EBD – O Cativeiro de Israel: Reino do Norte

Pr. Sérgio Loureiro
Pr. Sérgio Loureiro
Sou o Pastor Sérgio Loureiro, Casado com Neusimar Loureiro, Pai de Lucas e Daniela Loureiro. Graduando em Administração e Graduando em Teologia. Congrego na Assembleia de Deus em Bela Vista - SG
spot_img

Mais lidas

Prezados professores e alunos,

Paz do Senhor!

“Vinde, e tornemos para o Senhor, porque ele despedaçou e nos sarará, fez a ferida e a ligará” (Os 6.1)

Oséias no hebraico, significa “Salvação” foi o décimo nono rei de Israel, filho de Elá. Foi o último dos reis do Reino do Norte. Conspirou contra a Peca, seu antecessor, e o assassinou, em parte porque esse homem não resistira os avanços dos assírios (Champlin, Bentes, 1991, p. 635).  

“E Oséias, filho de Elá, conspirou contra Peca, filho de Remalias, e o feriu, e o matou, e reinou em seu lugar, no vigésimo ano de Jotão, filho de Uzias” (2Rs 15.30)  

Observamos, que o novo monarca já assumia o reino cometendo um assassinato, que era a transgressão de um dos mandamentos da lei de Moisés

“Não matarás” (Êx 20.13; Dt 5.17).

Tal circunstância não era, porém de se admirar, uma vez que o próprio Peca havia feito isto para também reinar, pois também havia matado Pecaías, de modo que a própria morte de Peca acabou sendo o cumprimento da lei divina (Gn 9.6; Êx 21.12).

“E Peca, filho de Remalias, seu capitão, conspirou contra ele e o feriu em Samaria, no paço da casa do rei, juntamente com Argobe e com Arié; e com ele estavam cinquenta homens dos filhos dos gileaditas; e o matou e reinou em seu lugar”  (2 Rs 15.25).

“Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem” (Gn 9.6)

“Quem ferir alguém, que morra, ele também certamente morrerá” (Êx 21.12)

Todavia, este era o lamentável quadro espiritual vivido por Israel nesse tempo, que é descrito pelo profeta Oseias:

“Ouvi a palavra do Senhor, vós, filhos de Israel, porque o Senhor tem uma contenda com os habitantes da terra, porque não há verdade, nem benignidade, nem conhecimento de Deus na terra. Só prevalecem o perjurar, e o mentir, e o matar, e o furtar, e o adulterar, e há homicídios sobre homicídios” (Os 4.1,2).  

Israel vivia uma decadência espiritual profundae, diante desta situação, não se teria mais o que fazer senão a perda da Terra Prometida, porque Deus vela pela Sua Palavra para a cumprir:

“E disse-me o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir” (Jr 1.12).

Oseias não era um rei tão ruim quanto seus antecessores:

“E fez o que era mal aos olhos do Senhor; contudo, não como os reis de Israel que foram antes dele” (2Rs 17.2)

Talvez por isso, quando o rei da Assíria veio novamente a Israel, não o destronou, tendo-lhe mantido no trono, ainda que na condição de servo, devendo dar-lhe presentes:

“Contra ele subiu Salmaneser, rei da Assíria; e Oséias ficou sendo servo dele e dava-lhe presentes” (2 Rs 17.3).

Endente-se, então, que Israel passou a ser um reino tributário, ou seja, embora mantivesse ainda liberdade para ter o próprio governante, tinha agora de pagar tributos periodicamente a Assíria, repassar parte da riqueza produzida para os assírios em troca desta manutenção de relativa independência.

Os próprios israelitas haviam feito isto com alguns habitantes da terra de Canaã, quando a conquistaram, deixando de destruí-los, como havia ordenado o Senhor, em troca de serem periodicamente abastecidos com recursos deles:

“E, sucedeu que, quando Israel cobrou mais forças, fez dos cananeus tributários, porém não expeliu de todo” (Jz 1.28).

Agora era Israel que se tornava tributário em sua própria terra, numa eloquente demonstração que Deus estava a apenar o povo pela desobediência. Mesmo assim, o povo não se arrependeu.

Nesta lição aprenderemos as injustiças cometidas por Israel, a sua insistência no pecado da idolatria e o seu sincretismo.

SAMARIA É CERCADA PELO REI DA ASSÍRIA

Israel sob o reinado de Jeroboão, ou Jeroboão l, que no hebraico significa “O povo tornou-se numeroso”. Como nós aprendemos na lição anterior, ele distinguiu-se como administrador no tempo de Salomão, quando supervisionava a construção da muralha de Jerusalém, conhecida como Milo 1Rs 11.27,28. (SCHULTZ, 1995, p. 165)

Nesse período Israel viveu um período próspero na economia, reconquistou territórios perdidos para Síria que, durante algum tempo dominava a Palestina, mas infelizmente, conforme nos adverte o nosso Deus através dos profetas Amós e Oséias, foram resultados alcançados através da corrupção, injustiça social hipocrisia e sincretismo, (2Rs 17.2,29-33).

Como se isto fosse pouco, Oseias ainda resolveu trair o rei da Assíria, deixando de cumprir com o prometido, não mais dando presentes ao rei. Ora, tal atitude era, antes de mais nada, uma nova ofensa à lei de Deus, que manda que se cumpra o que foi prometido, que manda se manter a palavra dada, que é contra o engano e o ardil (Êx 20.16; 23.7).  

Oseias assim agiu porque resolveu confiar no Egito, que era a potência adversária da Assíria, pois ambos os impérios estavam em confronto pelo domínio do Oriente Médio. Esta confiança de Oseias no Egito foi denunciada pelo profeta Oseias, que disse que não seria no Egito que os israelitas conseguiriam refúgio.

“Não voltará para a terra do Egito, mas a Assíria será seu rei, porque recusam converte-se” (Os 11.5).

Na sua recusa a converter-se a Deus, em voltar a servi-lo, o povo do reino do norte acabou sendo enganado, tanto que é chamada de “pomba enganada, sem entendimento”, por isso invocavam o Egito e acabariam sendo levados para a Assíria: 

“Porque Efraim é como uma pomba enganada, sem entendimento; invocam o Egito, vão para Assíria” (Os 7.11)

Israel havia fugido de Deus, se rebelado contra o Senhor, não clamou a Deus, que, afinal de contas, tinha sido quem o pusera na Terra Prometida e, por isso, recorreu ao Egito, de onde Deus os havia tirado.

“Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (Êx 20.2).

Israel não cria em Deus e a incredulidade o faria perder a Terra Prometida, assim como a incredulidade havia impedido a geração do êxodo de entrar em Canaã

“E vemos que não puderam entrar por causa da sua incredulidade” (Hb 3.19).

As grandes injustiças dos reis do Norte fizeram com que os profetas Amós e Oséias formalizassem graves denúncias (Am 5.6-9). Todos estes terríveis pecados da nação de Israel foram apontados pelos profetas com pesadas advertências ao arrependimento, e apelos à misericórdia e ao amor de Deus (Os 7.11-14).

Notemos então cada um deles:

Acerca do profeta Amós, podemos fazer algumas afirmações. O seu nome significa “fardo” ou “carregador de fardos”. Ele nasceu em Tecoa, uma pequena aldeia que estava a oito quilômetros ao sul de Belém. Era um homem de negócios, fazendeiro e pregador, embora não fosse um profeta treinado da escola de profetas. Ele trabalhava com criação de gado e plantação de figos:

“As palavras de Amós, que estava entre os pastores de Tecoa, o que ele viu a respeito de Israel, nos dias de Uzias, rei de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel, dois anos antes do terremoto” (Am 1.1); 

“E respondeu Amós e disse a Amazias: Eu não era profeta, nem filho de profeta, mas boieiro e cultivador de sicômoros. Mas o Senhor me tirou de após o gado e o Senhor me disse: Vai e profetiza ao meu povo” (Am 7.14,15).

Interessante que o seu livro é considerado um clássico, tanto no conteúdo quanto na expressão artística, o que implica dizer que ele era intelectual e habilidoso escritor. Tinha um profundo senso de justiça social e coragem nos confrontos. Amós também pode ser considerado um profeta missionário.

O cenário religioso em Israel, Reino do Norte, nos dias do profeta Amós era caótico. O povo de Deus vivia uma época de verdadeira apostasia e, consequentemente, uma época de grande corrupção moral. No tempo de Amós, ainda que a adoração a Baal já tivesse sido extinta, o sistema de adoração do bezerro de ouro permanecia. Tal prática já se arrastava por 170 anos. O sumo sacerdote naquela época era Amazias, que certamente havia sido indicado pelo rei. Do ponto de vista social e moral, o Reino do Norte estava corrompido, tanto interna quanto externamente.

Vejamos alguns pecados e injustiças sociais cometidos neste período, que foram condenados pelo profeta Amós:

“[…] porque vendem o justo por dinheiro, e o necessitado por um par de sapatos” (Am 2.6).

“Suspirando pelo pó da terra, sobre a cabeça dos pobres…” (Am 2.7a).

“[…] pervertem o caminho dos mansos; e um homem e seu pai entram à mesma moça, para profanarem o meu santo nome” (Am 2.7-b).

“Ouvi esta palavra vós, vacas de Basã, que estais no monte de Samaria, que oprimis aos pobres, que esmagais os necessitados, que dizeis a vossos senhores: Dai cá, e bebamos” (Am 4.1).

“Porque sei que são muitas as vossas transgressões e graves os vossos pecados; afligis o justo, tomais resgate, e rejeitais os necessitados na porta” (Am 5.12).

Apesar do caos espiritual e rejeição de Israel, Deus queria salvar o povo. Foi então que o Senhor convocou o profeta Oséias. Assim como o profeta Amós, Oseias também dirigira sua mensagem ao Reino do Norte (Israel-Samaria). Sua mensagem é repleta de referências a lugares e eventos que somente alguém que pertencesse a Israel conheceria (Os 6.8), ou daria atenção a eles (Os 7.1; 8.5,6; 9.15; 10.5; 12.5,12; 14.1). Ele dirigiu-se quase que exclusivamente a Israel, a quem 37 vezes chama de Efraim (Os 2.1,2; 4.1,15; 5.1,8; 6.1,4; 9.1,5,7; 10.9,12; 11.8; 12.9; 13.4, 9-13; 14.1,8) e demonstrou relativamente pouca preocupação para com o Reino do Sul (Judá-Jerusalém), exceto quando o advertiu a não imitar o exemplo de Israel (Os 6.4,11).

Nessa época, estava reinando sobre Israel Jeroboão II (793-753 a.C), filho de Jeoás que foi o quarto rei da dinastia de Jeú. Seu longo reinado sobre Israel (quarenta e um anos) recebeu uma atenção relativamente pequena nos registros de 2Reis 14.23-29. Jeroboão II liderou Israel num período de muita prosperidade. A Assíria havia enfraquecido a Síria, que dessa maneira não representava mais uma ameaça para Israel. Por isso, Jeroboão II teve liberdade para executar uma agressiva expansão do seu território, conforme profetizado por Jonas (2Rs 14.25). O Senhor usou esse governante para salvar Israel de anos de dificuldades e problemas:

“E ainda não falara o Senhor em apagar o nome de Israel de debaixo do céu; porém os livrou por mão de Jeroboão filho de Jeoás” (2Rs 14.27).

Infelizmente, a prosperidade do reino de Jeroboão II levou a muitos males, pois este rei não apresentava qualquer devoção a Deus. Do ponto de vista religioso ou espiritual, Israel descera ao degrau mais baixo. Eis abaixo alguns pecados cometidos pela nação:

Decadência do povo (Os 4.1);

Total falta de misericórdia (Os 6.4-11);

Depravação dos sacerdotes (Os 6.9);

Afastamento do Senhor (Os 7.1);

Indiferença e apatia espiritual (Os 7.8); e,

Confiança em deuses falsos (Os 8.1).

O Reino do Norte havia resistido aos fortes apelos de Deus por intermédio do profeta a reconciliação, o que resultou numa sentença amarga: o cativeiro pela Assíria em 722 a.C (Os 11.7). Tendo rejeitado a correção, estavam sendo destruídos pela “falta de conhecimento” (Os 4.6) e por “se esquecer de Deus” (Os 2.13).

No entanto, a promessa divina aos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, de fazer uma aliança perpétua com eles e com seus descendentes, era a garantia de que o castigo não duraria para sempre:

“Todavia, o número dos filhos de Israel será como a areia do mar, que não pode medir-se nem contar-se; e acontecerá que, no lugar onde se lhes dizia: Vós não sois meu povo, se lhes dirá: Vós sois filhos do Deus vivo.  (Os 1.10);

“que deveras te abençoarei e grandissimamente multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus e como a areia que está na praia do mar; e a tua semente possuirá a porta dos seus inimigos” (Gn 22.17).

Deus havia pronunciado o julgamento através do profeta (Os 2.6-13), porém, também anunciou a sua restauração, e que o Senhor graciosamente perdoaria a nação perversa e com paciência a atrairia para si:

“Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração” (Os 2.14).

OS ESTRANGEIROS OCUPAM SAMARIA

Para cumprir as profecias do Senhor, Deus Se utilizou de um povo cuja política de conquistas era precisamente a de desalojar os povos conquistados de suas terras.

Segundo os assírios, uma vez conquistado um povo, este deveria ser retirado da terra onde habitava e mandado para outro lugar. Promovendo esta movimentação étnica nos territórios dominados, os assírios entendiam que enfraqueciam os vencidos e impossibilitava que eles se rebelassem.

Assim, procuravam os assírios, assim que conquistavam um povo, desocupar a terra conquistada de seus primitivos habitantes e repovoar a região com outros povos, misturando-os, de modo que não se desfizesse qualquer sentimento nacionalista que buscasse se opor ao domínio conquistado pelas armas.

Com Israel, não foi diferente. Os israelitas foram desalojados de sua Terra e mandados para várias regiões da Assíria, enquanto a região anteriormente habitada pelas dez tribos foi ocupada por outros povos. Assim gente de Babel, Cuta, Ava, Hamate, Sefarvaim vieram morar em lugar dos filhos de Israel:

“E o rei da Assíria trouxe gente de Babel, e de Cuta, e de Ava, e de Hamate, e de Sefarvaim e a fez habitar nas cidades de Samaria, em lugar dos filhos de Israel; e tomaram a Samaria em herança e habitaram nas suas cidades” (2 Rs 17.24).

Estes povos, evidentemente, não serviam a Deus, tinham seus próprios deuses e continuaram a cultuá-los, até porque era este um resquício de suas culturas, de seus hábitos, quase que uma resistência à política de destruição de suas identidades que era realizada pelo dominador assírio.

Entretanto, o Senhor mandou leões entre eles e houve a matança de alguns deles:

“E sucedeu que, no princípio da sua habitação ali, não temeram ao Senhor; e mandou o Senhor entre eles leões, que mataram alguns deles” (2 Rs 17.25).

Este episódio mostra como Deus é soberano e como nada pode impedir a Sua ação. Deus mostra aqui pleno controle sobre a natureza.

Deus, ao assim agir, sabia que aqueles povos, dentro de suas crendices, logo identificariam que isto era obra do “Deus da terra”. O Senhor havia punido o Seu povo, mas não permitiu que o Seu nome fosse igualmente apagado como o fora o do reino do norte.

Aqueles povos, então, pediram ao rei da Assíria que lhes mandasse alguém que lhes ensinassem “o costume do Deus da terra”, para que eles pudessem cultuá-l’O e, deste modo, não sofressem com os leões que os estavam matando (2 Rs 17.26).

Ao longo do tempo, esses povos acabaram se misturando, dando origem a uma nova nação, que Flávio Josefo chama de “chuteenses”, mas que foram chamados posteriormente de “samaritanos”, porque foram ocupar a região que era do reino cuja capital tinha sido Samaria.

OBS: “…Salmaneser, rei da Assíria (…) mandou a Samaria e a todos os outros lugares do reino de Israel, colônias de chuteenses, que são povos de uma província da Pérsia, que têm esse nome por causa do rio Chute, ao longo do qual habitam.…” (Antiguidades Judaicas IX, 14, 409. In: JOSEFO, Flávio. História dos hebreus. Trad. de Vicente Pedroso, v.1, p.215).

Os samaritanos, portanto, eram estrangeiros que haviam vindo ocupar a terra do reino do norte após a ida ao cativeiro dos israelitas, estrangeiros que, embora tivessem passado a cultuar ao “Deus da terra”, não deixaram de servir aos seus deuses primitivos. Tornou a religião sincretista, pois enquanto adorava e servia Yahweh apenas de lábios, continuava a servir a seus deuses nos lugares altos da terra.

Por causa disso, os samaritanos nunca foram aceitos pelos judeus como um “povo irmão”, mesmo que, ao longo dos anos, o culto ao “Deus da terra” tenha crescido em importância e, talvez mesmo, chegado a prevalecer de tal maneira que os samaritanos chegaram a construir um templo ao Senhor no monte Gerizim, templo este que foi destruído pelos judeus em 128 a.C., havendo discussão se este templo foi construído pouco antes da vinda de Neemias a Jerusalém, como defendem alguns arqueólogos que fizeram escavações no local, ou nos dias de Alexandre, o Grande, como relata Flávio Josefo.

Até mesmo os textos que adotaram da lei de Moisés eram diferentes dos escritos judaicos. Diante desta rejeição, tornaram-se inimigos dos judeus, sempre se alinhando aos inimigos de Israel.

Criou-se, assim, uma grande inimizade entre estes povos, tanto que, nos dias de Jesus, é dito que nem sequer se comunicavam:

“Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos)”?  (Jo.4:9).

No entanto, o Senhor Jesus sempre demonstrou simpatia para com eles, pregando-lhes o Evangelho (Jo 4.39-42), não endossando o ódio que os judeus tinham para com eles (Lc 9.54-56) e chegando mesmo a tomar um samaritano como exemplo de próximo (Lc 9.25-37), sem deixar de mostrar que suas crenças eram equivocadas (Jo 4.22). Foi também explícito ao dizer que Samaria também deveria ser evangelizada:

“Mas receberes a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8).

Jesus mostra, assim, que havia vindo para reconciliar toda a humanidade, inclusive aqueles que queriam servir ao Senhor do seu modo, em desconformidade com as Escrituras, desde que cressem n’Ele.

CONCLUSÃO

Vimos nesta lição que não faltou advertências para que Israel abandonasse a idolatria e fosse poupado do cativeiro. Todavia, nada surtiu efeito. Cada vez mais a nação afundava em seus pecados. A maneira drástica, porém, misericordiosa e amorosa, de Deus retornar seu povo ao aconchego do seu amor, foi, infelizmente, conduzi-lo ao cativeiro e à dispersão. Que Deus nos ajude a atentarmos mais para a sua Palavra a fim de não colhermos os amargos frutos da desobediência.

- Propaganda - spot_img

Últimas Noticias

- Propaganda -