EBD – Paulo: o Plantador de Igrejas

Pr. Sérgio Loureiro
Pr. Sérgio Loureiro
Sou o Pastor Sérgio Loureiro, Casado com Neusimar Loureiro, Pai de Lucas e Daniela Loureiro. Graduando em Administração e Graduando em Teologia. Congrego na Assembleia de Deus em Bela Vista - SG
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Prezados professores e alunos,

Paz do Senhor!

“Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento” (1Co 3.6)

INTRODUÇÃO

Nesta lição, veremos a sua atividade tipicamente apostólica, que é a de desbravamento de regiões na evangelização. Como apóstolo, Paulo abriu igrejas entre os gentios. O seu ponto de partida foi Antioquia, quando foi enviado para outras regiões do mundo onde o Evangelho foi pregado. Estaremos refletindo sobre as características do plantador de igreja nos dias atuais.

I – O MINISTÉRIO DE APÓSTOLO

 Paulo foi chamado por Deus para ser apóstolo e como o texto bíblico deixa claríssimo que Paulo era um apóstolo, ainda que, ao longo de sua vida e ministério, não tenham sido poucos os cristãos, notadamente os judaizantes, a questionar seu apostolado.

 “Apóstolo” quer dizer “enviado”, Barnabé é chamado de apóstolo juntamente com Paulo em At 14.14, vejamos:

“Ouvindo, porém, isto os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgaram as suas vestes e saltaram para o meio da multidão, clamando”

Numa expressão que indica que se tratava aqui de reconhecer que ambos estavam desbravando o Evangelho em terras até então totalmente alheias à mensagem da salvação, como era o caso daquelas cidades da Ásia, para onde haviam sido enviados pela igreja de Antioquia, após expressa determinação do Espírito Santo:

“E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.” (At 13.2).

-Neste sentido, é bom que se diga que os que defendem que o 12º apóstolo é Matias, mostram, nesta passagem, que tanto Paulo e Barnabé são considerados como apóstolos neste sentido de desbravadores, sendo aí o sentido da autodenominação que dá Paulo, qual seja, a de que é “apóstolo dos gentios” (Rm 11.13) e, como tal, “enxertado” na oliveira como apóstolo (Rm 11.17).

“Porque convosco falo, gentios, que, enquanto for apóstolo dos gentios, glorificarei o meu ministério; E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles e feito participante da raiz e da seiva da oliveira,”

Nós encontramos em Rm 16.7, Paulo também se refere à Andrônico e a Junia, seus parentes e que haviam sido companheiros seus de prisão, como alguns dentre os “apóstolos”, e que, inclusive, haviam se convertido antes dele.

“Saudai a Andrônico e a Júnia, meus parentes e meus companheiros na prisão, os quais se distinguiram entre os apóstolos e que foram antes de mim em Cristo.”

Observamos, pois, que, desde os primeiros dias da Igreja, as pessoas que haviam sido “enviadas” para desbravar terras que ainda não tinham sido evangelizadas, que tinham sido enviadas como missionários, eram também chamadas de “apóstolos”, até porque o nome “apóstolo”, como dissemos, significa “enviado” em grego.

PAULO, O DESBRAVADOR SOB UMA GLORIOSA OBRIGAÇÃO

Na presciência divina, Paulo já estava separado para ser um plantador de igrejas. O Senhor viu no mundo gentio “o potencial natural” para receber a semente do evangelho que se germinaria e frutificaria no mundo. O testemunho da conversão de Paulo e a confirmação da sua chamada para “ser o apóstolo dos gentios” (At 9.15) é uma prova desse propósito divino. Impactado pela gloriosa e dramática experiência do caminho de Damasco, foi a semente que germinou de forma rápida a ponto de esse homem querer dizer a todo o mundo quem era Jesus e como foi o seu encontro transformador com Ele (CABRAL, Elienai. O Apóstolo Paulo. Rio de Janeiro: CPAD, p. 2021).

Em suas cartas, Paulo declara que foi chamado pelo Senhor para ser “apóstolo dos gentios” (Rm 11.13; 1Tm 2.7; 2Tm 1.11) e destacou-se como um missionário transcultural (At 9.15; 13.1-3; 22.21; 26.16,17). Atravessou mares, cruzou desertos, enfrentou açoites e prisões para plantar igrejas na Europa e na Ásia. Tornou-se o maior evangelista e o maior plantador de igrejas do cristianismo. Pastoreou igrejas e desbravou campos inalcançados, abrindo novas fronteiras para a implantação do Reino de Deus na terra. Vejamos Paulo como plantador de igrejas:

  1. foi preso em Damasco (At 9.24,25; 2Co 11.32,33),
  2. rejeitado e perseguido em Jerusalém (At 21.27-32; 24.1-9),
  3. esquecido em Tarso (At 9.26),
  4. apedrejado em Listra (At 14.19),
  5. preso em Filipos (At 16.11,12,19-24),
  6. escorraçado de Tessalônica e Beréia (At 17.10-13),
  7. e chamado de tagarela em Atenas (At 17.16-18).

Em Antioquia da Psídia, foi banido da cidade (At 13.50) e em Icônio fugiu a tempo para não ser apedrejado (At 14.6). Enfrentou oposição em Éfeso (At 19.1,21-29); foi preso em Jerusalém; acusado em Cesaréia; picado por uma víbora em Malta (At 28.1-6), e finalmente foi preso em Roma (At 28.30). Os sofrimentos e humilhações foram incontáveis ao longo do seu ministério apostólico:

“Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo” (2Tm 2.3).

 Após a sua conversão, ele tornou-se um pregador do Evangelho. Seu maior desejo era levar as Boas Novas de salvação à toda criatura. Por isso, jamais se envergonhou do evangelho (Rm 1.16); e, onde chegava, procurava sempre uma ocasião para falar de Cristo, quer fosse nas sinagogas (At 13.5; 14.1), nas casas (At 20.20) e de cidade em cidade (At 14.6,7; 15.35). Nem mesmo a prisão era impedimento para ele pregar (Fp 1.12,13; 2Tm 2.9).

O desejo de pregar o Evangelho era tão grande na vida de Paulo, que ele chegava a ter um sentimento de dívida para com os homens. Ele diz:

“Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes” (Rm 1.14).

 Este “sentimento de dívida” não era restrito apenas aos que estavam perto, mas também para com aqueles que estavam mais distantes. Por isso, desejava viajar para outras cidades:

“E assim, quanto está em mim, estou pronto para também vos anunciar o evangelho, a vós que estais em Roma” (Rm 1.15).

Para o apóstolo Paulo, pregar o Evangelho não era uma tarefa qualquer. Era uma obrigação:

“Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!” (1Co 9.16).

A Grande Comissão não é um pedido, é uma ordem (Mt 28.18-20; Mc 16.15).

Segundo o pastor Valdir Bícego (Manual de Evagelismo), evangelizar é:

Um mandamento que o Senhor nos deu (Mt 28.19,20; Mc 16.15,16);

Uma obrigação de todo salvo (1Co 9.16);

Um dever de todo crente (2Tm 4.1,2);

Um privilégio de cada salvo (Mt 10.32);

Uma responsabilidade de cada crente (1Tm 2.4);

Um desafio pra o ganhador de almas (Sl 126.5,6);

Uma prova de que temos a natureza de Deus (2Pe 1.4);

Uma dívida de todo crente (Rm 1.14,15);

Um sinal de que somos salvos (Jo 4.29);

Uma necessidade do batismo no Espírito Santo (At 1.8);

A condição para crescimento da Igreja (Rm 10.14).

Quando Paulo se despediu dos presbíteros em Éfeso, ele disse que estava pronto para cumprir a sua missão:

“E, agora, eis que, ligado eu pelo espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que lá me há de acontecer, senão o que o Espírito Santo, de cidade em cidade, me revela, dizendo que me esperam prisões e tribulações. Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus” (At 20.22-24).

Em outra ocasião, um profeta por nome Ágabo tomou a sua cinta, e ligando os seus próprios pés e mãos, entregou-lhe uma mensagem, mas ele não desistiu:

“e, vindo ter conosco, tomou a cinta de Paulo e, ligando-se os seus próprios pés e mãos, disse: Isto diz o Espírito Santo: Assim ligarão os judeus, em Jerusalém, o varão de quem é esta cinta e o entregarão nas mãos dos gentios. E, ouvindo nós isto, rogamos-lhe, tanto nós como os que eram daquele lugar, que não subisse a Jerusalém. Mas Paulo respondeu: Que fazeis vós, chorando e magoando-me o coração? Porque eu estou pronto não só a ser ligado, mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus” (At 21.11-13).

O mérito pela existência da congregação pertence somente a Deus, pois na análise final, o povo de Deus é a “plantação do Senhor” (Is 61.3). Tendo a imagem agradável da Igreja como uma lavoura de Deus, Paulo se considera o semeador e Apolo o regador (v. 6). Ele é o evangelista que planta a semente, enquanto Apolo é o professor que cuida das plantas […] O principal é que ambos têm ministérios complementares em relação ao povo de Deus, não deles. Deus é quem efetiva a germinação e o crescimento da semente 1Co 3.6,7 (ARRIGTON, French L.; STROSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2015).

O apóstolo Paulo foi um desbravador do Evangelho sob uma gloriosa obrigação de pregar o Evangelho de Cristo. Não há dúvidas de que o apóstolo foi o grande desbravador do Evangelho no mundo gentílico. Ele plantou igrejas em lugares que pessoas nunca haviam tido contato com o nome de Jesus. Essa disposição era vista pelo apóstolo como uma gloriosa obrigação a ser cumprida. E ele cumpriu com Alegria (Revista o Ensinador Cristão. Rio de Janeiro: CPAD, Ano 22, nº 87).

ANTIOQUIA, O PONTO DE PARTIDA PARA O CRESCIMENTO DA IGREJA

A igreja em Antioquia é servida por profetas e mestres. Na igreja primitiva, profetas e mestres eram indivíduos cheios do Espírito, frequentemente mencionados como proeminentes pregadores da palavra […] Por esforços próprios, Antioquia se torna centro vital para as missões cristãs (ARRIGTON, French L.; STROSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2015).

Estamos falando de uma igreja com uma estrutura relevante. Ela era composta por profetas e doutores. Todos cumprindo um propósito distinto dentro do corpo da igreja, contudo, possuindo um propósito comum, com uma grande virtude em comum: prosseguir na busca constante pela espiritualidade, por meio de sua grande e profunda fé em Cristo.

“Na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé, e Simeão, chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo. E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado” (At 13.1,2).

Durante um momento de oração e jejum, o Espírito Santo os direcionou para confirmar algo que já havia revelado ao coração de Paulo e Barnabé. Perceba que Antioquia serviu como uma igreja central, que separou dois homens para o campo missionário. Também, entenda que a escolha de Paulo e Barnabé não foi por seleção humana, mas foi através da voz divina que falou a homens de Deus, que continuamente o buscavam com orações e jejum.

“Então, jejuando, e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram” (At 13.3).

Os profetas e mestres demonstram a seriedade das orações jejuando. Durante um destes períodos o Espírito Santo reafirma a verdade revelada a Pedro (At 10.9-20) e dirige a Igreja a ampliar seu testemunho. Ele ordena que Barnabé e Saulo sejam “apartados” […] A obra de Barnabé e Saulo se origina com Deus – não com planos inventados pelos homens – e é empreendida em obediência à voz do Espírito. Por conseguinte, a Igreja em Antioquia comissiona formalmente Barnabé e Saulo como missionários. Antes de fazê-lo, ela jejua e ora, e depois impõe as mãos nos dois homens […] Barnabé e Saulo são enviados como representantes da Igreja em Antioquia ((ARRIGTON, French L.; STROSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2015).

Antioquia foi um lugar estratégico para o crescimento da Igreja Primitiva. Tratava-se de uma igreja missionária. Dela, muitas outras igrejas foram geradas no Reino de Deus. Isso lembra muito o crescimento das igrejas pentecostais no Brasil. A partir de uma igreja numa determinada localidade, Belém do Pará, milhares de igrejas foram geradas no país. Uma igreja referência cumpre uma função estratégica para plantar novas igrejas. Ela desempenha esse papel formando, capacitando e enviando novos obreiros (Revista o Ensinador Cristão. Rio de Janeiro: CPAD, Ano 22, nº 87).

A PRIMEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA DE PAULO

De Antioquia a Chipre (At 13.1-12).

A primeira viagem missionária de Paulo ocorre logo após ter sido ele comissionado pelo Espírito Santo (At 13.2,3). O apóstolo, juntamente com Barnabé, embarca em Selêucia, porto marítimo de Antioquia, em direção à Ásia Menor (At 13.4). Já em Chipre, cidade natal de Barnabé (At 4.36), desembarcam em Salamina, onde havia uma considerável população judaica. Ali anunciam a palavra do Senhor à sinagoga local. Depois, viajando em direção à ilha de Pafos, proclamam o Evangelho de Cristo às suas aldeias e povoados.

De Chipre a Antioquia da Pisídia (At 13.13-52).

De Pafos, subindo o rio Cestro, Paulo chega a Perge, região da Panfília, cuja população era devota de Diana (Ártemis). Após uma viagem de 160 quilômetros, o apóstolo chega a Antioquia da Pisídia, onde havia uma grande comunidade judaica e um posto militar romano. Na sinagoga local, Paulo proclama o Evangelho aos judeus da Diáspora, conduzindo muitos à conversão. No sábado seguinte, uma grande multidão congrega-se, a fim de ouvir a palavra de Deus. Os judeus incrédulos, porém, saem a blasfemar e a incitar a cidade contra o apóstolo.

De Icônio ao regresso a Antioquia (At 14.1-28).

Icônio era uma cidade mui estratégica, localizada entre Éfeso, Tarso e Antioquia. Como de costume, Paulo põe-se a evangelizar os judeus da dispersão. Muitos creem, já outros, porfiando em sua incredulidade, incitam as gentes contra os apóstolos. Temendo por suas vidas, Paulo e Barnabé deixam Icônio e dirigem-se a Listra e a Derbe, cidades da Licaônia. Em Listra, que tinha como padroeiro Zeus, o maioral dos deuses gregos, os apóstolos pregam e restauram a saúde de um coxo de nascença. Abismados pelo milagre, os licaônios atribuíram o prodígio à manifestação de Zeus e Hermes (At 14.11,12). E já completamente fora de si, puseram-se a oferecer sacrifícios aos apóstolos que, energicamente, impediram-nos (At 14.15). Logo em seguida, os que eram adorados como deuses são tratados como a escória da humanidade. Uma multidão, procedente de Antioquia e Icônio, incita as pessoas a apedrejarem a Paulo, que é dado como morto (At 14.19). No entanto, a semente ali plantada haveria de florescer e frutificar.

 A SECUNDA VIAGEM MISSIONÁRIA DE PAULO

Em direção à Ásia (At 15.36 – 16.8).

Após a ruptura com Barnabé, prossegue Paulo na companhia de Silas, que também era profeta (At 15.32). Em Listra, une-se a eles um jovem greco-hebreu, Timóteo, a quem o apóstolo escreveria duas epístolas. Deixando Antioquia, passaram pela Síria e Cilícia, confortando as igrejas na fé e informando-as acerca da resolução do Concílio de Jerusalém (At 16.4,5). Ato contínuo, atravessam a região da Frígia e da Galácia. Mas o Espírito Santo, sempre na direção dos atos de seus apóstolos, interrompe-lhes a jornada, conduzindo-os por um itinerário que haveria de lhes mostrar.

Em direção à Europa (At 16.12 – At 8.18).

Em Trôade, Paulo é orientado numa visão a seguir para a Macedônia. Rumo a Filipos, passa pela Samotrácia e por Neápolis, até chegar a Filipos. Esta foi a primeira cidade da Europa a receber o evangelho. E Lídia, a primeira europeia a receber a Cristo, constrange os apóstolos a se hospedarem em sua casa. Nessa cidade, Paulo expulsa o espírito de adivinhação de uma jovem que, por intermédio desse artifício, dava grandes lucros a seus senhores (At 16.16-18). Vendo estes que a fonte de seu ganho secara, incitaram a cidade contra os apóstolos que, levados ao tribunal, foram postos em prisão. No cárcere, Paulo e Silas adoravam a Deus, quando um terremoto lhes abriu as portas da cadeia. O episódio constrangeu o carcereiro e toda a sua família a se converterem a Cristo (At 16.31). Já libertos, seguiram eles para Tessalônica, passando por Anfípolis e Apolônia. E dali, prosseguiram a pé por 64 quilômetros até à cidade.

O regresso (At 18.18-22).

De Atenas, dirigiu-se Paulo a Corinto, a mais importante metrópole da Grécia. Nessa cidade, fez contatos com Áquila e Priscila. Aos sábados, consagrava-se ele a proclamar o Evangelho aos judeus e gentios ali residentes. Seu grande esforço resultou na conversão do principal da sinagoga, o irmão Crispo. A permanência de Paulo em Corinto foi de um ano e seis meses. Despedindo-se da igreja ali estabelecida, dirigiu-se a Éfeso, na província da Lídia. Em seguida, retornou a Antioquia, via Jerusalém.

TERCEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA DE PAULO

De Antioquia a Macedônia (At 18.23 – At 20.3).

De Antioquia, Paulo dirigiu-se a Éfeso, objetivando confirmar a igreja local. Como alguns discípulos nada sabiam sobre o Espírito Santo, pôs-se o apóstolo a doutriná-los acerca da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Em seguida, orou para que o Espírito de Deus sobre eles viesse. Imediatamente, começaram a falar noutras línguas e a profetizar. Como resultado de seu trabalho, a superstição é vencida na cidade.

De Filipos a Jerusalém (At 20.6 – At 21.17).

Nessa seção de Atos, Paulo encerra a sua terceira viagem missionária. Visita a Macedônia e a Grécia. Logo a seguir, retorna à Ásia (At 20.1-6). Alguns fatos marcaram-lhe o regresso: seu longo discurso, a ressurreição de Êutico e o comovente discurso aos anciãos de Éfeso. Apesar de alertado divinamente sobre os perigos que o aguardavam em Jerusalém, vai à Cidade Santa.

Paulo em Jerusalém.

Em Jerusalém, Paulo reúne os anciãos da Igreja em casa de Tiago e narra o que Deus fizera aos gentios através de seu ministério. Ante o relato, os presbíteros preocupam-se com a reação dos judeus a respeito de Paulo. O temor não era infundado: Paulo é acusado e agredido pela multidão. Todavia, o Senhor preserva-lhe a vida, providenciando para que seja levada a Roma, onde era mister que proclamasse o Evangelho.

CARACTERÍSTICAS DE UM PLANTADOR DE IGREJAS

A separação para o cumprimento do propósito que nos está reservado não inicia em nós mesmos. É pelo Espírito de Cristo que, em certa medida, eles são qualificados para os serviços, inclinados para isso e tirados de outros cuidados incompatíveis com isso (HENRY, Mattew. Comentário Bíblico do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD,2017).

Não são sentimentos humanos que balizam a chamada espiritual, mas sim uma impulsão e vocação divina que motiva o chamado a realizar a tarefa para a qual o Senhor o reservou fazer. Uma das primeiras características de um plantador de igrejas está na motivação do plantador.

No ministério de Paulo vemos que essa motivação se deu a partir de sua experiência gloriosa com Cristo. Essa experiência faz com que o plantador de igrejas tenha um senso de urgência no mundo a respeito da evangelização. Além, claro, de esse plantador ser experimentado nos obstáculos da caminhada e perseverar na plantação de igrejas segundo as Escrituras (Revista o Ensinador Cristão. Rio de Janeiro: CPAD, Ano 22, nº 87).

Paulo era um homem preparado, contudo, ainda faltava-lhe algo que somente o Espírito Santo poderia lhe conferir. Por este modo que ele não iniciou o seu chamado imediatamente após a sua conversão, mas foi reservado a um período de experiência sobrenatural, a fim de que aprendesse também aquilo que Deus tinha a lhe ensinar.

Para que o trabalho de plantio de igrejas alcançasse sucesso, Paulo entendeu que o crescimento de uma igreja não depende de elementos de tecnologia, mas de elementos naturais. Esses elementos naturais referem-se ao que só Deus pode fazer. Cada igreja tem o seu “potencial” para crescer, frutificar e multiplicar. O nosso papel de semeadores é o de preparar a terra para o plantio e semear a “boa semente”, mas é o Espírito quem habita essa semente a germinar e frutificar (CABRAL, Elienai. O Apóstolo Paulo. Rio de Janeiro: CPAD, 2021).

Conclusão

Observamos que muitos episódios na vida do apóstolo Paulo aumentaram sua visão para expandir a Igreja por todas as partes. É vontade de Deus que vidas sejam chamadas por Ele para se tornarem plantadoras de Igreja. Pessoas que amem proclamar a palavra de Deus para quem não a conhece e formar uma igreja local que glorifique a Deus e viva a fé com fidelidade ao nosso Senhor.

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