras. Ex-generais e membros do partido militar passaram a ocupar posições-chave no governo e isso pode afetar diretamente na segurança dos cristãos locais.

Por Portas Abertas

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