Esqueleto de 1.900 anos apresenta provas da crucificação romana

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Arqueólogos encontraram uma evidência extremamente rara de crucificação romana, e a primeira do norte da Europa.

Escavações conduzidas por arqueólogos britânicos resultaram em uma descoberta que pode ampliar os estudos sobre as crucificações aplicadas pelo Império Romano. As descobertas foram divulgadas na revista British Archaeology na última quarta-feira (8).

A equipe da Albion Archaeology, liderada por David Ingham, desenterrou um esqueleto de quase 1.900 em Fenstanton, uma vila em Cambridgeshire, na Inglaterra — que já foi um assentamento romano.

Os arqueólogos notaram um prego no osso do calcanhar do esqueleto, o que indica que o homem tenha sido crucificado. Esta é a melhor evidência da crucificação pelos romanos até hoje, observou o jornal britânico The Guardian.

Apesar dos estudos sobre o uso da crucificação por civilizações antigas, esta é “a primeira evidência tangível para realmente ver como funcionava”, informou David Ingham.

Outra das três únicas evidências conhecidas da crucificação antiga são os restos mortais de um homem de 24 a 28 anos encontrados em Givat Hamivtar, ao norte de Jerusalém. A descoberta está atualmente no Museu de Israel, informa a Smithsonian Magazine.

Os escravos crucificados na Roma Antiga, por Fedor Andreevich Bronnikov (1827-1902). (Foto: Wikimedia Commons)

A vítima da crucificação encontrada pela equipe inglesa tinha entre 25 e 35 anos quando faleceu. A espessura dos ossos da perna sugere que ele foi “acorrentado a uma parede” por um longo período de tempo antes de sua execução, relatou Ingham à Live Science.

O esqueleto foi descoberto em um cemitério com 48 outras sepulturas no local que pretende ser um espaço para um futuro conjunto habitacional. Os restos mortais indicaram que o falecido estava envolvido em trabalho físico extenuante.

Os romanos usavam a crucificação como uma punição extrema, “um método de execução vergonhoso reservado para escravos, cristãos, estrangeiros, ativistas políticos e soldados desonrados”, observou Smithsonian.

Por Guiame

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