EBD – O Profeta Elias e Eliseu, seu Sucessor

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Prezados professores e Alunos,

Paz do Senhor!

O escritor norte americano A.W. Tozer disse certa vez que nada morre de Deus quando um homem de Deus morre! Essa declaração é verdadeira em relação ao profeta Elias e a Eliseu seu sucessor. Elias foi um grande exemplo a ser seguido, e Eliseu foi o escolhido por Deus para sucedera. Eliseu foi um dos poucos substitutos nas Escrituras tão eficiente. Ele permaneceu com Elias até os últimos momentos na terra, estava disposto a seguir seu líder e a aprender a fim receber poder para realizar o trabalho para qual Deus o chamara.

Elias e Eliseu concentraram nas necessidades do povo, e resgatando a identidade. A idolatria foi exposta por Elias, criando uma atmosfera onde o povo pudesse adorar o verdadeiro Deus, de uma maneira livre e publica. Já Eliseu, agiu com a finalidade de mostra a natureza de Deus, a todos aqueles que vieram a Ele em busca de socorro e consolo. Eliseu cuidou do povo na sua maior parte do seu ministério do que confrontando o mal.

Os milagres realizados por Deus através de Eliseu colocaram no povo o desejo de aproximar de Deus Verdadeiro. Nessa analise, o profeta Elias ficaria encantado ou satisfeito com o trabalho do seu substituto.

Nessa lição aprenderemos o final do ministério de Elias, destacaremos o pedido ousado de Eliseu, e a confirmação por Deus através dos milagres no inicio do ministério de Eliseu.

A DESPEDIDA DE ELIAS

O profeta Elias ao sair de cena, deixa um legado. Elias foi um gigante espiritual, realizou grandes feitos em seu ministério, deixando para Eliseu essa herança. Em defesa da verdadeira adoração foi zeloso, também foi um homem ousado. É facilmente percebido quando ele enfrenta o rei Acabe (1Rs 17.1). Somente um profeta com a coragem e confiança em Deus, poderia ser capaz de protagonizar os fatos registrados em Reis (1Rs 17.8-23; 18.41-46). Eliseu presenciou nesse contexto, foi influenciado por ele e teve essa herança.

O profeta Elias teve somente grandes virtudes espirituais, mas virtudes morais. É visível no relato bíblico que o profeta Elias possuía fortes valores morais,

“Agora, pois, envia, ajunta a mim todo o Israel no monte Carmelo, como também os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas de Aserá, que comia na mesa de Jezabel” (1Rs 18.19).     

O profeta Elias tinha percepção do que era certo ou errado, do que era justo ou injusto. Esses valores morais são demonstrados quando ele fica indignado diante da ação do rei Acabe. Quando Nabote é assassinato, Acabe fica com a vinha daquele (1Rs 21. 17-20). Para o profeta Elias, Acabe havia se vendido para fazer o mal.

Eliseu estava sendo lapidado e percebeu que ninguém conseguirá ser um homem de Deus como Elias o foi, se não adquirir valores morais e espirituais bem definidos.

Quando o profeta Elias estava em Gilgal, iniciou os preparativos para a sua partida para o Céu. O profeta Elias entendeu e sabia que era o momento de ir para estar com Aquele a quem foi fiel havia chegado. Gilgal é um lugar de grandes acontecimentos:

Memorial da travessia do Jordão efetuada por Josué (Js 4.19,20);

Os israelitas foram circuncidados (js 5.1-9);

Foi realizada a primeira pascoa na Terra Prometida (Js 5.10);

Onde o maná que alimentou o povo dezenas de anos cessou (5.12);

Onde se começou a dividir o território de Israel (Js 14.6);

O profeta Samuel passava por Gilgal (1Sm 7.16);

Em Gilgal, Saul foi confirmado rei, e foi lá também onde ele perdeu a promessa do seu reinado (1Sm 11. 14-18; 13. 8-14).

Portanto, esse lugar representava a presença de Deus. nesse lugar o profeta Elias tomou ciência do término do seu ministério profético. Assim, o profeta Elias partiu com o seu servo Eliseu para Betel, depois para Jericó e, por último, atravessou o Jordão. Que o Senhor encontre os crentes aguardando a sua volta em Gilgal, o lugar da Sua presença.

O PEDIDO OUSADO DE ELISEU

Na caminhada do profeta Elias, percebeu a insistência e a determinação de Eliseu em caminhar junto de Elias, pois Eliseu sabia que a hora final de Elias estava próxima (2Rs 2.2,4,6).  

“Vive o Senhor, e vive a tua alma, que te não deixarei”.

Diante da insistência de Eliseu, Elias não tinha alternativa a não ser deixá-lo ir junto. Mesmo contrariando o profeta Elias na sua insistência em estar junto dele, Eliseu não se deixou levar pelas sugestões de Elias e nem pela dos profetas, mas foi leal e humildemente submeteu à liderança de Elias até o fim. O processo de orientação ou de ensino, somente completa quando o discípulo se submete à liderança do seu discipulador, não como bajulador, mas honrando e reconhecendo à elevada liderança espiritual do seu líder. Jesus certa vez disse:

“mas entre vós não será assim; antes, qualquer que, entre vós, quiser ser grande será o vosso serviçal”. (Mc 10.43)  

Para Eliseu, era um privilégio servir a Elias porque esse era o trabalho que Deus lhe tinha outorgado para realizar.

O profeta Elias percebendo a insistência de Eliseu, lhe concedeu a liberdade de fazer um pedido:

“Sucedeu, pois, que, havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Peço-te que haja porção dobrada de seu espírito sobre mim”. (2Rs 2.9)

A porção dobrada era um indicador do herdeiro legítimo. O pedido renovado de Eliseu para essa posição realçava a importância dessa função e mostrava que Eliseu era a pessoa indicada para assumi-la. Uma vez que essa função já fora atribuída a Eliseu, seu pedido não era arrogante. Entretanto, apesar do fato de Eliseu já ter sido designado herdeiro de Elias (1Rs 19.19-21). HOLMAM, Bíblia Estudo, p. 585.

Percebemos o proposito puro de Eliseu. O pedido não era para exibir, mas para exercer o seu ministério mediante os desafios que o esperava. Era para também vencer as suas próprias limitações para exercer um ministério eficaz.

Para receber o que pediu, Eliseu deveria ainda observar a partida de Elias para que essa promessa seja implementada. O profeta Elias vai a vários lugares diferentes e em cada um deles se observa que o profeta põe o discípulo à prova.

Primeiramente Eliseu demonstrou estar familiarizado com aquilo que o Senhor estava prestes a fazer (2Rs 2.1);

Em segundo lugar, Eliseu demonstrou perseverança quando se recusou a largar Elias. Ele o acompanhou em Gilgal, Betel, Jericó e Jordão (2Rs 2.1-6);

Em terceiro lugar, Eliseu provou ser um homem vigilante quando “viu” Elias sendo assunto aos céus! (2Rs 2.12)

Que a história da chamada de Eliseu e como se deu o seu discipulado deveria servir de padrão para os ministros atualmente. Temos observado que a qualidade dos ministros evangélicos tem caído muito, pois estamos mais preocupados com quantidade do que a qualidade. A consequência de tudo isso é refletida nas igrejas locais, que passam a atuar simplesmente como meros clubes sociais e não como o verdadeiro Corpo de Cristo.      

ELISEU TOMA A CAPA DE ELIAS

Quando estavam caminhando juntos e conversando, revelando intimidade entre os dois. Ao ser separado de Eliseu por um carro de fogo, Elias foi levado ao Céu num redemoinho. A amizade entre liderança e liderado é um presente de Deus. Essa aproximação entre as pessoas que se amam e respeitam sempre resulta em coisas boas, pois a trocas de experiencias e virtudes. Isso acontecem sempre entre grandes amigos, são abençoados com exemplos e a proximidade. Devemos nutrir amizades entre os membros, ministério e liderança sempre resultarão em bênçãos para a igreja local. 

“O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavalheiros! E nunca mais o viu; e, tomando das suas vestes, as rasgou em duas partes. Também levantou a capa de Elias, que lhe caíra; e voltou-se e parou à borda do Jordão” (2Rs 2.12,13)

Há quem veja na exclamação de Eliseu uma “comprovação” da falsa doutrina da “paternidade espiritual”. Segundo tais pessoas, ao exclamar “Meu pai, meu pai!”, Eliseu teria se credenciado a ser profeta, já que reconhecera em Elias o seu “pai espiritual” e que somente desta maneira pode haver “transmissão de poder”. Nada mais falso, porém!

Por primeiro, Eliseu se dispôs a obedecer a Elias e a tê-lo como “pai espiritual”, como seu “senhor” desde o instante em que passou a segui-lo. Não fosse assim, não teria pedido ao profeta que se despedisse de seu pai e de sua mãe. Este gesto mostra, claramente, que, a partir de então, Eliseu viveria em função de Elias, seria um “filho do profeta”.

Por segundo, a “paternidade espiritual” não é uma situação em que alguém se possa pôr de “mediador”, “intermediário” entre Deus e o “filho espiritual”. Muito pelo contrário, trata-se de uma função em que devemos nos tratar como “irmãos”

“Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos” (Mt.23:8).  

Tanto assim é que Eliseu, mesmo diante das ordens de Elias para que ficasse em Gilgal, Betel e Jericó, não atendeu à recomendação do profeta e prosseguiu seguindo a Elias, pois o Senhor lhe dissera, assim como aos filhos dos profetas, que Elias seria tomado dele naquele dia. Isto é a demonstração evidente que, já no tempo da lei, o Espírito Santo atuava diretamente nos “filhos espirituais”, sem precisar do “pai espiritual” para fazê-lo.

Por terceiro, a “transmissão do poder” não estava na capa que foi lançada por Elias, pois não foi algo dado por Elias a Eliseu. O lançamento da capa era apenas a confirmação do profeta de que o pedido de Eliseu havia sido atendido e que o próprio Espírito, que já estava em Eliseu, iria operar nele a partir de então. – Tanto é assim que, assim que Eliseu pegou da capa de Elias, voltou e foi até a borda do rio Jordão. Ali chegando, de posse da capa, feriu as águas e indagou: “Onde está o Senhor, Deus de Elias?”.

Neste momento, como diz o texto da Septuaginta, o rio Jordão não se abriu. Reproduzamos o texto, usando da Versão Antonio Pereira de Figueiredo:

“E pegando na capa, que Elias lhe tinha deixado cair, feriu as águas e elas não se dividiram, e disse: Onde está ainda agora o Deus de Elias? E feriu as águas, e elas se dividiram de uma, e de outra parte, e Eliseu passou” (2Rs.3:14).

Na Versão Almeida Revista e Corrigida, não se encontra a expressão “e elas não se dividiram”, mas é elucidativo que, no texto, há duas menções ao ferimento das águas. Por que Eliseu teria ferido duas vezes as águas? Naturalmente, porque, na primeira vez em que feriu as águas, elas não se dividiram.

Eliseu confiara na capa de Elias e, usando dela, achava que, como havia acontecido com o profeta pouco tempo antes, com o simples uso da capa, Eliseu passaria o Jordão em seco. No entanto, as águas não se dividiram, porque Eliseu não derivara seu poder de Elias, o poder veio diretamente de Deus. – Diante do aparente fracasso, Eliseu, então, clama a Deus. Exclama: “Onde está o Senhor, o Deus de Elias?” e, aí então, fere as águas, que se abrem e pôde ele, então, passar a seco o rio Jordão, fazendo o seu primeiro milagre. A última lição aprendida, a do milagre, fora a primeira a ser posta em prática.

Eliseu, ao clamar a Deus, teve a pronta resposta do Senhor. Estava, agora, em pleno exercício do ministério do profeta Elias, o ministério prosseguia, a obra de restauração espiritual de Israel e de erradicação do culto a Baal tinha um novo capítulo.

Os cinquenta filhos de profetas que haviam visto Elias abrir o Jordão, agora viam que Eliseu fizera o mesmo. Eram testemunhas da sucessão e passaram a dizer:

“Vendo-o, pois, os filhos dos profetas que estavam defronte em Jericó, disseram: O espírito de Elias repousa sobre Eliseu. E vieram-lhe ao encontro e se prostraram diante dele em terra” (2Rs.2:15).

Não há qualquer necessidade de alardearmos que Deus nos escolheu ou que a posição em que estamos foi dada pelo Senhor. O próprio Deus Se incumbirá de trazer testemunhas para testificar do que tem feito em nossas vidas.

Em reconhecimento da autoridade que agora Eliseu ostentava, pediram os cinquenta homens que lhes fosse permitido procurar por Elias. Eliseu relutou em atendê-los, pois vira que Elias fora levado ao céu em um redemoinho, mas, ante a insistência daqueles homens, acabou por permitir-lhes que procurassem a Elias e, depois de três dias de buscas, voltaram sem tê-lo encontrado, tendo, então, Eliseu dito que estava certo em não querer que fossem (2Rs 2.16-18).

O gesto de Eliseu em deixar os cinquenta homens irem após a insistência mostra-nos que Eliseu adotou a mesma linha de companheirismo de Elias, não quis ser um “ditador”, mas um líder verdadeiro e genuíno, que compartilhava e convivia com os seus liderados. Temos feito isto?

Conclusão

A história do profeta Elias e de seu sucessor Eliseu é instrutiva para liderança espiritual. Nestes dias onde há crise de liderança, as vidas de Elias e de Eliseu se erguem como um memorial para qual devemos olhar. A sucessão estava feita e o trabalho de Elias prosseguiria através de Eliseu, e com “porção dobrada”.

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