A dádiva do Contentamento

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Ao longo da nossa vida, facilmente vamos percebendo que não podemos ter tudo. Pais que são bons educadores, dizem não com bastante frequência, pois sabem que precisam ensinar seus filhos a lidar com negativas, aprendendo desde cedo a manejar bem as suas frustrações.

Quando crescemos, notamos que outros podem ter mais, mas que também podem ser mais bonitos, inteligentes ou sociáveis. Independente dos nossos esforços, há uma herança genética que determina o desenho corporal e a cor da pele, bem como o tipo de cabelo e altura. Outros têm um temperamento diferente do nosso, não apresentam timidez, e conseguem expressar o que sentem, mesmo que de forma errônea ou maldosa.

Sempre olhamos à nossa volta, pois somos construídos internamente através de processos comparativos – os parentes nos comparam com nosso irmãos e primos, as pessoas nos comparam na escola e na igreja, e nós aprendemos a nos comparar aos outros, para definir as diferenças existentes e inerentes ao nosso eu.

O problema é que estas comparações, especialmente no final da adolescência, quando entramos na casa dos vinte anos, precisam diminuir drasticamente. Necessitamos saber como somos, qual o nível da nossa educação, quais são nossos valores morais, quais são os princípios que regem nossos comportamentos e escolhas. Não podemos encarar a vida adulta tentando nos adaptar aos outros constantemente, pois é uma batalha inglória e fadada ao fracasso.

Nossa meta precisa se reafirmar nossos bons valores, e resgatar os princípios bíblicos e morais recebidos na casa, na escola e na igreja. A partir de uma perspectiva bíblica, devemos tratar nossos defeitos, lançando nossas ansiedades em Deus, e aprendendo a calar e a falar apropriadamente. Necessitamos nos esforçar para angular a afronta, oferecer a outra face, e a andar a segunda milha ao lado de pessoas difíceis, que nos ferem ou nos desprezam. Precisamos ser mais parecidos com Deus, que é o que nos fará nos aproximarmos do contentamento!

O contentamento não está relacionado ao quanto temos, ou à importância que temos. Não está associado ao volume de dinheiro na conta-corrente, e muito menos ao número de pessoas amigas que curtem nossas postagens. O contentamento é a decisão de estar contente com o que temos, vivenciamos e somos, independente do quanto temos ou somos.

Para obter contentamento, portanto, precisamos abolir o hábito da comparação, fazendo o movimento de admirar mais o que já temos: nossa família, nossos filhos, nossa casa, nossa profissão, nossas vivências, nossos amores, nosso corpo, nossa saúde, nossas conquistas.

Sim! Olhe à sua volta e perceba o que Deus tem feito por você. Agradeça pelo pão de cada dia, pela saúde dos seus filhos, pelas bençãos imerecidas. Em vez de brigar tanto com seus filhos, abrace-os mais. Em vez de reclamar da vida com seu marido, elogie-o e converse com ele sobre tantas boas venturas, proporcionadas por Deus, que vocês já viveram, como viagens, compras de bens, e os muitos bons motivos para darem risadas e continuarem juntos no casamento.

Contente-se pelo pouco e pelo muito. Pela beleza da meia idade e pelos cabelos brancos na velhice. Pelos filhos que se casam bem, e pelos netos que chegam para alegrar e bagunçar sua casa. Pela vida terrena e bela proporcionada por Deus, e pela esperança de uma vida plena e absolutamente feliz na eternidade.

Concentre-se mais nos seus motivos para se contentar com a vida que Deus lhe proporciona. Ore e esforce-se para fazer a sua parte, fazendo com que outros fiquem contentes por você e através de você!

Por Elaine Cruz, psicóloga clínica e escolar

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