O Líder Cristão – Parte 2

Pr. Sérgio Loureiro
Pr. Sérgio Loureiro
Sou o Pastor Sérgio Loureiro, Casado com Neusimar Loureiro, Pai de Lucas e Daniela Loureiro. Graduando em Administração e Graduando em Teologia. Congrego na Assembleia de Deus em Bela Vista - SG
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continuação do post O Líder Cristão – Parte 1

Semana passada falamos que Deus escolhe líderes, capacita e dirige para administrar a Sua obra. Alertamos os líderes sobre alguns pontos. vejamos algumas formas de liderar no campo secular e na igreja.

  1. LIDERANÇA SECULAR

A sociedade, seja ela qual for, é conduzida através do tempo e da história, de modo consciente ou inconsciente, por líderes que lideram os mais diferentes tipos de grupos de pessoas. A liderança secular autêntica é a capacidade do líder natural, de inspirar confiança, influenciar, motivar e dirigir (pessoas, empreendimentos, comunidades, instituições, nações etc.). O líder secular autêntico é especialista em trabalhar com pessoas, dirigindo-as com a participação espontânea do grupo. Liderar (secularmente) é a um só tempo: planejar, organizar, dirigir, coordenar, controlar e avaliar.

  1. Formas de liderança no campo secular
  2. Liderança carismática – Esta forma de liderança concentra-se numa pessoa-ídolo; uma espécie de vítima ou herói. É só examinar a história do passado e do presente. Tal líder passa a ser tido como de origem fora do comum, quase um sobrenatural. Esse líder surge nas crises sociais do seu povo e da sua nação. Sob tal líder, o povo muda de repente sua linha de raciocínio e de atitude, de um momento para outro.
  3. Liderança reformista – Esta forma de liderança concentra-se em promessas, esperanças e anseios do povo. É uma forma de liderança hostil, agressiva, destruidora. O líder reformista é geralmente muito persuasivo. Nesta forma de liderança ocorrem mudanças bruscas de instituições, de governos e de organização social.
  4. Liderança coercitiva – É uma forma de liderança totalitária e fixa. Emprega a força como dinâmica. É monopolista.
  5. Liderança autêntica (secular) – É a habilidade de organizar, e a capacidade de mobilizar o povo, meios, e recursos para bem comum de todos. Esta forma de liderança é legítima e autêntica (secularmente). Ele é pacífica benéfica, altruísta, progressiva, espontânea e transitória (enquanto a liderança coercitiva é fixa, como já vimos).
  6. LIDERANÇA CRISTÃ

  Os principais livros da Bíblia sobre liderança cristã são: Êxodo, Números, Josué, 2 Samuel, 1Crônicas, Neemias, Provérbios, Mateus, Filipenses, 1 e 2 Timóteo, Tito e Filemon. A liderança cristã é exercida por crentes (1Ts 5.12; 1Tm 5.17; 1Tm 3.4; 1Tm 3.12).

  O homem carece de direção geral (“o seu caminho”) e pessoal (“os seus passos”) na sua vida

“Eu sei, ó Senhor, que não é do homem o seu caminho, nem do homem que caminha, o dirigir os seus passos” (Jr 10.23).

O termo líder vem do inglês leader (substantivo) e, to lead (verbo) = conduzir alguém, indo à frente. Esse termo entrou no vocabulário da língua portuguesa no final da década de 1940. Na Bíblia aparece muito o conceito de liderança, mas não este termo, visto que ele (liderança), é de uso recente em nosso idioma, como já vimos.

  • Líderes da Bíblia e da igreja  
  1. Bons líderes da Bíblia. Abraão, José, Moisés, Josué, Gideão, Samuel, Neemias, Ezequias, Isaias, Daniel, os apostolo de Jesus, Paulo (At 20.24; 2Tm 1.11; 1Co 11.1; Fp 4.9; 2Tm 4.7).
  2. Líderes da igreja. Na igreja há atualmente crise de liderança bíblica e cristã. Há uma grande carência de líderes cristãos autênticos. Existem muitos líderes despreparados, fracos, maus, defasados, ultrapassados, nulos, imaturos, falsos, omissos. Daí, a sua má, a sua péssima direção do culto, do campo, do ministério, do patrimônio da igreja, dos trabalhos diversos da igreja.
  • Liderança profissional e vocação pastoral na igreja

                      Hoje, na igreja, em se tratando do santo ministério evangélico, devia-se falar menos em líder e liderança, e falar mais em vocação pastoral autêntica como dom de Deus, segundo o Novo Testamento. Fala-se e escreve-se demais em formação de líderes, como se liderança fosse supra-sumo do ministério pastoral. Já temos líderes e liderança em demasia na igreja, mas faltam-nos autênticos pastores no sentido “poimen”, (Ação ou atitude de pastorear, de se dirigir ao outro para guiá-lo) do Novo Testamento que ensine, alimente o rebanho, conforme o seu dever. Hoje, o pastor (salvo as exceções) é mais um terapeuta profissional do que um pai espiritual do rebanho; o santo ministério tornou-se uma profissão, um mercado de trabalho, uma empresa religiosa, eclesiástica. É tanto que é grande a correria para que todo pastor também seja um psicólogo ou psicanalista, para atendimento terapêutico ao seu povo. O pastor como profissional apenas, psicólogo e terapeuta, é uma renúncia à sua chamada divina. Não estamos com isto menosprezando ou depreciando a ciência. Profissão não é vocação! Leiamos: 1Co 4.15; Gl 4.19; Ef 4.30; Hb 13. 17.

                      Como já citado, o líder cristão é a pessoa que Deus escolhe, dirige e capacita para administrar a Sua obra (instituições e atividades) e o Seu povo (conduzindo-os como pessoas). Exemplo: Gideão (Juízes, capítulo 6). É o obreiro do Senhor como dirigente, administrador, condutor de pessoas, responsável, guia, mentor.

O líder precisa saber que ele não é um “operador de maquinas”, Não!

Os homens não são máquinas! Muitos líderes complicam-se aqui.

continua na próxima semana

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