Uma Pedrinha branca

Pr. Sérgio Loureiro
Pr. Sérgio Loureiro
Sou o Pastor Sérgio Loureiro, Casado com Neusimar Loureiro, Pai de Lucas e Daniela Loureiro. Graduando em Administração e Graduando em Teologia. Congrego na Assembleia de Deus em Bela Vista - SG
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Introdução

                 Para entender esse versículo temos que voltar na época do apostolo João e entender o costume da época. O livro de Apocalipse não nos proporciona evidências suficientes para escolher com segurança uma interpretação. Todavia, pesquisando um pouco mais sobre a cultura bíblica, conseguimos entender o porquê dessa linguagem de Cristo. Vejamos:

Quem te ouvidos…, sempre que ouvimos essa expressão é uma referência a obediência, “ouvir com intenção de obedecer”.   

ao que vencer…, no grego “nikao”, vencer, ser vencedor substantivo vitória geralmente tem um sentido de militar, mas também um contexto judicial.

darei eu a comer do maná escondido…, nessa parte, Cristo pretende lembrar, que o pecado de Israel em comer comida sacrificada a ídolos em Números 25 era muito pior, porque Deus ainda estava dando a eles o maná, assim alimentando o seu povo, os milagres do maná e da água vieram a simbolizar a provisão que Deus concedeu ao seu povo no deserto. Portanto, Cristo estava cuidando da sua Igreja em Pérgamo.

E dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito…, A pedra branca é uma expressão metafórica para os vencedores, uma pedra branca era recebida por 7 tipos de pessoas em 7 oportunidades, algumas pessoas recebiam uma pedra e outras ganhavam mais de uma pedrinha branca. Pesquisando, as pessoas recebiam a pedrinha branca, eram todos eles vencedores. A “pedra branca” e o “novo nome” podem estar associados a:

1. Escravo. A pessoa, quando recebia a sua libertação, pois estavam endividadas, sem bens, famílias eram levados. Os anciões que eram eleitos pela sociedade, eles ficavam na porta da cidade julgando as causas. Quando a pessoa não tinha como pagar, era levado essa causa ao ancião de Israel que julgava e condenava aquela pessoa, que contraiu a dívida a se tornar escrava. No lado de fora existiam um mural e após lavrar um escrito, era pendurado a sua dívida. Esse mural está cheio de atas de vários escravos.  Quando alguém precisava de um escravo para realizar algum serviço, essa pessoa lia aquela ata descobria a pessoa que tinha característica para o serviço determinado que aquele senhor precisava. Aquelas atas ficavam até o ano do jubileu (Lv 25.8, 39-55). Naquela época, existiam pessoas ricas e generosas que diziam, vou comprar alguns escravos e dá a sua liberdade. Esse homem rico chegava para os anciões olhava a ata e dizia, vou comprar esse, aquele e outro. Pagava a sua dívida e fazia aquelas pessoas livres. Tinham que rasgar a ata ou aquela escrita que revelava toda dívida daquele escravo. O apóstolo Paulo escreveu em Colossenses 2.14 “havendo riscado cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz”. Estava-nos perdido, condenados, vivia-nos na escravidão do pecado, do mundo e satanás, sem direito a salvação. Deus aboliu esses registros por meio da expiação substitutiva de Cristo que se cumpriu quando Ele morreu na cruz. Hoje temos a liberdade, a escrita foi rasgada. O escravo livre tinha que carregar essa pedra branca, pois alguém poderia perguntar, “você é escravo, a sua dívida estava no mural, e aquele escravo dizia: alguém pagou o preço, olha aqui a pedrinha branca que eu estou livre”. Hoje podemos dizer: estou livre, apóstolo Paulo diz em Romanos 8.2 “Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte”.

continua na próxima semana

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