Dia da Bíblia: a origem da data e como as Escrituras influenciam o mundo

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A Bíblia evidencia a liberdade humana e seu conteúdo pode transformar a sociedade.

O Plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (8), requerimento para realização de sessão especial para comemorar o Dia da Bíblia, embora a data da sessão ainda não tenha sido definida.

O Dia da Bíblia é comemorado no segundo domingo do mês de dezembro e costuma se espalhar por todos os estados brasileiros, em especial, por iniciativa dos evangélicos. Neste ano, as comemorações vão acontecer no próximo domingo, dia 12.

Além de motivar igrejas e cristãos para celebrar a data, o objetivo de várias campanhas é colocar a Bíblia em evidência, chamando a atenção dos brasileiros para a importância do Livro Sagrado para a vida em sociedade.

Sobre o Dia da Bíblia

De acordo com o senador Carlos Viana (PSD-MG), autor do requerimento, a data celebrada no segundo domingo de dezembro é um dia de celebrações “para agradecer a Deus pelo acesso à sua Palavra”, justificou.

O Dia da Bíblia foi criado em 1549, na Grã-Bretanha, pelo Bispo Cranmer e, no Brasil, a data começou a ser celebrada em 1850, quando os primeiros missionários cristãos evangélicos chegaram da Europa e dos EUA.

Durante o período do Império, a liberdade religiosa era restrita e impedia as manifestações públicas dos protestantes, mas por volta de 1880, essa liberdade foi crescendo e o movimento evangélico, juntamente com o Dia da Bíblia, se popularizou entre os fiéis.

A comemoração passou a integrar o calendário oficial do país em dezembro de 2001, graças à Lei nº 10.335/2001, que institui a celebração do Dia da Bíblia em todo o território nacional, conforme a Agência Senado.

Importância da Bíblia para a sociedade

“Realizar esta sessão especial é uma oportunidade de relembrar a todos a importância de um dos livros mais publicados e impressos na história da humanidade”, disse o senador.

“Em tempos de ódio e de segregação pelas mais diversas questões, a Bíblia traz mensagens de amor por meio das boas novas pregadas por Jesus — da natureza da humanidade e os nossos próprios corações como seres humanos”, escreveu Carlos Viana na justificação do requerimento.

Defendendo a fé cristã

A Bíblia já foi traduzida para mais de três mil idiomas e estima-se que já foram impressos mais de quatro bilhões de exemplares. “Seu conteúdo é inerrante, suas profecias são infalíveis e sua mensagem é sempre atual”, diz o pastor e teólogo Hernandes Dias Lopes.

A coletânea de sessenta e seis livros foi escrita por homens inspirados pelo Espírito de Deus, conforme o teólogo explica. “As nações que cresceram sob sua égide foram nações prósperas. Ela sempre esteve na base dos grandes avanços e conquistas sociais”, ele defendeu.

Além disso, ele acrescentou que a Bíblia inspira as conquistas científicas e a educação dos povos. “Ela valoriza a vida, a família, a ordem, o relacionamento certo com Deus e com os homens. Nenhum indivíduo pode ser verdadeiramente culto sem conhecer este livro dos livros”, enfatizou.

“A Bíblia prova sua importância, pertinência e acuracidade por três razões eloquentes, dentre outras. Primeiro, sua unidade na diversidade. Ela levou mais de quinze séculos para ser escrita, por aproximadamente quarenta escritores, de lugares diferentes, tempos diferentes e culturas diferentes”, disse.

“Não há conflito, entretanto, nem contradição entre seus autores. Ela não precisa ser atualizada nem ressignificada. Sua mensagem é sempre atual e oportuna. Isso a torna singular”, continuou.

“Segundo, suas profecias cumpriram-se, estão se cumprindo e hão de se cumprir literalmente. Deus escreve a história antes de ela acontecer. Deus está no futuro em seu eterno agora. Ela retrata de maneira eloquente que Deus está no trono e dirige os destinos da história”, continuou.

“Terceiro, seu poder transformador. A Palavra de Deus tem vida em si mesma. Ela tem sido um poderoso instrumento nas mãos de Deus para transformar a vida de facínoras em homens mansos, ébrios em homens sóbrios, devassos em homens santos e piedosos”, apontou.

A Bíblia é proibida em diversos países

Mesmo sendo o livro mais lido, mais traduzido e mais distribuído do mundo, a Bíblia pode ser motivo de prisões, torturas e execuções em países onde não há liberdade religiosa.

“A despeito desses apanágios singulares da Bíblia, ela tem sido perseguida ao longo dos séculos. Não poucas vezes, foi confiscada, proibida e lançada às fogueiras”, citou Hernandes Dias Lopes.

Segundo ele, frequentemente, levantam-se pessoas orgulhosas para atacarem as Escrituras. “Todavia, quanto mais a Bíblia é atacada, mais ela cresce; quanto mais ela é criticada, mais seu conteúdo evidencia-se verdadeiro”, exclamou.

“E quanto mais ela é proibida, mais ela é traduzida para outros idiomas e distribuída em larga escala. A Bíblia tem sido a bigorna de Deus que tem quebrado o martelo de todos os críticos. Ela tem saído ilesa e sobranceira de todas as fogueiras da intolerância”, continuou.

“Ela não pode ser destruída pelos homens, porque é a palavra eterna de Deus. Ela não pode ser refutada pelos críticos, porque ela não pode falhar. Ela não pode ser proibida pelas cortes porque ela não está algemada”, disse ainda.

“O próprio Filho de Deus afirmou que a Palavra de Deus é a verdade (Jo 17.17). Ninguém pode lutar contra a verdade e prevalecer”, concluiu.

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