EBD – Saulo de Tarso, o Perseguidor

Pr. Sérgio Loureiro
Pr. Sérgio Loureiro
Sou o Pastor Sérgio Loureiro, Casado com Neusimar Loureiro, Pai de Lucas e Daniela Loureiro. Graduando em Administração e Graduando em Teologia. Congrego na Assembleia de Deus em Bela Vista - SG
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Prezados professores e alunos,

Paz do Senhor!

Introdução

Nesta lição analisaremos as primeiras perseguições, começando contra a pessoa do próprio Senhor Jesus e depois contra a igreja; enumeraremos as característica persecutórias de Saulo, apresentaremos a respeito da perseguição contra a igreja em Atos, tornaremos conhecido aos irmão a respeito de um sistema contra a igreja em as diversas áreas com grandes perseguições ao longo dos séculos.

SAULO DE TARSO, O PERSEGUIDOR IMPLACÁVEL

O apóstolo Paulo perante o Sinédrio afirma que era “filho de fariseu”, a indicar que seu pai já era um fariseu e, por ter nascido em Tarso:

“E Paulo, sabendo que uma parte era de saduceus, e outra, de fariseus, clamou no conselho: Varões irmãos, eu sou fariseus, filho de fariseu! No tocante à esperança e ressurreição dos mortos sou julgado!” (At 23.6).

Muito provavelmente seu pai ou um outro ascendente mais antigo tenha sido alvo da “evangelização” promovida pelos fariseus entre as comunidades judaicas espalhadas pelo mundo de então, os chamados “judeus da diáspora” ou “judeus gregos” (Jo 12.20; At 6.1).

Os fariseus eram zelosos nesta “atividade missionária”, pois não mediam esforços para trazer os judeus das várias partes do mundo a sua visão religiosa, como reconhece o próprio Senhor Jesus:

“Ai de vós, escriba e fariseus, hipócritas! Pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós” (Mt 23.15),

e não só os judeus, mas até mesmo gentios, os chamados “prosélitos”, que o próprio Novo Testamento atesta existirem em lugares os mais diversos como Roma (At 2.10), Antioquia da Síria (At 6.5) e Antioquia da Pisídia (At 13.43).

OBS: “…Os missionários judeus, porém, atuaram bem antes do advento do Cristianismo. Um movimento de propaganda especialmente vigoroso da religião judaica tinha sido levado a efeito no mundo greco-romano no início da era helenística por numerosos evangelistas não profissionais. Eram zelotes dedicados, tanto homens quanto mulheres, que não diferiam muito de Jesus, dos Apóstolos e de Paulo de Tarso. Vagavam pelos países mediterrâneos, ensinando e fazendo prosélitos por toda parte — em Roma, na Grécia, na Síria (inclusive na Antioquia), na Ásia Menor, na África do Norte (em Cartago e na Cirenaica), e em outros lugares onde importantes colônias judias já se haviam estabelecido de há muito…” (AUSUBEL, Nathan. Missionários judeus. In: A JUDAICA, v.6, p.561).

O farisaísmo surgiu da concepção de que se devia “educar muitos discípulos e construir uma cerca em torno da Torah” para que se mantivessem os ensinos da lei, que haviam sido restaurados por Esdras e transmitidos aos “Homens da Grande Assembleia”, ou seja, o Sinédrio, o corpo de setenta doutores da lei que, sob a presidência do sumo sacerdote, tornou-se o principal órgão religioso-legislativo-judiciário do povo judeu.

Na verdade, ante o risco sempre presente de assimilação da cultura gentílica, que, inclusive, levou ao próprio Deus a levantar Esdras e Neemias, após o retorno ao cativeiro babilônico, tornou-se necessário criar um movimento que procurasse defender o povo judeu de tais influências, buscando, assim, preservar a observância da lei de Moisés e a separação de Israel como propriedade peculiar de Deus dentre os povos (Êx 19.5,6).

Assim, nesta busca da preservação da identidade do povo judeu, surgem os fariseus (palavra cujo significado parece ser o de “separados”), sendo que, tradicionalmente, o primeiro deles teria sido Antígono de Socho, que teria vivido na primeira metade do século III a.C., e que, tendo aprendido, com seu mestre, Simão, o Justo, que o mundo se sustentava por três coisas: o estudo da Torah, o serviço de Deus e as boas ações, teria ensinado que não se deveria ser como criados que servem ao amo apenas para receber uma recompensa; ao contrário, mas que se deveria ser como os servos que servem a seu senhor sem pensar em serem recompensados, deixando que o temor aos Céus pairasse sobre si.

OBS: Estas informações são dadas no “Tratado dos Pais” (Pirkei Avot), um dos tratados do Talmude, o segundo livro sagrado do judaísmo, que transcrevemos: “Shimon, o Justo, estava entre os sobreviventes da Grande Assembléia. Costumava dizer: O mundo apoia-se em três coisas – o estudo de Torá, o serviço de D-us, e as boas ações. Antígono, líder de Sochó, recebeu a tradição de Shimon o Justo. Costumava dizer: Não sejam como criados que servem ao amo apenas para receber uma recompensa; ao contrário, sejam como os servos que servem a seu senhor sem pensar em serem recompensados. E deixe que o temor aos Céus paire sobre vocês” (1:2,3).

Sob o comando de Simão ben Shetach (140-60 a.C.), cerca de 150 anos antes da destruição do Segundo Templo, os fariseus assumiram o controle do Sinédrio, ainda que temporariamente, adotando como lema: “educar muitos discípulos e construir uma cerca em torno da Torah” e, a partir de então, passaram a ser vistos pela população como os verdadeiros seguidores da lei, como exemplos de religiosidade.

O farisaísmo, partindo de uma boa intenção de impedir a assimilação dos judeus pelos gentios, acabou gerando uma religiosidade, segundo a qual, através de preceitos criados pelos homens, fosse possível impedir que se violasse a lei de Moisés e, deste modo, se conseguiria manter a comunhão com o Senhor, esquecidos de que é impossível ao homem criar um meio de ligação com Deus por seus próprios esforços. Esta busca da “cerca da Torah” fez com que os fariseus gerassem uma religião igual a tantas outras quantas existiam entre os gentios, fazendo surgir um orgulho religioso, uma falsa santidade, verdadeira santarronice, que caracterizaria o farisaísmo.

Neste escrúpulo excessivo, os fariseus não titubearam em criar novos mandamentos, que constituíam a chamada “cerca da Torah”, preceitos que tinham como objetivo criar impedimentos a que se quebrassem os 613 mandamentos da lei, regras que o Senhor Jesus chamaria de “fardos pesados e difíceis de suportar”

“Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem sobre os ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los” (Mt 23.4)

e que levavam a duas consequências trágicas: a hipocrisia e o “fechamento dos homens ao reino dos céus” (Mt 23.13). Só para observar a guarda do sábado, por exemplo, criaram os fariseus 39 mandamentos adicionais.

Foi isto que se ensinou ao apóstolo Paulo em termos de religiosidade em seu lar. Como ele próprio admite, aprendeu a ser extremamente rigoroso com preceitos religiosos, a julgar as coisas segundo a aparência e não a essência, a ser extremamente severo e rigoroso, como eram os fariseus

“Sabendo de mim, desde o princípio (se o quiserem testificar), que, conforme a mais severa seita da nossa, vivi fariseu” (At 26.5).

Com esta formação religiosa, Paulo não poderia, em absoluto, ser favorável à pregação do Evangelho. Jesus havia sido um opositor ferrenho dos fariseus, não acatava a “tradição dos anciãos”, que eram os ensinamentos que os fariseus procuravam preservar, nem tampouco observava a “cerca da Torah” (Mt  15.1-3), tanto que, por exemplo, não observava nenhum dos mandamentos adicionais criados em torno da guarda do sábado (Mc 2.23-27; 3.2-4).

Tendo sido formado intelectual e espiritualmente neste ambiente, não é surpresa alguma que Paulo, ao ter contato com os cristãos, o que, certamente, ocorreu quando chegou a Jerusalém para estudar aos pés de Gamaliel, tenha, de imediato, adquirido hostilidade contra a “seita dos nazarenos” (At 24.5).

Ao contrário do seu mestre Gamaliel, que era contra a perseguição dos cristãos (At 5.34-40), Paulo entendeu que, se o movimento não fosse contido, em pouco tempo todo o povo se inclinaria para aquela “seita”, como ele identificava os cristãos, pessoas que “desprezavam a lei”, não se preocupavam em se separar ritualmente e ainda adoravam como Deus a um criminoso. Aliás, até parentes seus haviam se convertido a Jesus Cristo (Rm 16.7).

O crescimento vertiginoso dos cristãos fez Paulo entender que a “política de espera” defendida por seu mestre Gamaliel não poderia ser seguida e, deste modo, passou a defender a estratégia da perseguição, da violência e da ameaça, a fim de impedir a disseminação daquele movimento que entendia ser extremamente perigoso para a manutenção da fé judaica.

Defendendo esta linha mais dura de contenção dos cristãos, Paulo acabou testemunhando um episódio que, ao mesmo tempo em que lhe faria prevalecer seu pensamento e a pô-lo em prática, também lhe lançaria a semente que, posteriormente, levaria à sua conversão.

Muito provavelmente, Paulo presenciou a disputa havia entre Estêvão e alguns membros da sinagoga chamada dos libertos e dos cireneus e dos alexandrinos e dos que eram da Cilícia e da Ásia, pois era a sinagoga que Paulo deveria frequentar, vez que ele próprio era oriundo da Cilícia. Era uma sinagoga de judeus que tinham migrado para Jerusalém vindo destas regiões do Império Romano, uma sinagoga que deveria ter muitos que, a exemplo de Paulo, tinham vindo para Jerusalém para estudar a lei, para se tornarem doutores da lei.

Era, certamente, uma sinagoga composta de muitos entendidos na lei, estudiosos das Escrituras que, entretanto, não puderam resistir à sabedoria e ao Espírito com que Estêvão falava. O próprio Estêvão parecia que costumava frequentar aquele lugar, buscando ali ganhar almas para Cristo, de forma que Paulo deveria ter tido um certo contato com este diácono.

Como não conseguissem vencer os argumentos de Estêvão, os integrantes daquela sinagoga, movidos pelo ódio aos cristãos, de que Paulo certamente compartilhava, acabaram por subornar alguns homens para que acusassem Estêvão de proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus (At 6.11) e, diante disto, excitaram o povo, os anciãos e os escribas, levando-o ao Sinédrio e não há porque se duvidar de que, em tal plano, Paulo tenha tido participação, já que era próximo do Sinédrio.

Perante o sumo sacerdote, Estêvão proferiu o seu famoso discurso, onde lançou em rosto a incredulidade do povo de Israel, desde os primórdios de sua história, mostrando como eles estavam a resistir ao Espírito Santo. Certamente foi esta uma das primeiras vezes que Paulo teve acesso à verdade espiritual da rejeição do plano salvífico por parte da nação israelita, algo que seria fundamental para a construção de todo o entendimento que Paulo teria, posteriormente, do Evangelho.

Numa disputa teológica entre judeus, o Senhor Jesus fazia com que, pelo Espírito Santo, Estêvão pregasse a Palavra para que se lançasse a semente para que um homem que ali estava a ouvir, provavelmente o próprio maquinador da morte daquele servo de Deus, viesse a ter um dos seus primeiros contatos com a sublimidade do mistério da Igreja e que pudesse levar o Evangelho ao patamar que as barreiras culturais estavam impedindo os apóstolos de transpor.

A multidão ficou ainda mais enfurecida com a prédica de Estêvão que lançou em rosto a incredulidade e a resistência ao Espírito Santo de toda aquela gente e a fúria foi tanta que o povo retirou Estêvão, logo após ter dito ver os céus abertos e Jesus à direita de Deus, da presença do sumo sacerdote e do Sinédrio, levando-o para fora da cidade, onde o apedrejaram, “fazendo justiça com as próprias mãos” e ali estava Paulo, representando o Sinédrio, consentindo com a morte de Estêvão, tanto que aos seus pés lançaram as vestes do executado (At.7:58).

A PERSEGUIÇÃO CONTRA A IGREJA DE CRISTO

Paulo, porém, excedia em judaísmo a muitos da sua idade e era extremamente zeloso das tradições de seus pais (Gl 1.14) e, diante do crescimento da Igreja, passou a defender que se devesse utilizar do conceito de que os tribunais deveriam tomar a iniciativa quando estivesse em perigo a ordem pública, a lei religiosa ou a moral, caso em que poderiam até sentenciar a morte, pois só assim se “tiraria o mal do meio do povo” (Dt 13.5; 17.7; 19.19; 21.21; 22.21,24; 24.7).

OBS: “…Essas rígidas restrições levaram os sábios a indagar como se poderia reprimir a ilegalidade num país em que os tribunais achavam tão difícil impor castigo severo. Como poderia o estado evitar que vários criminosos explorassem essa excessiva cautela? O problema foi discutido desde o período do Segundo Templo e encontraram-se duas soluções práticas.(…) existia um método adicional, baseado no fato de que os tribunais judaicos não são cortes legais no sentido limitado da palavra. Até certo ponto, o bet din [casa de julgamento, observação nossa] é a instituição que assegura que os negócios do Estado, ou da cidade, ou região sob sua jurisdição, se processem normalmente. Assim sendo, os próprios tribunais davam certos passos iniciais quando convencidos de que estavam em perigo a ordem pública, a lei religiosa ou a moral. Quando o bet din se reunia mais como instituição administrativa do que como corte judiciária, exercia autoridade extremamente ampla (…). O tribunal também estava autorizado a impor a mais pesada das penas — a sentença de morte. O bet din considerava, portanto, certos problemas não apenas à luz da culpa do acusado de acordo com a lei, mas às vezes com base em que se se devia aplicar-lhe o preceito : ‘E extirparás o mal de teu meio’…” (STEINSALTZ, Adin. Lei Criminal: estrutura e conteúdo. In: A JUDAICA, v.7, pp.235-6).

Paulo, certamente, assim como todos os que ali estavam, viu o rosto de Estêvão como o rosto de um anjo (At 6.15) e a cena final em que, antes de morrer, Estêvão pede perdão para os seus algozes (At 7.60). Tais fatos não ficaram despercebidos de Paulo e, com certeza, vieram a influenciar lhe dali para frente.

Paulo via, na morte de Estêvão, o início da execução de seu plano. Havia, finalmente, convencido o Sinédrio de que era necessário impedir o avanço da “seita dos nazarenos” e, a partir de então, teve autorização para iniciar esta grande perseguição, a primeira grande perseguição que se levantaria contra a Igreja.

Era uma perseguição sistemática, organizada, planejada, era uma política que estava sendo desenvolvida pelo Sinédrio. Haviam deixado de lado os conselhos de Gamaliel e agora se partia para forçar os cristãos a abandonarem a sua fé ou, então, serem mortos por causa dela.

Paulo, mesmo como perseguidor, estava sendo já usado pelo Senhor Jesus para disseminar o Evangelho entre os gentios. As barreiras culturais impediam os apóstolos e os discípulos de cumprirem o ide de Jesus. O Senhor havia-lhes dito que deveriam ir por todo o mundo e pregar o Evangelho a toda criatura (Mc 16.15), deveriam fazer discípulos entre todas as nações (Mt 28.19,20), pregar o arrependimento e a remissão dos pecados em todas as nações (Lc 24.47), mas eles insistiam em ficar em Jerusalém (At.5:28), não indo sequer às cidades circunvizinhas (At 5.14-16).

Agora, com a perseguição, os discípulos foram obrigados a deixar Jerusalém e, a partir de então, o Evangelho passou a ser pregado na Judeia, Samaria e até os confins da Terra, como o Senhor Jesus havia mandado (At 1.8). E quem era o grande responsável por isso? Saulo de Tarso!

Querendo destruir a fé cristã, na verdade, Paulo, mesmo antes de se converter, estava disseminando a mensagem do Evangelho pelo mundo. Tudo que acontece é para os bem daqueles que amam a Deus e são chamados pelo Seu decreto. Os cristãos, por causa da perseguição, puderam receber a honra do martírio e, com isso, ficarem aptos a receber a coroa da vida (Ap 2.10), como também passarem a ser ganhadores de almas por onde passavam (At 11.19), mostrando não ser servos inúteis, garantindo com isto a sua perseverança e ainda se tornando aptos a receber galardão.

Mas o Saulo perseguidor tinha terríveis características, que o credenciavam à perdição eterna. Em primeiro, era alguém que consentiu na morte de um justo

“E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se, naquele dia, uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judeia e da Samaria, exceto os apóstolos” (At 8.1).

O zeloso fariseu era, pois, um instrumento de morte. Ele quis a morte de Estêvão, ele defendia a morte daqueles que seguiam a Jesus Cristo. Mostrava-se, portanto, ser alguém que odiava a Jesus e, como Jesus é a vida, era um amante da morte.

É dito também que Saulo “assolava a igreja” (At 8.3). O verbo aqui, no grego, é “lymainomai” (λυμαίνομαι), cujo significado é “sujar”, “arruinar”, “destruir”, “insultar”, “maltratar”. Saulo queria o fim da igreja e, para isto, procurava eliminá-la da face da Terra. Para isto, entrava nas casas dos cristãos, arrastava homens e mulheres e os encerrava na prisão, procurando ameaçar e usar de violência para que eles abandonassem a fé ou, então, matar aqueles que se mantinham fiéis ao Senhor

“O que também fiz em Jerusalém. E, havendo recebido poder dos princípios dos sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e, quando os matavam, eu dava o meu voto contra eles” (At 26.10).

Os inimigos da cruz de Cristo querem, a todo custo, fazer com que a igreja desapareça da face da Terra e, por isso, perseguem impiedosamente os cristãos, prendendo-os, matando-os. Todos quantos agem desta maneira são como era Paulo, perseguidores de Jesus Cristo, pessoas que odeiam ao Senhor.

Mas a Bíblia nos diz, ainda, que Saulo “respirava ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor” (At 9.1). Quando se fala em “respiração”, fala-se em “espírito”, em uma atmosfera espiritual. Em todo o seu zelo religioso, Saulo era alguém que “respirava ameaça e morte”, ou seja, estava impregnado de violência, medo e morte.

O APÓSTOLO PAULO PERSEGUIDO POR AMOR A CRISTO

Os sofrimentos na vida de Apóstolo Paulo começaram imediatamente após a sua conversão e se seguiram por toda a vida. Vejamos algumas das suas primeiras aflições.

Foi ameaçado, apedrejado e açoitado.

Ainda nos primeiros passos na fé, Paulo foi ameaçado de morte pelos judeus (At 9.23). Ainda viveu a terrível experiência de ser apedrejado quase até a morte (At 14.19). Ainda em diversas ocasiões foi açoitado por causa do evangelho de Cristo (2Co 11.24; 2Co 11.25).

Foi preso.

O apóstolo dos gentios experimentou diversas prisões e todos os danos que elas podiam lhe proporcionar (2Co 11.23 cf. At 16.23; 23.10). É bom enfatizar que todas as prisões de Paulo foram injustas. Apesar disso, foram muito grandes os proveitos espirituais tirados delas (Fp 1.13,14). Um deles foi a produção de quatro cartas inspiradas pelo Espírito Santo: Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemon.

Foi rejeitado.

Outra dor sentida por Paulo ainda nos seus primeiros dias de convertido foi a rejeição. Os cristãos, a princípio, não acreditaram na conversão do perseguidor. Pensavam eles que a conversão de Saulo era um disfarce para que ele tivesse acesso à Igreja local e depois viesse a destrui-la (At 9.21,26; 14.5,6; 18.6).

Perdeu status social, padeceu fome e sede.

Por ter nascido em Tarso, da Cilícia, Paulo era cidadão romano por direito de nascimento, o que cabia apenas aos nobres (At 22.28). Além disso, desfrutava de um altíssimo conceito entre os religiosos da época (Gl 1.14). O fato é que ele perdeu tudo isso por amor a Cristo (Fp 3.8) e ainda padeceu fome e sede (Rm 8.35; 1Co 4.11; 2Co 11.27).

PERSEGUIÇÃO CONTRA A IGREJA

Na maioria dos países do mundo, a Igreja não sofre mais com a fogueira, forca, entretanto, há outros tipos sutis de perseguição, que de igual modo tenta impedir o avanço da igreja, são elas:

A perseguição jurídica e institucional.

Autoridades, jornalistas, intelectuais, professores e artistas muitas vezes exigem que os cristãos não tenham o direito de expressar os seus valores, opiniões, princípios e doutrinas em qualquer espaço da sociedade, e há muitas vezes uma violação aos direitos mais básicos do ser humano quando é cerceado o direito de expressão. Na esfera institucional têm sido criadas leis e outros métodos para impedir o avanço da igreja, sendo proibida em vários aspectos a liberdade de expressão por parte dos cristãos (At 4.18).

A perseguição ideológica e moral.

A perseguição a partir dos valores morais se caracteriza sobretudo pela rejeição dos princípios cristãos (Rm 1.18-32; Ef 5.8,15); pela legalização dos comportamentos imorais (2Tm 3.1-7; 1Co 6.9-10); e, pela demolição dos valores absolutos (Rm 1.18-32; 1Tm 4.1-4).

A perseguição cultural e acadêmica.

Além da perseguição tradicional aos cristãos, há a perseguição mais sofisticada, que se dá no campo cultural na:

a) música: quando há um estímulo ao consumo de drogas, ao amor livre, à prostituição e ao escarnecimento do Cristianismo;

b) na literatura: através de livros que tentam minar o cristianismo buscando destruir o avanço da Igreja;

c) na teledramaturgia: por meio das novelas, filmes e desenhos animados que procuram destruir os valores e a doutrina cristã;

d) pela cultura popular: por meio das festas como o carnaval, o folclore, crendices populares etc;

e) pela ciência: com a teoria da evolução, ateísmo, racionalismo, humanismo; e,

f) pela arte: com sua subjetividade abrindo espaço para as mais diversas manifestações religiosas sincréticas, bem como o culto ao corpo.

A perseguição física.

Muitos são os relatos das grandes perseguições que a Igreja passa em países por causa de sua fé. Cristãos são martirizados, igrejas são devastadas, missionários são forçados aos trabalhos forçados. Entretanto, apesar da violência empregada com açoites, prisões, tortura psicológica, apedrejamento e mortes, muitos dos discípulos fiéis a Cristo não negaram o nome de Jesus. Nenhuma perseguição vai calar a Igreja (Mt 16.18; At 4.19,20). Apesar de toda a violência empregada com açoites, prisões, apedrejamentos e morte, muitos fiéis a Cristo não negaram o nome de Jesus (At 26.10).

CONCLUSÃO

Concluímos que caso a Igreja fosse uma mera organização humana, já teria se destruído pelas grandes perseguições. Mas por ser uma instituição divina, edificada pelo próprio Cristo é, por isso, que a Igreja subsiste ao longo dos séculos e continuará a subsistir até a vinda gloriosa de Jesus.

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